I SÉRIE — NÚMERO 13
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Protestos do PS.
O Sr. André Ventura (CH): — Deixem falar!
O Sr. Presidente: — Qual é a interpelação em concreto?
A Sr.ª Rita Matias (CH): — O Sr. Presidente sabe…
Continuação de protestos do PS.
Estão nervosos, calma!
O Sr. Presidente e todos os serviços da Assembleia da República sabem que Deputados do Grupo
Parlamentar do Chega, nomeadamente o Sr. Deputado André Ventura, abdicaram do seu aumento salarial e
estão a doá-lo a uma lista de associações, que é pública e notória.
Aplausos do CH.
Protestos do Deputado do PS Eurico Brilhante Dias.
O Sr. Presidente: — A Sr.ª Deputada está a fazer uma intervenção. Começou por dizer que era mesmo uma interpelação, e foi uma intervenção. Portanto, não fez uma interpelação à Mesa.
O Sr. Deputado Eurico Brilhante Dias pede a palavra?
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Sr. Presidente, é para uma interpelação à Mesa sobre a condução dos trabalhos.
O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Sr. Presidente, a interpelação sobre a condução dos trabalhos procura clarificar o debate e ajudá-lo a conduzir os trabalhos.
Aquilo que a Sr.ª Deputada Sofia Pereira fez foi apenas mencionar o impacto desta medida nos bolsos do
Dr. André Ventura e do Dr. Hugo Soares.
Protestos do Deputado do CH Filipe Melo.
O Sr. André Ventura (CH): — Não precisava de dar exemplos!
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Não foi para falar de matéria que tratámos na anterior Legislatura.
Aplausos do PS.
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, agradeço que me queiram ajudar, mas devo dizer que não me ajudam; pelo contrário, dificultam-me a gestão. Portanto, se usarem a figura da interpelação exatamente para fazer uma
interpelação, aí, sim, ajudam o Presidente a conduzir os trabalhos da melhor maneira possível.
Para uma intervenção, tem a palavra a Sr. Deputada Patrícia Gonçalves, do Livre, que dispõe de 2 minutos.
A Sr.ª Patrícia Gonçalves (L): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Como temos dito ao longo desta discussão, as famílias portuguesas sentem todos os dias o peso de uma dura realidade, de que o dinheiro
simplesmente não chega até ao fim do mês. As despesas acumulam-se, agravadas pelo aumento dos preços
dos bens essenciais, das rendas, das prestações da casa, que não param de subir, e dos custos crescentes
com a saúde.