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I SÉRIE — NÚMERO 96

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Vozes do PSD e do CH: — Oh!…

O Sr. Luís Soares (PS): — Quanto à questão de fundo, Sr.as e Srs. Deputados, o PSD tem toda a

legitimidade para neste ou noutros debates intervir com um contributo sério para aquilo que entende que é o

melhor caminho para o Serviço Nacional de Saúde, mas há, se me permitem, um conselho que vos deixo:

antes de pensarem no futuro, devem fazer um ato de contrição quanto àquele que foi o vosso contributo no

passado. Saldo? Os profissionais de saúde, os cidadãos portugueses conhecem-no bem.

Nessa medida, Sr. Deputado Rui Cristina, creio que ninguém quer recordar…

O Sr. Rui Cristina (PSD): — A vossa taxa de execução de 40 %!

O Sr. Luís Soares (PS): — … o período entre 2011 e 2015, em que os cortes nos salários, os cortes nas

horas extraordinárias, os cortes no investimento do Serviço Nacional de Saúde foram o timbre e a marca que

nos traz até hoje a imagem do PSD.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Frazão, do

Grupo Parlamentar do Chega.

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Sr.ª Presidente. Srs. Deputados: Ouvimos com muita atenção, na

nossa bancada, as intervenções do Sr. Deputado João Dias, do PCP, e da Sr.ª Deputada Catarina Martins, do

BE, que fizeram um diagnóstico sobre o SNS, esquecendo que apoiaram durante vários anos a Sr.ª Ministra

Marta Temido, que ouvia a Internacional quando estava nervosa e que foi a responsável pela aprovação, com

a vossa anuência, deste novo Estatuto do SNS.

Aliás, também com a vossa anuência foi apresentada esta grande figura do CEO da saúde. Mas este

Estatuto do SNS e o CEO da saúde são como um autocarro desgovernado que bate contra o muro da

realidade. Sabe porquê, Sr. Deputado? Nós andamos no terreno e eu quero dizer-lhe que hoje estive numa

manifestação de agricultores — a quem envio um grande abraço — e eles próprios sabem aquilo que se está

a passar em Portugal.

Vejam o que eles dizem na rua: «Não queremos ser a Venezuela.» É isto! E é isto que as vossas propostas

de alteração querem ser, ou seja, são propostas estatizantes, que querem agrupar toda a saúde nas mãos do

Estado, o qual, sabemos muito bem, é um mau gestor e vai trazer problemas, aliás, já está a trazer problemas

à saúde.

A frase que vimos hoje na grande faixa usada na manifestação era a seguinte: «Contra a incompetência

que nos governa!» De facto, a incompetência que nos governa também se expressa neste novo CEO da

saúde, porque este novo CEO da saúde, que ganha 11 000 €/mês e gasta 10 milhões de euros por ano no seu

gabinete, a única coisa que faz é encerrar serviços.

A Sr.ª Maria Antónia de Almeida Santos (PS): — O que é que já encerrou?

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Sim, Srs. Deputados, encerrar serviços.

Nós tivemos na Comissão de Saúde o Sr. Presidente do Sindicato Independente dos Médicos a dizer-nos

que reorganizar é apenas um eufemismo para encerrar.

A Sr.ª Maria Antónia de Almeida Santos (PS): — Mas o que é que já encerrou?

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Portanto, foi isto que foi dito. Srs. Deputados, sejam verdadeiros.

Vejamos bem com casos concretos o estado a que isto chegou: depois de uma geringonça de seis anos,

de uma maioria absoluta e de dois ministros da saúde, ontem, 11 médicos, chefes de serviço, demitiram-se.

Estas notícias até já nem abrem os telejornais de tão corriqueiras que são.

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