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4192 I SÉRIE - NÚMERO 102

Ercília Talhadas; ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (2), formulados pelo Sr. Deputado Manuel Tílman; Ao Governo (3), formulados pelo Sr. Deputado Joaquim Gomes, e ao Ministério da Indústria, Energia e Exportação e à Secretaria de Estado da Emigração (2), formulados pelo Sr. Deputado Marcelo Curto.
Reunião do dia 8 de Junho de 1982: aos Ministérios da Indústria, Energia e Exportação e do Trabalho, formulado pelo Sr. Deputado Adelino Teixeira de Carvalho; ao Governo, formulado pelos Srs. Deputados Jerónimo de Sousa e Zita Seabra; aos Ministérios das Finanças e do Plano e da Administração Interna, formulado pelos Srs. Deputados Adelino de Carvalho e Manuel dos Santos; ao Governo e a diversos Ministérios (6), formulados pelo Sr. Deputado Magalhães Mota; ao Ministério da Administração Interna, formulado pelo Sr. Deputado Lopes Cardoso; ao Ministério da Habitação, Obras Públicas e Transportes e à Câmara Municipal de Matosinhos (2), formulados pelo Sr. Deputado Gaspar Martins; ao Ministério da Educação e das Universidades, formulado pela Sr." Deputada Beatriz Cal Brandão, e à Secretaria de Estado de Turismo, formulado pelo Sr. Deputado Avelino Zenha.
Na reunião do dia 9 de Junho de 1982: ao Governo, formulado pelo Sr. Deputado Álvaro Brasileiro; aos Ministérios das Finanças e do Plano e da Indústria, Energia e Transportes, formulado pelos Srs. Deputados Adelino de Carvalho e Sacramento Marques; ao Governo, formulado pelo Sr. Deputado Reinaldo Gomes, e ao Governo, a diversos Ministérios e à Secretaria de Estado da Emigração (3), formulados pelo Sr. Deputado Magalhães Mota.
O Governo respondeu a requerimentos apresentados pelos seguintes Sr. Deputados: Octávio Teixeira, na sessão de 20 de Novembro; Magalhães Mota, nas sessões de 28 e 29 de Janeiro, 4, 5, 10 e 19 de Fevereiro, 19 de Março e 28 de Abril; Amadeu dos Santos, na sessão de 3 de Fevereiro; Ilda Figueiredo, na sessão de 18 de Março; José Niza, na sessão de 24 de Março; Joaquim Miranda, Octávio Teixeira e Gaspar Martins, na sessão de 13 de Abril, e Mata de Cáceres, na sessão de 6 de Maio.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra a Sr.ª Deputada Alda Nogueira, para uma intervenção.

A Sr.ª Alda Nogueira (PCP): - Sr. Presidente, Sr. Deputados: A invasão do Líbano pelas tropas de Israel é uma acção terrorista e provocatória, criminosa, contra os povos libanês e palestiniano, em violação declarada e deliberada de um país soberano, em violação das resoluções da ONU e da comunidade internacional.
Trata-se de uma operação programada e publicitada pelos próprios dirigentes de Israel, operação esta que se insere na estratégia do imperialismo americano, de que Israel é uma peça, um agente de não pouca importância.
Esta acção criminosa contra um país independente, desencadeada dentro dos moldes e propaganda nazis, não era possível sem o apoio dos Estados Unidos. Este apoio ficou, aliás, bem visível, no campo político, no veto de há 2 dias do representante dos Estados Unidos tio Conselho de Segurança contra uma moção ali apresentada pela Espanha condenando a agressão israelita contra o Líbano e exigindo a retirada imediata e incondicional das tropas sionistas do Líbano. Esta moção teve 14 votos a favor. Para quem sabe - e creio que todos os senhores deputados sabem- qual è a composição do Conselho de Segurança, chega à conclusão que o veto americano foi o único voto contra.
A operação de agressão e invasão militar em larga escala pelas tropas de Israel, que já provocaram mais de uma dezena de milhar de mortos em menos de uma semana, semeando a morte e a destruição na capital e no Sul do País, esta operação, dizíamos, não surge isoladamente.
Ela faz parte e surge no seguimento de todo um plano que, nos últimos meses, se veio concretizando na anexação dos montes sírios de Golan, na anexação de Jerusalém, na escalada de repressão contra os levantamentos patrióticos dos povos dos territórios ocupados da Cisjordânia e de Gaza, na «saída» dos israelitas do Sinai para instalação, neste território, de forças armadas dos Estados Unidos (as tristemente conhecidas Força de Intervenção Rápida), na base dos acordos tristemente célebres de Camp David.
Sr. Presidente e Sr. Deputados, sob a cínica palavra de ordem «Paz na Galileia!», o que Israel pretende é o extermínio, o genocídio dos patriotas libaneses, palestinianos e sírios e a transformação do Líbano num satélite dos dirigentes sionistas, «um país por eles governado.

O Sr. Sousa Maurques (PCP): - Muito bem!

A Oradora - No insuspeito Expresso, de 12 deste mês, portanto, de há 2 dias, lia-se:
Fontes norte-americanas adiantam que a intenção do Governo de Menahem Begin e, em particular, do Ministro da Defesa, Ariel Sharom, eram não só tentar destroçar a OLP, limpar o território de tropas sírias, mas também instalar um governo direitista no Líbano, segundo deixava entender o jornal Jerusalém Post, na sua edição de quinta-feira (sic).
Para quê comentar mais?
Ponta de lança do imperialismo do Extremo Oriente, os dirigentes israelitas violaram o cessar fogo acordado em fins de 1981, provocando uma nova escalada de guerra na região, o que se insere nos planos do imperialismo para reforçar as posições dos Estados Unidos no Médio Oriente, sufocar movimento de emancipação nacional dos povos árabes.
A verdade é que a resistência dos patriotas libaneses, palestinianos e sírios tem feito frente à criminosa acção sionista, que, repetimos, não seria possível sem o apoio militar, político, logístico e a outros níveis do Governo dos Estados Unidos.
O Partido Comunista Português, em nota da Secção de Informação e Propaganda, SIP, do seu Comité Central, datada de 7 deste mês, ou seja, no dia imediato ao da invasão do Líbano pelas tropas sionistas, exprimiu a sua solidariedade com a OLP e com o povo palestiniano, com o Movimento Nacional Libanês e com o povo do Líbano, com o povo sírio e demais povos árabes que fazem frente à agressão imperialista e sionista e