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12 DE DEZEMBRO DE 2025

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Deixem-me ser claro: o que está em causa aqui não é apenas a gestão, é o respeito — respeito pelo contribuinte, respeito pelo trabalhador, respeito pela família, que olha para o salário e percebe que parte dele vai alimentar empresas que já não fazem sentido económico há muitos anos.

O Estado devia ser um exemplo de rigor, mas tem sido apenas um exemplo de desperdício. Chega de fingir que estas empresas vão melhorar por milagre, porque não vão. Ou mudam radicalmente, ou deixam de fazer sentido.

Da nossa parte fica claro: o que for preciso auditar a fundo, audita-se; o que for crime, trata-se como crime. Porque os portugueses já estão fartos de que o Estado vá ao seu bolso, todos os dias, para sustentar quem não responde por nada.

Aplausos do CH. O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Joana Cordeiro, da Iniciativa

Liberal. A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A Comissão Permanente da

Concertação Social é, ou deveria ser, o espaço de diálogo por excelência onde trabalhadores e empregadores discutem políticas que afetam milhões de pessoas no que respeita a condições de trabalho, como salários, emprego ou formação profissional. Acontece que hoje, na prática, é um espaço fechado, cristalizado e profundamente desatualizado.

Hoje, apenas duas confederações sindicais representam os trabalhadores, sendo que juntas representam apenas entre 7 % a 15 % do total dos trabalhadores.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem! A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Isto significa, Srs. Deputados, que, em Portugal, mais de 85 % dos

trabalhadores não têm voz na concertação social. O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem, é isso mesmo! A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Srs. Deputados, o País mudou, o mercado de trabalho mudou. Temos cerca

de 1 milhão de profissionais liberais e nenhum deles está representado na concertação social. Do lado dos empregadores, o cenário é semelhante. À mesa sentam-se as grandes confederações

tradicionais, mas 99,9 % das empresas são PME (pequenas e médias empresas),… O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem! A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — … e também elas não estão sentadas à mesa negocial. Então, como é que a concertação social pode discutir políticas públicas sem ouvir, efetivamente, quem faz

parte da economia real? Aplausos da IL. É por isso que, hoje, a Iniciativa Liberal traz a debate e votação uma iniciativa sobre esta matéria, para incluir

na Comissão Permanente da Concertação Social a Associação Nacional de Profissionais Liberais, a Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, o Conselho Nacional das Ordens Profissionais — e não os bastonários de todas as ordens profissionais — e a Associação Nacional de Jovens Empresários. Mais, para permitir que, em matéria de concertação social sobre setores económicos específicos, possam também estar presentes comissões de trabalhadores,…

Risos do Deputado do PS Miguel Cabrita.