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CAMARA DOS DIGNOS PARES.

EXTRACTO DA SESSÃO DE 8 DE JULHO.

Presidencia do Em.mo Sr. Cardeal Patriarcha, Vice-Presidente.

Secretarios — Os Srs. M. de Ponte de Lima,

Albergaria Freire.

(Assistiram os Srs. Presidente do Conselho, e Ministro da Justiça).

Depois das duas horas, estando presentes 33 D. Pares, declarou o Sr. Presidente aberta a Sessão. Leu-se a Acta da anterior, contra a qual não houve reclamação.

O Sr. Secretario Albergaria Freire — Participou que á Mesa tinham sido remettidas duas Representações pedindo a approvação do Projecto de Lei repressiva dos abusos commettidos pela Imprensa, da Camara Municipal de Villa Pouca de Aguiar, e dos Cidadãos residentes no Concelho de Monforte de Rio Livre.

Foram remettidas para a Secretaria, por ter já sido votado o Projecto a que se referem.

Leu-se na Mesa a ultima redacção das alterações feitas por esta Camara na Proposição de Lei da Camara dos Srs. Deputados sobre pastos communs, as quaes, tendo sido julgadas conformes aos vencimentos havidos, foram mandadas remetter para a Camara electiva.

O Sr. C. de Lavradio — Apresentou um Officio, que leu o Sr. Presidente, do D. Par Macario de Castro, participando que o seu mão estado de saude o obriga a não continuar a assistir ás Sessões. A Camara ficou inteirada. O Sr. V. de Sá — Perguntou se a Mesa fizera avisar o Sr. Ministro da Guerra de que elle Orador o queria interpellar ácerca do castigo de varadas que se diz tinham sido dadas n'uns poucos de soldados do Batalhão que estava em Penamacor; e se o Sr. Ministro participára alguma cousa sobre o dia em que podia responder á sua interpellação; e bem assim pediu a S. Em.ª que não pozesse á discussão os Projectos relativos ao Ministerio da Guerra, que tinham sido dados para a Ordem do dia, em quanto não estivesse presente o Sr. Ministro da Guerra, porque os Srs. Ministros das outras Repartições não estavam talvez habilitados a responder por objectos que não eram da sua competencia.

Que, visto estar presente o Sr. Presidente do Conselho, elle o prevenia para que no caso do Sr. Ministro da Guerra não vir responder á interpellação annunciada, estivesse S. Ex.ª prompto para responder por elle, pois pela falta de um Ministro não devia um Par ser privado de dizer o que intendesse a bem do serviço publico.

O Sr. Presidente— Respondeu que julgava que linha havido confusão nos papeis que tinham ido para a Mesa, porque o D. Par mandára a sua communicação por escripto, e por isso julgou elle