I SÉRIE — NÚMERO 81
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O Sr. Presidente: — E vai ser distribuído. Vai ser distribuído! Muito obrigado!
O Sr. Carlos Pereira (PS): — … da Comissão Técnica Independente…
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Isto é uma intervenção!
O Sr. Presidente: — Muito obrigado, Sr. Deputado. Não vamos usar a figura da interpelação à Mesa para
fazer uma intervenção.
Aplausos do CH.
E, por isso, peço-lhe que seja cumpridor desta mínima lealdade que é para todos. Não é só para o Sr.
Deputado, é para todos.
O Sr. Rodrigo Alves Taxa (PCP): — Qualquer dia o PCP pede para distribuir o Avante!
O Sr. Carlos Pereira (PS): — Sr. Presidente, estou a pedir a distribuição de documentos…
Protestos do PSD.
O Sr. Presidente: — Um documento público, o Orçamento do Estado, como pode imaginar, não é razão
para… Está bem?
O Sr. Carlos Pereira (PS): — Sr. Presidente, eu, para explicar os documentos, tenho de explicar o que é!
Parece-me a mim!
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — O Orçamento?!
O Sr. Presidente: — Já viram, já viram, já toda a gente viu! Já foi discutido o Orçamento do Estado de 2015,
no momento certo.
Tem a palavra o Sr. Deputado João Almeida, do CDS-PP.
O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs.
Deputados: Quando discutimos matérias importantes como a saúde, temos de ser claros e objetivos. Os
portugueses não acreditam em quem diz que está tudo mal e, naturalmente, não acreditam também em quem
diga que está tudo bem, e fazem bem em não acreditar.
Alguém que viva no Porto, como é o meu caso, não tem a mesma experiência com o Serviço Nacional de
Saúde que tem uma pessoa de Lisboa ou da margem sul do Tejo. Temos de conseguir, desde logo, que estas
assimetrias sejam corrigidas e que a qualidade e o tempo de resposta sejam semelhantes em todo o território
nacional.
Mas existe um dado que não pode nem deve ser ignorado neste debate. Os centros de saúde têm mais
680 000 inscritos do que há 10 anos. Posto isto, temos de considerar a dificuldade em manter o nível de resposta,
mesmo aumentando substancialmente a despesa, como tem acontecido quando o número de inscritos no SNS
aumentou tão substancialmente.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, mesmo com mais atos realizados por dia, mesmo com acordos com
várias carreiras de saúde, mesmo com mais profissionais a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde, mesmo
com mais médicos de família atribuídos, mesmo com os novos hospitais a saírem finalmente do papel, é certo
que ainda não está tudo bem e que dois anos não foram suficientes para resolver tudo.
E da mesma maneira que fomos objetivos até aqui, sejamos objetivos também a falar de outras mudanças
estruturais que já aconteceram com este Governo. O Governo do Partido Socialista não descansou enquanto
não pôs fim às PPP — respondiam mais rápido, com melhor qualidade e custavam menos dinheiro ao Estado.