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«.» inconveniente de estarem desertos os l>alicos da esquerda era fácil de remediar-se; porque não vamos nós para lá ? (disse S. S.8) Sim, Sr. Presidente, o nobre Depulado, e aquelles que o quizerem seguir, podem ir para lá quando as suas opiniões politicas tenham mudado... (O Sr. C. Leal: — Peço a palavra para uma explicação.) Bem, Sr. Presidente, eu não desejo de modo nenhum collocar em má situação o nobre Deputado; enlendo bem qual era o seu argumento, e não quero sobre uma expressão inconsiderada estabelecer uma argumentação; mas não posso deixar de responder a oulro ponto, e com isso concluirei o meu pequeno discurso.. . discurso não, eslas palavras que aqui lenho soltado, porque não me linha preparado, e eslava na ide'a de que a palavra me tocaria lá para o fim da Sessão.
O illustre Depulado queixando-se amargamenle da Opposição, que aqui não estava, queixando-se dos doestos e sarcasmos com que ella entrava nas discussões, caiu no mesmo erro, porque lambem lançou doestos e sarcasmos sobre essa Opposição, e n'uma occasião assas desfavorável para ella, porque lançou-os quando aquelle lado (esquerdo) está deserto!.... O illuslre Deputado disse, que o paiz não queria reconvenções, doestos, nem sarcasmos, o que queria (servindo-se de uma frase vulgar) era obra feila.. . O paiz não quer obra feita (respondendo na mesma frase vulgar), e sim obra de encommènda, quer obra pausada e rcílectidamcnle feita, direi eu. (0 Sr. C. Leal: — Dirigiu algumas palavras ao Orador que se não distinguiram.) Eu retiro as minhas expressões que se referem á obra feita; o illuslre Deputado diz que não fallou em obra feila.
Sr. Presidente, muitas considerações geraes podia eu apresentar em abono da minha doutrina, mas não vindo preparado, para a discussão, e principalmente porque alguns illustres Deputados deste lado têem a palavra, e elles hão-de usar delia com a eloquência que lhes é natural, acabo, declarando, que não vi nas reflexões que os illuslres Deputados apresentaram nenhuma matéria nova, a qual me fizesse variar de opinião. Faço votos sinceros porque nos dispamos de todas as paixões, e já hontem disse um illustre Deputado, que as paixões deviam ficar fora do Parlamento, e só a placidez de animo devia aqui reinar: eu espero que a Camara se ha de possuir deste sentimento, (ella mesmo já o possue) e que dará aqui o exemplo que o paiz todo "precisa, de moderação, e imparcialidade, condições que devem presidir ás suas deliberações. '
O Sr. Pereira dos Reis:—Sr. Presidente, pare-ce-ine descobrir na Camara alguns signaes, senão de impaciência, ao menos de cansaço; e esta consideração levar-me-ia a prescindir da palavra, se eu não visse que os illustres Depulados da Opposição tinham descançado para tornarem a cançar: hontem olfere-ceram urna espécie de tregoa,' a respeito da qual nada se resolveu; vi porc'm que, usando hoje da palavra, justificaram a minha apprehensão: depois de buscarem forças no descanço, voltam de novo ao combale.
Nas differentes Camaras, a que tenho tido a honra de pertencer, vi sempre contrahido um habito, a que não desejo por modo algum subtrair-me; o e o que obriga os llelalores das Commissôes a fatiarem pelo menos duas vezes; vou pois, em obediência ao costume, entrar de novo nesta discussão, v SnssÂo N." 17.
Sr. Presidente, a maior parte das nolas, que eu tinha tomado, estão perfeiramenle respondidas; e por parle da Opposição não se tem offerecido maioria, a que possamos chamar nova.
As primeiras notas que tomei, dizem respeito a observações feitas pelo illustre Deputado que se me seguiu: aproveito a occasião, não só para fazer-llie os meus cumprimentos pela sua excedente eslrêa parlamentar, mas lambem para agradecer-lhe o favor com que me distinguiu na introdtlcção ao seu discurso. Notar-se-ha talvez alguma contradicção da minha parle, quando digo que o illustre Deputado sc estreou perfeitamente, e me proponho fallar contra algumas das suas conclusões.
Não alargando mais os lermos deste prologo (prólogos estão banidos das Assembléas deliberanlcs, e considerados ao mesmo tempo inconvenientes, e de máo gosto), começarei pelas observações do illustre Deputado, e traclarei de responder-lhe.
Disse o Sr. Rebello dá Silva — a Que a circurns-fancia de não ler vindo o partido exaltado á Camara não devia ser imputada ao mesmo partido, d — Eslou de accordo com o illuslre Depulado: o partido exaltado não veiu á Camara; e este facto mal pôde imputnr-sc a fraqueza de meios, ou a menos fervor de diligencias. Não se diga que os anar-chistas careceram de recursos: tiveram incomparavelmente mais do que o partido vencedor. (Apoiados). Tiveram em primeiro logar o Ministério, que lhes prestou todo o auxilio direclo e indirecto a que podiam chegar as suas faculdades. Em abono desta asserção, citarei um facto, que anda na memoria de todos, e cuja existência foi presenceada com espanto por Lisboa inteira. Traclou o partido cartista, desajudado do Governo e reduzido aos seus únicos meios, de concertar os que fossem mais próprios a segurar-lhe a eleição, e fez o que em. tal caso e' costume praticar em todos os paizes, onde se entende e se segue o Governo Representativo; isto é, determinou uma grande reunião. Agora pergunto: ^Que praticou o Ministério em taes circumstancias ?—Fez uma insinuação aos Empregados Públicos, dizendo-Ihes que era do seu desagrado — do seu profundo desagrado—que elles concorressem a essa reunião; e houve algum Ministro que foi ainda mais explicito ou mais severo: esse declarou que os contraventores da insinuação (alias ordem) incorreriam no sen desagrado, e não poderiam queixar-se das consequências! (Vozes:—É verdade, e' verdade). Nole-se que a insinuação, ou ordem, a que me refiro, não se limitou aos Empregados de mera confiança; esten-deu-se aos que descançam á sombra d'uma serventia vitalícia.