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166 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 6

Belchior Cardoso da Costa.
Dento Benoliel Levi.
Carlos Alves.
Carlos Coelho.
Carlos Emílio Tenreiro Teles Grilo.
Carlos Monteiro do Amaral Neto.
D. Custódia Lopes.
Délio de Castro Cardoso Santarém.
Domingos Rosado Vitória Pires.
Egberto Rodrigues Pedro.
Elísio de Oliveira Alves Pimenta.
Ernesto de Araújo Lacerda è Costa.
Fernando Cid Oliveira Proença.
Francisco António Martins.
Francisco António da Silva.
Francisco José Lopes Roseira.
Francisco José Vasques Tenreiro.
Francisco Lopes Vasques.
Francisco de Sales de Mascarenhas Loureiro.
Henrique dos Santos Tenreiro.
Henrique Veiga de Macedo.
Jacinto da Silva Medina.
Jerónimo Henriques Jorge.
João Mendes da Costa Amaral.
João Nuno Pimenta Serras e Silva Pereira.
João Rocha Cardoso.
João Ubach Chaves.
Joaquim de Jesus Santos.
Joaquim José Nunes de Oliveira.
Joaquim de Sousa Birne.
Jorge Augusto Correia.
Jorge Manuel Vítor Moita.
Jorge de Melo Gamboa de Vasconcelos.
José Alberto de Carvalho.
José Augusto Brilhante de Paiva.
José Dias de Araújo Correia.
José Fernando Nunes Barata.
José Guilherme de Melo e Castro.
José Luís Vaz Nunes.
José Manuel da Costa.
José Manuel Pires.
José Maria Rebelo Valente de Carvalho.
José Mendes Pires da Costa.
José de Mira Nunes Mexia.
José Monteiro da Rocha Peixoto.
José Pinheiro da Silva.
José Pinto Carneiro.
José dos Santos Bessa.
José Soares da Fonseca.
José Venâncio Pereira Paulo Rodrigues.
Júlio Alberto da Costa Evangelista.
Júlio Dias das Neves.
Luís de Arriaga de Sá Linhares.
Luís Folhadela de Oliveira.
Luís Le Cocq de Albuquerque de Azevedo Coutinho.
Manuel Augusto Engrácia Carrilho.
Manuel Colares Pereira.
Manuel João Correia.
Manuel João Cutileiro Ferreira.
Manuel de Melo Adrião.
Manuel Seabra Carqueijeiro.
Manuel de Sousa Rosal Júnior.
Manuel Tarujo de Almeida.
D. Maria Irene Leite da Costa.
D. Maria Margarida Craveiro Lopes dos Reis.
Mário Amaro Salgueiro dos Santos Galo.
Mário de Figueiredo.
Olívio da Costa Carvalho.
Paulo Cancella de Abreu.
Quirino dos Santos Mealha.
Rogério Vargas Moniz.
Rui de Moura Ramos.
Sebastião Garcia Ramires.
Simeão Pinto de Mesquita Carvalho Magalhães.
Tito Castelo Branco Arantes.
Ulisses Cruz de Aguiar Cortês.
Virgílio David Pereira e Cruz.
Vítor Manuel Dias Barros.

O Sr. Presidente: - Estão presentes 111 Srs. Deputados.
Está aberta a sessão.

Eram 16 horas e 10 minutos.

Antes da ordem do dia

O Sr. Presidente: - Tem a palavra antes da ordem do dia o Sr. Deputado Alberto de Araújo.

O Sr. Alberto de Araújo: - Sr. Presidente: as minhas primeiras palavras são para V. Ex.ª, para reafirmar-lhe um apreço que vem desde o tempo em que tive a honra de tê-lo como mestre, na velha Universidade de Coimbra, e que posteriormente se tem radicado e fortalecido, apreço que é devido a V. Ex.ª pelo fulgor do seu espírito, pela nobreza dos seus sentimentos, pela dedicação com que tem servido uma causa com a qual identificou a sua própria vida.
Não podemos querer para V. Ex.ª maiores honrarias e mais altos títulos do que aqueles que, por direito próprio, conquistou na cátedra universitária e na vida pública do País. Os que à admiração juntam uma sincera estima por V. Ex.ª podem e devem, neste momento, desejar-lhe, principalmente, as maiores felicidades - as felicidades que V. Ex.ª merece - no desempenho da função em que acaba de ser investido.
Sr. Presidente: no início dos trabalhos da presente legislatura quero, nesta Câmara e como Deputado eleito pelo círculo do Funchal, referir-me a um dos problemas que mais directamente interessam àquele distrito e cuja solução, já enunciada, se torna premente executar com a maior brevidade. Quero referir-me, Srs. Deputados, ao problema hospitalar da Madeira, de que nesta Assembleia já me ocupei por mais de uma vez.
O problema respeita a uma população inteira e, embora sejam as classes mais modestas que beneficiam principalmente da assistência hospitalar, torna-se urgente que esta seja organizada de maneira que as classes médias - que lutam com tantas dificuldades - possam recorrer ao hospital e usufruir dos seus serviços, sempre que esteja ameaçada a sua vida ou a sua saúde.
Para uma população de cerca de 282 000 habitantes, dos quais 100 000 pertencem ao concelho do Funchal e 182 000 aos restantes concelhos, dispõe, fundamentalmente, o distrito do hospital da Misericórdia, com uma capacidade regulamentar para cerca de 370 doentes. Além disso, há apenas um pequeno hospital da Misericórdia na vila de Santa Cruz, com 15 camas, e o Centro Sanitário do Seixal, onde também se pode fazer o internamento de um número muito reduzido de doentes.
Temos, assim, que para cada 1000 habitantes os hospitais da Madeira não chegam a dispor de uma cama e meia, média esta muito inferior à que foi estabelecida