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27 DE MARÇO DE 2026

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A Sr.ª Mariana Leitão (IL): — Fiscalizem!

O Sr. Fabian Figueiredo (BE): — … que não os declaram à Segurança Social, descapitalizando-a.

Portanto, PSD, CDS, IL e Chega, o que farão, na prática, é dar uma monumental ajuda de Estado às

empresas que não cumprem.

Aplausos de Deputados do PS e do L.

O Sr. André Ventura (CH): — É o contrário!

O Sr. Presidente: — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real.

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sr. Presidente, saudamos também o PS por nos trazer esta apreciação

parlamentar, porque entendemos que há processos, em particular o laboral, que não devem ser feitos, por parte

do Governo, à porta fechada. Tem de haver uma maior participação, que, até aqui, efetivamente, não tem havido,

e se é certo que o Governo não tem ouvido, tampouco o setor social, da forma que deveria ouvir, não é menos

certo que muitas vezes também o Parlamento é arredado desse mesmo processo.

Não podemos confundir, depois, conceitos que aqui têm vindo a ser referidos, desde a burocratização à

necessidade de garantirmos uma maior proteção laboral, porque os mesmos não podem nem devem ser

confundíveis.

No entender do PAN, os trabalhadores devem ser efetivamente protegidos, o que só se alcança com

mecanismos laborais que garantam que não haja renovações contratuais para dissimular a relação contratual

existente. Entendemos também que a lei, a ser alterada, terá de ser alterada sempre para reforçar e não para

recuar nos direitos.

Mas como este é o mesmo Governo que acha que todos os males do mundo em matéria de fraude são, por

exemplo, as mães que amamentam ou, até mesmo, as mulheres que se veem na circunstância de ter de colocar

baixa por luto gestacional, está tudo dito; quando estamos a falar com um Governo que acha que os problemas

do País são estes e os que dizem respeito ao pacote laboral.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Filipe Sousa, do JPP.

O Sr. Filipe Sousa (JPP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, gostaria de felicitar o Partido Socialista

por esta apreciação parlamentar e de dizer que facilitar a comunicação da admissão de trabalhadores até ao

início da execução do contrato não é uma alteração técnica, é um sinal perigoso, um sinal da tolerância para

práticas que já bem conhecemos e que penalizam, acima de tudo, os mais vulneráveis.

O que está em causa não é apenas um detalhe jurídico. Por um lado, trata-se da proteção dos trabalhadores,

da credibilidade do sistema de segurança social e da confiança. Por outro, trata-se, também, da nossa economia.

Reduzir as penalizações para as empresas incumpridoras é premiar quem viola a lei e castigar quem a cumpre.

E isso não é justiça social, isso não é concorrência leal.

O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — É a lei do menor esforço!

O Sr. Filipe Sousa (JPP): — Por isso, esta apreciação é não só legítima como necessária. É o momento de

corrigir o rumo, garantir equilíbrio e defender quem mais necessita. Modernizar não significa, por isso, precarizar.

Modernizar é avançar.

Aplausos do Deputado do PS Eurico Brilhante Dias.

O Sr. Presidente: — Vamos voltar às votações.

Podemos votar todas as propostas de alteração do PS, em conjunto?

Pausa.