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Terça-feira, 15 de abril de 2025 II Série-D — Número 24

XVI LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2024-2025)

S U M Á R I O

Delegação da Assembleia da República:

Relatório sobre a participação da Assembleia da República na LXXII Reunião Plenária da Conferência dos Órgãos Especializados em Assuntos da União dos Parlamentos da União Europeia (COSAC), que decorreu em Budapeste, nos dias 27 a 29 de outubro de 2024.

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DELEGAÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

RELATÓRIO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NA LXXII REUNIÃO

PLENÁRIA DA CONFERÊNCIA DOS ÓRGÃOS ESPECIALIZADOS EM ASSUNTOS DA UNIÃO DOS

PARLAMENTOS DA UNIÃO EUROPEIA (COSAC), QUE DECORREU EM BUDAPESTE, NOS DIAS 27 A 29

DE OUTUBRO DE 2024

I. ENQUADRAMENTO

Nos termos do Regulamento da COSAC (ponto 2.1) «será organizada uma reunião plenária da COSAC

durante cada Presidência, tendo em conta as diferentes práticas parlamentares dos Estados-Membros, os

períodos eleitorais e os dias feriados dos Estados-Membros». Neste contexto, o Parlamento húngaro

organizou entre os dias 27 a 29 de outubro de 2024, em Budapeste, no âmbito da dimensão parlamentar da

respetiva Presidência do Conselho da União Europeia, a LXXII Reunião Plenária da COSAC. Esta reunião

contou com a participação dos Parlamentos nacionais da União Europeia (UE), do Parlamento Europeu (PE) e

dos Parlamentos da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia, Turquia, Ucrânia,

Andorra, Arménia, Kosovo1, Mónaco, Noruega, Suíça e Reino Unido, conforme consta da lista de

participantes.

II. DA LXXII REUNIÃO DA COSAC

Do programa da Reunião, constavam os pontos que seguidamente se apresentam:

Sessão de abertura

Abriu a sessão László Kövér, Presidente da Assembleia Nacional Húngara, que deu as boas-vindas a

todas as delegações presentes em Budapeste para participarem na LXXII COSAC, destacando a presença de

vários parlamentares da União Europeia, bem como de países candidatos. Recordou os diversos temas

agendados para discussão, nomeadamente, o estado da União Europeia no ano de transição institucional e os

15 anos de aplicação do Tratado de Lisboa, sublinhando a importância da participação dos Parlamentos

nacionais nas iniciativas legislativas, as tendências demográficas europeias e respostas a nível nacional e

1 A designação Kosovo está em conformidade com a Resolução 1244/1999 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e com o parecer do TIJ sobre a declaração de independência do Kosovo.

– Delegação da Assembleia da República

Presidente da Comissão de Assuntos Europeus, Deputado Telmo Faria (PSD)

Membro da Comissão de Assuntos Europeus, Deputado Ricardo Carvalho (PSD)

Membro da Comissão de Assuntos Europeus, Deputada Liliana Reis (PSD)

Membro da Comissão de Assuntos Europeus, Deputada Ana Mendes Godinho (PS)

Membro da Comissão de Assuntos Europeus, Deputada Ana Sofia Antunes (PS)

Membro da Comissão de Assuntos Europeus, Deputado Pedro Correia (CH)

– Assessoria

Bruno Dias Pinheiro, Representante Permanente da Assembleia da República junto das instituições

europeias

Gonçalo Sousa Pereira, Assessor Parlamentar da Comissão de Assuntos Europeus

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europeu, destacando a relevância das políticas de natalidade e a segurança e defesa europeias. Salientou,

ainda, a importância de se avançar com o alargamento da UE, com a integração dos Balcãs Ocidentais.

Concluiu referindo que a Hungria acreditava numa União Europeia forte e baseada numa cooperação

reforçada, contudo, era necessário que o diálogo ocorresse de forma aberta e sem preconceitos, pois era

preciso reconhecer a diversidade cultural da União.

Questões procedimentais e assuntos diversos

Zoltán Tessely, Presidente da Comissão de Assuntos Europeus do Parlamento húngaro, apresentou o

projeto de ordem do dia da LXXII reunião plenária da COSAC, que foi aprovado sem quaisquer comentários.

Em seguida, apresentou os resultados da reunião da troica presidencial do dia anterior, tendo destacado que a

troica tinha feito progressos significativos e chegado a acordo sobre um novo projeto de contributos da LXXII

COSAC. Referiu que o documento tinha sido comunicado às delegações após a reunião, e havia a

possibilidade de apresentar novas propostas de alteração até às 12h00 do mesmo dia (28 de outubro). Por

fim, deu nota da receção, pela presidência, de cartas remetidas pelos Parlamentos de Andorra, Arménia,

Islândia e Mónaco para extensão de um convite para participação na reunião plenária da COSAC como

observadores, tendo a Presidência húngara acedido a esses pedidos, após consulta da troica presidencial. A

Câmara dos Lordes britânica, bem como os Parlamentos do Kosovo, Suíça e Noruega haviam solicitado,

também, a participação em ambas as reuniões da COSAC (Presidentes e Plenária), tendo a Presidência

anuído igualmente a tais solicitações.

Sessão I – Programa e resultados da Presidência húngara do Conselho da União Europeia

A primeira sessão iniciou-se com a intervenção de János Bóka, Ministro húngaro para os Assuntos da

União Europeia, referindo que Presidência húngara tinha uma responsabilidade política, enquanto mediador

honesto, de querer ser catalisadora da mudança na Europa, mas as decisões teriam de ser tomadas pelos

Estados-Membros e pelas instituições europeias. Referiu que os relatórios Letta e Draghi focavam que o

crescimento da UE tinha ficado abaixo da China e dos Estados Unidos da América e que a quota europeia no

comércio mundial estava a diminuir. Destacou que a transição ecológica não iria permitir, por si mesmo, baixar

os custos da energia e que o Pacto Ecológico Europeu promovia a criação de empregos, mas não seria fácil a

sua implementação. Sublinhou que tinham proposto a introdução de apoios para o mercado dos automóveis

elétricos, mas a UE não tinha dado seguimento a tais apoios, lamentando o facto de a Europa não estar a

investir, como devia, em inovação, bem como na demografia europeia, que continuava a diminuir sem que se

conseguisse compensar tal redução com a migração. Referiu que a Presidência húngara tinha como objetivo a

assinatura do pacto para a competitividade no próximo Conselho Europeu de novembro, uma vez que

defendia que a competitividade deveria permanecer como prioridade da UE no próximo ciclo europeu.

Recordou que se estava a assistir a um novo ciclo na Europa e que era necessário que a cooperação na UE

fosse mais ativa e que a decisão soberana de entrada de migrantes na UE deveria ser dos Estados-Membros

e não de organizações criminosas. Salientou que o Primeiro-Ministro da Hungria, Viktor Órban, tinha proposto

várias reuniões dos países de Schengen bem como cimeiras com os países do euro, pois acreditava que o

espaço Schengen se encontrava em crise, pelo que era necessário a realização de uma cimeira com todos os

Estados-Membros sobre esta questão, aditando que a Presidência húngara estava a trabalhar para encontrar

soluções para que a Roménia e a Bulgária aderissem, em pleno, ao espaço Schengen até ao final da

Presidência húngara. Destacou que a Europa, atualmente, não conseguia garantir a sua própria segurança,

pelo que a Presidência húngara pretendia reforçar a base industrial militar europeia, tendo esse reforço sido

estabelecido como uma prioridade. Sobre a segurança alimentar europeia, destacou a sua importância

extrema, sublinhando que a mesma estava sob ameaça devido às alterações climáticas, pelo que a

Presidência húngara propôs a revisão de normas da política agrícola comum (PAC), para reduzir a excessiva

regulamentação europeia. Recordou que a política de coesão não era caridade entre os Estados-Membros,

mas sim uma política de investimento da UE, que tinha como propósito corrigir desequilíbrios internos, tendo a

Presidência húngara procurado soluções comuns para resolver os desafios que afetavam todos os Estados-

Membros. Por fim, referiu que, na UE, a Hungria estava à procura do sonho europeu e de alcançar aquilo que

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a UE poderia vir a ser, pelo que o sucesso da Presidência húngara seria o sucesso da União Europeia.

No período de debate que se seguiu, mais de um terço dos parlamentares apelou a um maior apoio à

Ucrânia e manifestou o seu desapontamento pelo facto de esta não constar das prioridades da Presidência

húngara, tendo diversos parlamentares associado esta questão à importância dos valores fundamentais da

UE. Na mesma linha, vários participantes criticaram o Primeiro-Ministro húngaro Viktor Órban por ter efetuado

viagens a países terceiros de uma forma que consideravam questionável, tendo mesmo alguns insinuado que

a Presidência húngara não tinha conseguido agir como um mediador honesto. Entre outros temas abordados,

muitos Parlamentos sublinharam a importância de se reforçar a competitividade da Europa, bem como a

necessidade de se adotar uma nova estratégia industrial. Os desafios relacionados com a migração e a

importância de controlos fronteiriços rigorosos foram também temas abordados por vários Deputados,

incluindo participantes dos Parlamentos de países candidatos, que levantaram também a questão do

alargamento e a importância de fazer progressos neste domínio.

Para responder às questões suscitadas pelos parlamentares, János Bóka referiu que, sobre a Ucrânia, a

Presidência húngara apoiava este país candidato, tendo aventado várias medidas de apoio implementadas

pela Hungria, como a abertura de fronteiras para receber os refugiados ucranianos, a prestação de ajuda

humanitária e a exportação de eletricidade à Ucrânia. Reforçou que a Presidência húngara tinha prestado uma

elevada ajuda financeira à Ucrânia, destacando que o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz tinha facilitado a

concretização dessa ajuda. Sobre o alargamento da UE, referiu que aguardavam o relatório da Comissão

Europeia sobre o ponto de situação de cada país candidato, sendo que a Presidência iria adotar as

recomendações que fossem apresentadas. Quanto às relações entre UE e China, sublinhou que havia uma

possibilidade de promover uma cooperação comercial com a China, alertando que teria de haver uma

abordagem diferente, mas poderia ser viável para a UE, com recurso a negociações cuidadosas.

Relativamente ao Estado de direito, defendeu que a Presidência húngara estava empenhada nos valores da

UE, recordando que, ele próprio, esteve envolvido em vários processos de averiguação de cumprimento do

Estado de direito, reiterando que estava de acordo que o funcionamento da UE deveria ser na base de valores

comuns. No entanto, manifestou que os processos desencadeados ao abrigo do artigo 7.º dos Tratados,

iniciados pelo Parlamento Europeu, tinham um cariz político. Concluiu referindo que a UE, para continuar a ser

relevante, não poderia manter o status quo, revelando que a crise no Médio Oriente tinha evidenciado que a

UE já não tinha a mesma relevância internacional.

Sessão II – O estado da União Europeia no ano de transição institucional e os quinze anos de

aplicação do Tratado de Lisboa

A sessão iniciou com uma mensagem de vídeo de Maroš Šefčovič, Vice-Presidente para as Relações

Interinstitucionais e Prospetiva da Comissão Europeia, onde destacou a pertinência dos temas em debate,

nomeadamente, a UE se encontrar num ano de transição institucional, havendo, por isso, a oportunidade de

se fazer um ponto de situação do que a Europa tinha alcançado em conjunto. Referiu que o Tratado de Lisboa

tinha definido o funcionamento da iniciativa legislativa dos Parlamentos nacionais, bem como tinha dotado a

UE de ferramentas para lidar com diversas crises. Com efeito, destacou que este Tratado tinha dado uma

«voz» aos Parlamentos nacionais no processo legislativo europeu, bem como no processo de decisão, através

do diálogo político e do escrutínio do respeito pelos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade.

Interveio no debate o Sr. Presidente da Comissão de Assuntos Europeus, Deputado Telmo Faria (PSD),

que destacou o período extraordinário que atualmente se vivia com guerras e disputas geopolíticas. Recordou

que o ideal da União Europeia era um ideal de paz e de segurança europeia, sublinhando que, para se ter

uma Europa forte, era preciso garantir a paz dentro das suas fronteiras. Contudo, salientou que a Ucrânia, um

Estado candidato à União Europeia, estava em guerra, mas a prioridade da Hungria tinha sido investir apenas

na adesão dos Balcãs Ocidentais à União Europeia. Por fim, questionou o que pretendia a Presidência

húngara fazer para acelerar a adesão à União Europeia de países como a Moldova e a Ucrânia.

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Concluiu defendendo que era preciso continuar a usar essas ferramentas disponíveis para aprofundar a

cooperação europeia e ultrapassar os desafios que surgiam.

Seguiu-se a intervenção de Barna Pál Zsigmond, Secretário de Estado do Ministério dos Assuntos da

União Europeia, que salientou o facto de a Presidência húngara constituir uma oportunidade para o futuro da

Europa. Defendeu que o diálogo entre os Parlamentos nacionais estava bem colocado, uma vez que a UE não

estava em Bruxelas, mas sim nas capitais. Questionou sobre qual a transformação institucional que se

pretendia, e como essa transformação mudaria o quotidiano europeu, defendendo que Presidência húngara

tinha interesse em que essa transição institucional fosse concluída com êxito e em que o trabalho legislativo

europeu pudesse continuar. Referiu que na UE era possível haver opiniões diferentes, no entanto, a Europa

estava atrasada, em termos económicos, pelo que era necessário que a UE fosse mais competitiva. Destacou

que a Presidência húngara pretendia melhorar a competitividade europeia, pelo que se pretendia aprovar, no

Conselho Europeu de 8 de novembro, uma declaração sobre a competitividade. Recordou que a Hungria tinha

aderido à UE há 20 anos e que essa integração tinha sido muito positiva para a Hungria, contudo, tinha havido

uma perda da soberania nacional, mas compensada por uma maior cooperação. Referiu que os Parlamentos

nacionais tinham um papel muito ativo no escrutínio do princípio da subsidiariedade, referindo que no relatório

da COSAC vários Parlamentos tinham indicado que era mais favorável que as medidas legislativas fossem

adotadas ao nível nacional e ao nível regional do que ao nível europeu. Defendeu que a UE estava com

problemas na sua competitividade, mas, do relatório apresentado por Mário Draghi, concordavam com

algumas ideias, não sendo, contudo, favoráveis a ideias de uma Europa federal, como a proposta de

subscrição de empréstimos conjuntos. Referiu, também, que o reforço dos poderes do Parlamento Europeu

tinha sido útil, mas era preciso ter em conta a opinião dos cidadãos, defendendo que os atuais debates no

Parlamento Europeu estavam a perder o foco. Salientou, ainda, que a Comissão Europeia deveria executar as

políticas gerais europeias, mas, na prática, parecia que a Comissão Europeia estava a tornar-se um ator

político, o que lhe parecia prejudicial para a Europa. Relativamente ao Conselho Europeu, referiu que este

podia decidir sobre a direção política da Europa, podendo a Comissão Europeia ajudar nessa direção, mas

não devia ter uma ação política independente. Concluiu com algumas notas sobre o futuro da UE,

nomeadamente, referindo que o processo de decisão tinha sido alvo de grande debate, o que tinha causado

alguma divisão entre os Estados-Membros, referindo que a Presidência húngara não apoiava a adoção da

maioria qualificada para decisões de questões de soberania nacional.

Nesta sessão, participou, também, Sven Simon, Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do

Parlamento Europeu, que apelou à necessidade de se refletir sobre o percurso da UE até à presente data,

recordando que fazia 15 anos da data de adoção do Tratado de Lisboa, no qual se passou a permitir que o

Conselho pudesse tomar decisões coletivas, bem como que a UE falasse a uma só voz no âmbito das

relações externas. Referiu que havia tarefas que apenas se podiam concretizar se houvesse uma ação

conjunta, recordando que havia, ainda, ferramentas previstas no Tratado de Lisboa que a UE não conseguia

implementar. Referiu que era necessário reduzir a burocracia e que o sistema de cartões amarelos e laranjas

poderia ser melhorado, pelo que era de opinião de que se deveriam reformar os tratados para melhorar esta e

outras questões. Sobre o defendido pelo anterior orador, que era contra o uso da maioria qualificada no

Conselho, referiu que discordava dessa opinião, pois era preciso que a UE fosse mais ágil na sua ação

conjunta em matérias como a defesa, controlo de fronteiras, energia e inovação, caso contrário, a UE iria

perder terreno para outras potências. Destacou que o interesse comum europeu era mais importante do que a

vontade própria de 27 Estados-Membros, concluindo com o apelo de que cabia a cada um tomar os próximos

passos para tornar a UE mais forte e uma União que protegesse os interesses europeus.

Interveio, ainda nesta sessão, como orador, Alessandro Giglio Vigna, Presidente da Comissão das

Políticas da UE, Câmara dos Deputados italiana, que criticou a centralização do poder, recordando que o

Tratado de Lisboa tinha como pretensão aumentar a democracia e a transparência e não consolidar o poder

nas instituições da UE, minando assim a soberania nacional. O orador observou igualmente um declínio na

utilização de diretivas em favor de regulamentos, o que, na sua opinião, restringia a capacidade de abordar

questões locais marginalizando os Parlamentos nacionais e regionais. Concluiu referindo que a UE renovada

devia respeitar as identidades nacionais e regionais, o que estava consubstanciado no lema da Presidência

húngara, uma Europa forte pela diversidade e não pela uniformidade.

No período de debate que se seguiu, os parlamentares focaram as suas intervenções no papel dos

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Parlamentos nacionais no processo legislativo da UE, apelando a um reforço dos instrumentos de controlo da

subsidiariedade e a permitir a chamada iniciativa «cartão verde» para permitir um papel mais proactivo dos

Parlamentos nacionais. Sublinharam, igualmente, que o Tratado de Lisboa tinha provado ser um quadro

flexível que resistiu a várias crises, incluindo a pandemia de COVID-19, as recessões económicas e a guerra

em curso na Ucrânia. O alargamento foi outro tema abordado no debate, destacando-se a necessidade de

reformas internas na UE para acolher novos membros sem rever os tratados. Salientaram, também, a

necessidade de se manter a dinâmica nas conversações de adesão, de assegurar que a UE estava preparada

para a expansão e de considerar a integração estratégica dos países vizinhos. Além disso, alguns

parlamentares defenderam o reforço da política comum de segurança e defesa, com apelos à alteração do

processo de decisão da unanimidade para uma votação por maioria qualificada neste domínio, a fim de

melhorar os tempos de resposta e reforçar a autonomia estratégica da UE. Por fim, referiram a migração, o

Estado de direito e a necessidade de a Europa se manter competitiva a nível mundial.

Para encerrar o debate, interveio Sven Simon, que referiu existirem diferentes perspetivas de Estados-

Membros com maior dimensão e com menor dimensão, contudo, recordou todos eram pequenos quando

comparados com outros Estados terceiros. Referiu que tinha integrado a missão de observadores do

Parlamento Europeu às eleições na Geórgia, sublinhando que havia cidadãos da Geórgia que manifestavam a

sua vontade de o país aderir à UE, aditando que, apesar das diferenças, os valores eram os mesmos.

Concluiu apelando à união de toda a Europa nestes tempos de grandes desafios. Interveio, ainda, Barna Pál

Zsigmond, que reconheceu a importância de se manter o diálogo sobre estas questões estruturantes de

funcionamento da UE. Referiu que não considerava como positivo para a UE uma estrutura federativa, mas

sim uma união de nações onde o foco deveria ser os interesses dos seus cidadãos, o ambiente e os custos da

energia, defendendo que não acreditava ser necessário avançar com uma alteração dos tratados, uma vez

que o Tratado de Lisboa permitia avançar com o alargamento da União, nomeadamente, com a integração dos

Interveio, igualmente nesta sessão, a Sr.ª Deputada Liliana Reis (PSD), que destacou o relatório bianual

sobre os procedimentos e práticas da UE onde se salientava a importância dos Parlamentos nacionais na

aproximação e aprofundamento da União, independentemente de cada Estado-Membro ter posições

específicas para cada área ou política. Sublinhou que o momento atual exigia que se repensassem os

processos de tomada de decisão da UE, designadamente, quanto à política externa e de segurança comum,

questionando se a regra da unanimidade se manteria e se o modelo intergovernamental baseado no

Conselho e na soberania de cada Estado-Membro seria suficiente para dar resposta à situação militar atual.

Referiu que havia momentos em que ter receio de avançar poderia levar a dar um passo atrás no alcance

da paz, alertando que não se podia esquecer que a União Europeia tinha sido criada para manter a paz,

devendo a mesma ser alargada quando novos Estados-Membros encontrassem a paz com a sua

integração. Concluiu que era necessário aprofundar e aproximar mais a UE nesta matéria para se assegurar

que haveria meios e capacidade para garantir a paz conseguida pelos fundadores da União até à data.

Interveio na presente sessão o Sr. Deputado Ricardo Carvalho(PSD), que salientou o início do novo

ciclo institucional europeu num momento decisivo para a UE com desafios coletivos, designadamente, na

promoção de uma economia mais competitiva, no confronto com as questões demográficas e das

migrações, na defesa do Estado social europeu e na necessidade de uma nova política europeia de

segurança e defesa. Nessa medida, sublinhou a urgência de uma nova arquitetura institucional, destacando

as mudanças significativas introduzidas pelo Tratado de Lisboa, como o reforço do papel dos Parlamentos

nacionais e do Parlamento Europeu e a reafirmação dos valores europeus com a criação da cidadania

europeia e a participação ativa dos cidadãos europeus no processo de tomada de decisão europeu.

Salientou, igualmente, a importância de dotar o Parlamento Europeu com iniciativa legislativa mais ampla,

de modo a tornar a UE mais legítima e democrática. Por fim, defendeu que a reforma dos tratados iria

tornar-se cada vez mais necessária, sendo esta inevitavelmente impulsionada pelo desejo de alargamento

da União.

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Balcãs Ocidentais. Referiu que o Tratado de Lisboa tinha sido capaz de gerir o Brexit, reforçando que a

Europa se unia na sua diversidade. Sublinhou que a soberania nacional como princípio constitucional era

consensual, recordando que tinham sido os Estados-Membros a criar a União Europeia e não o contrário.

Defendeu que algumas competências nacionais poderiam passar para uma estrutura supranacional através de

acordos de associação, dando o exemplo da OTAN, onde se tinha estipulado uma percentagem do produto

interno bruto (PIB) dos Estados contratantes para investimentos em defesa nacional. Sobre a migração, referiu

que as sondagens demonstravam que os cidadãos europeus rejeitavam a migração ilegal, concluindo que

apenas em conjunto se poderiam resolver estas questões, devendo evitar-se o recurso a discursos ideológicos

que a nada levavam.

Reunião dos presidentes da COSAC

Zoltán Tessely, Presidente da Comissão de Assuntos Europeus do Parlamento húngaro, deu início à

discussão das propostas de texto dos Contributos e Conclusões, tendo por base a versão do compromisso

discutida na reunião da troica presidencial, com as alterações remetidas pelas delegações, na qual

participaram os Presidentes das Comissões de Assuntos Europeus dos Parlamentos nacionais. Após várias

votações sobre propostas de alteração, foi adotado um projeto de Contributos alterado, que foi apresentado

para aprovação pela LXXII COSAC na sessão de encerramento.

Sessão III – Tendências demográficas europeias e respostas a nível nacional e europeu

Zsófia Koncz, Secretária de Estado da Família da Hungria, abriu esta sessão salientando que o número de

crianças nascidas no território dos atuais Estados-Membros da União Europeia tinha sido o mais baixo desde

1960, acrescentando que a Hungria tinha sido o país da UE com a classificação mais baixa em termos de

fertilidade durante 15 anos. Explicou que, para fazer face a estas tendências demográficas desfavoráveis, o

Governo húngaro tinha começado a introduzir mudanças significativas na sua política familiar desde 2010,

alterando os seus objetivos e métodos para tomar uma direção dita «favorável à família», sublinhando que, em

resultado disso, a Hungria tinha conseguido alcançar o sexto lugar em termos de fertilidade entre os Estados-

Membros da UE. Destacou que a política familiar do Governo húngaro tinha contribuído para o nascimento de

mais 178 000 crianças na Hungria desde 2010 sublinhando que os instrumentos políticos mais eficazes a este

respeito podiam basear-se em três pilares: proporcionar habitação adequada, assegurar a estabilidade

financeira e promover o equilíbrio entre a vida profissional e familiar. Como exemplo, mencionou o Plano de

Ação para a Família, que consistia em sete: subsídio para bebés, extensão do subsídio à habitação familiar,

renúncia ao crédito hipotecário, isenção do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares para mães

com quatro ou mais filhos, programa de compra de automóveis para famílias numerosas, desenvolvimento de

creches e subsídio de assistência aos avós. Para completar o quadro das medidas introduzidas, a Sr.ª

Secretária de Estado destacou o desenvolvimento das creches húngaras, a disponibilização de manuais

escolares gratuitos, os subsídios de proteção energética, o subsídio de assistência aos avós e a introdução de

um prémio de pensão. Salientou, igualmente, que o emprego das mulheres tinha também registado um

aumento significativo desde 2010. Concluiu a sua intervenção manifestando a esperança de que a Hungria

conseguisse chamar a atenção dos Governos dos Estados-Membros da UE para os desafios demográficos

que se colocavam a toda a Europa e para a importância da política da família.

No período de debate que se seguiu, os parlamentares mencionaram vários exemplos de mudanças

demográficas significativas na Europa, como o envelhecimento e o declínio das populações, a baixa taxa de

fertilidade, a desigualdade social e de género e o aumento da migração, salientando que estas tendências

colocavam desafios aos sistemas de segurança social, aos mercados de trabalho e ao crescimento

económico. Destacaram várias estratégias nacionais destinadas a abordar estas questões demográficas,

incluindo políticas de incentivo a taxas de natalidade mais elevadas (por exemplo, disponibilidade de

estruturas de acolhimento de crianças), iniciativas de apoio à família (como uma política de habitação, licenças

parentais, iniciativas de conciliação entre a vida profissional e a vida familiar) e programas de integração para

os migrantes. Sublinharam, também, o fenómeno da migração como uma solução para o despovoamento

crescente e incentivaram os participantes a encará-lo mais como uma oportunidade do que como uma

ameaça. Por outro lado, os problemas da migração ilegal também não passaram despercebidos. O debate

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incidiu igualmente sobre as estratégias a nível da UE destinadas a fazer face às alterações demográficas,

incluindo o financiamento do desenvolvimento regional, os incentivos às famílias e o apoio à mobilidade da

mão de obra na UE. Referiram a importância de se agir com uma atitude proativa na adaptação às tendências

demográficas, com especial destaque para a sustentabilidade, a inclusão e os potenciais benefícios de uma

força de trabalho diversificada, tendo apelado a um diálogo e colaboração contínuos entre os Estados-

Membros e as instituições da UE para implementar medidas eficazes. Por fim, defenderam a necessidade de

se adotarem estratégias coesas que combinassem os esforços nacionais e europeus para fazer face à

complexa paisagem demográfica da Europa, apesar de alguns parlamentares terem salientado que as

tendências demográficas não afetavam todos os países europeus na mesma medida, entendendo que era

necessário algum tipo de autonomia na criação de iniciativas nacionais, uma vez que não era possível uma

solução única para todos.

Sessão IV – Segurança e defesa europeias

Esteban González Pons, Vice-Presidente do Parlamento Europeu, começou por sublinhar que o atual

ambiente geopolítico instável representava uma ameaça para os valores da UE, como a democracia, a

liberdade e o respeito pelo direito internacional, e destacou, a este respeito, a invasão injustificada e não

provocada da Ucrânia pela Rússia. Neste novo contexto, salientou que a União Europeia era o instrumento

necessário para os Estados-Membros garantirem que a Europa não fosse, mais uma vez, encurralada pela

rivalidade entre superpotências. Sublinhou a necessidade de intensificar a cooperação com a OTAN, enquanto

salientou que a defesa europeia deveria ser dotada de mais força, autonomia e capacidade para

complementar a OTAN. Apelou, igualmente, a uma Estratégia Europeia de Defesa comum que reforçasse a

indústria de defesa europeia, que desse uma resposta coletiva aos desafios militares e melhorasse a

preparação para as crises, a fim de responder às novas ameaças híbridas à segurança da UE. Concluiu

comprometendo-se a utilizar todo o potencial da cooperação interparlamentar para garantir que a voz dos

Parlamentos nacionais fosse corretamente canalizada para o Parlamento Europeu.

Interveio nesta sessão a Sr.ª Deputada Ana Sofia Antunes (PS), que destacou o sério desafio

demográfico que a Europa vivia, nomeadamente, com uma população muito envelhecida. Referiu que a

população europeia estava a ser regenerada com uma lentidão preocupante, por um lado, e com sistemas

de segurança social dispendiosos que careciam fortemente de mais contribuintes, por outro. Revelou,

também, que a aposta da requalificação das populações gerava um Estado social mais forte e um bem-estar

da população mais eficaz. Evidenciou que havia falta de mão de obra em diversos setores da economia,

como a construção civil, a restauração, o comércio ou a hotelaria, sendo que eram os imigrantes que

colmatavam essa lacuna laboral, aditando que a população imigrante em Portugal correspondia já a 17 %

dos contribuintes da Segurança Social. Destacou, ainda, que a população imigrante em Portugal estava a

repovoar diversas áreas rurais, defendendo que os imigrantes não eram um peso para Portugal. Concluiu

destacando que a Europa precisava da população imigrante para ser mais competitiva, não devendo esta

população ser deixada de fora do Pacto para a Competitividade.

Interveio nesta sessão a Sr.ª Deputada Ana Mendes Godinho (PS), que destacou o facto de a Europa

estar numa verdadeira corrida contra o tempo, uma vez que a sua demografia demonstrava que não havia

pessoas suficientes para garantir o futuro. Sublinhou que não podia ser aceitável que 20 % das crianças na

Europa estivessem em risco de pobreza, apelando a que houvesse um investimento maciço nas crianças

para quebrar este ciclo da pobreza. Referiu que Portugal tinha implementado a gratuitidade das creches,

estando essa medida a causar já grande impacto por prestar um maior apoio às famílias bem como por ser

um instrumento que garantia a igualdade de oportunidades às mulheres para se realizarem e fazerem parte

do mercado de trabalho. Quanto à migração, referiu que a Europa dependia da migração para crescer, para

ser competitiva e para sustentar o Estado social, mencionando que em Portugal os imigrantes pagavam sete

vezes mais para a Segurança Social do que aquilo que recebiam de apoio. Concluiu com um apelo para que

não se repetissem os erros do passado com a construção de novas «cortinas de ferro».

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Seguiu-se a intervenção de Péter Sztáray, Secretário de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e

do Comércio da Hungria, que começou por sublinhar a mudança da situação geopolítica e os múltiplos

desafios de segurança que a UE enfrentava: da guerra na Ucrânia à instabilidade no Médio Oriente, à

rivalidade entre os EUA e a China, às ameaças colocadas pelas alterações climáticas ou à migração ilegal. O

Parlamento Europeu defendia uma análise clara que permitisse um debate franco com ações conjuntas por

parte da UE. Sublinhou, também, que a OTAN continuava a ser a garantia final de defesa da UE, mas que a

atual escassez de material e munições exigia um aumento das despesas com a defesa, pelo menos para os

2 % do PIB acordados. Referiu que a Hungria tinha aumentado as suas despesas com a defesa para

assegurar a modernização das forças armadas húngaras, referindo que o reforço da defesa europeia era uma

das prioridades da Presidência húngara. Concluiu sublinhando a necessidade de se manter a abordagem

intergovernamental da segurança e defesa europeias.

No período de debate que se seguiu, os parlamentares debateram uma série de aspetos relacionados com

a segurança e a defesa europeias, tendo sublinhado que a base da segurança da UE residia na proteção da

democracia e dos direitos humanos. Destacaram a necessidade de uma defesa europeia comum e de uma

melhor coordenação das ações relacionadas com a agenda de segurança, salientando que a união fazia a

força, dando alguns exemplos de ações comuns que incluíam a aquisição conjunta para a indústria da defesa,

a investigação e o desenvolvimento e a interoperabilidade das capacidades de defesa. Apelaram, igualmente,

à autonomia e soberania dos Estados-Membros neste domínio político, tendo, contudo, o alinhamento entre a

UE e a OTAN sido defendido. Outro tema destacado foi a necessidade de reforçar a base industrial de defesa

da Europa, tendo muitos parlamentares apelado a um aumento das despesas com a defesa, defendendo que

o objetivo de 2 % do PIB para as despesas com a defesa deveria ser cumprido, mas alguns Deputados

argumentaram que não, essa verba não era já suficiente. Defenderam que as despesas com a defesa fossem

excluídas das regras fiscais da EU, bem como apelaram a uma maior autonomia estratégica das tecnologias

de defesa da UE e da sua base industrial, envolvendo também as PME e as universidades. Por fim,

destacaram, ainda, a situação no Médio Oriente, as recentes eleições na Geórgia e questões sobre a sua

equidade, o potencial impacto das eleições nos EUA e a política chinesa em matéria de segurança e defesa.

Nas intervenções finais, Péter Sztáray destacou as boas reflexões realizadas no debate, sublinhando que

Interveio, também, nesta sessão o Sr. Deputado Pedro Correia (CH), referindo que o desequilíbrio

militar na Europa causado pela guerra na Ucrânia e pelo conflito no Médio Oriente poderia ser uma

oportunidade para se reverem as políticas europeias de segurança e defesa. Salientou que o aumento do

investimento nacional na defesa, em cumprimento com o determinado pela OTAN, daria um sinal de

compromisso de todos os Estados-Membros para com a segurança comum. Concluiu defendendo que a

revitalização da indústria militar europeia, com a promoção de tecnologia de ponta nesta área, tornava a

capacidade produtiva da indústria militar mais atrativa, estimulando maior interação entre a indústria, as

universidades e as forças armadas.

Interveio no debate a Sr.ª Deputada Liliana Reis (PSD), que referiu o facto de a defesa europeia ter

sido sempre selada depois de se compreenderem as suas fraquezas. Salientou que todos os presentes

tinham já percebido que a autonomia estratégica da União Europeia não podia ser adquirida apenas

através da redação de narrativas em documentos estratégicos, mas sim alcançável através do

desenvolvimento e aquisição de capacidades militares. Referiu que a Presidência húngara tinha centrado a

sua atenção no reforço da base industrial e tecnológica europeia de defesa, que combinava a melhor

investigação produzida pelas universidades europeias e pelo setor industrial europeu, destacando que esta

mudança de paradigma era muito importante, mas não era suficiente, apelando ao reforço urgente do

Instrumento de Apoio à Paz e do Fundo Europeu de Defesa. Destacou a dicotomia da Presidência húngara

por compreender as vantagens do supranacionalismo quando se tratava de beneficiar os instrumentos

comunitários para o desenvolvimento do país, mas quando se tratava de avançar com apoios financeiros,

num espírito de solidariedade, já não podia ser, porque a soberania de cada Estado não podia ser alienada

em matéria de defesa. Concluiu defendendo que a defesa europeia deveria ser entendida para defender a

UE dos inimigos comuns e não para proteger apenas um Estado.

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II SÉRIE-D — NÚMERO 24

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o mais importante era que a defesa e a segurança europeias saíssem reforçadas desta Reunião Plenária

alertando que a UE não deveria ficar dependente dos Estados Unidos da América, bem como era consensual

que a Europa tinha de fazer mais na área da defesa. Sobre as formas mais eficazes de apoiar a Ucrânia,

defendeu que cada Estado-Membro devia prestar esse apoio na medida que conseguisse, contudo, alertou

que a OTAN não poderia entrar no conflito, apelando a um não escalamento da guerra e que fosse possível

que a UE e a OTAN trabalhassem em conjunto para encontrar uma solução. Sobre a falta de unidade no seio

da UE, salientou que havia uma unidade na diversidade e que as opiniões minoritárias eram sempre legítimas,

devendo ser respeitadas. Relativamente à Geórgia, defendeu que era preciso saber o que se passava na

região do Cáucaso, sendo a Geórgia uma peça fundamental para o acesso a essa região. Sobre o processo

de paz da Ucrânia, referiu que era importante negociar, aditando que vários líderes europeus defendiam o

alcance de um posicionamento conjunto para se encontrar a melhor solução. Alertou que era necessária mais

solidariedade dos Estados-Membros na questão da migração e que o alargamento dos Balcãs Ocidentais

deveria ser acelerado por ser positivo para a UE a sua integração. Concluiu avisando que a migração não

controlada expunha a Europa a um maior risco de terrorismo e que a UE tinha de ter mais meios para

combater o terrorismo.

Sessão de encerramento da Reunião Plenária da LXXII COSAC

O encerramento foi efetuado por Zoltán Tessely, Presidente da Comissão de Assuntos Europeus do

Parlamento húngaro, que referiu os debates e votações das alterações à proposta dos Contributos da

LXXII COSAC durante a reunião dos Presidentes da COSAC no dia anterior. A Sr.ª Deputada Ana Mendes

Godinho (PS), da Delegação Portuguesa, anunciou que seria apresentada uma declaração de voto, na qual

seriam salientados os aspetos positivos da migração, tendo lamentado a redação do texto acordado do

contributo da LXXII COSAC a esse respeito. O Presidente da sessão, Zoltán Tessely, registou esse facto,

referindo também que as propostas de alteração com conteúdo semelhante tinham sido votadas durante a

Reunião dos Presidentes da COSAC no dia anterior, mas que não tinham obtido apoio suficiente para serem

incluídas no texto final.

Seguidamente, as LXXII Conclusões e os LXXII Contributos da COSAC foram adotados por unanimidade

pelas delegações reunidas.

Notas finais

Além dos documentos referenciados, toda a documentação referente à reunião da COSAC pode ser

encontrada em:

– Conference of Parliamentary Committees for Union Affairs of Parliaments of the European Union

(COSAC) – IPEX.eu

Assembleia da República, 28 de março de 2025.

O Presidente da Comissão de Assuntos Europeus,

(Telmo Faria)

A DIVISÃO DE REDAÇÃO.

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