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4 DE JULHO DE 2026

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vestes contra a burocracia, mas não reconheceriam uma simplificação se nela tropeçassem. Fazem grandes

discursos inflamados contra o socialismo, mas estão ao lado da extrema-esquerda europeia — e dos sindicatos

controlados por estes partidos — em tudo que seja mais Estado na economia e na vida das pessoas.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem!

O Sr. Miguel Rangel (IL): — Seguem exatamente o mesmo modelo de socialismo e usam o Estado para os

seus objetivos eleitorais, e não ao serviço do crescimento e do desenvolvimento do País.

Aplausos da IL.

Srs. Deputados, Portugal tem hoje um rácio de quase dois idosos por cada jovem, o mais alto de sempre.

Para quem tem hoje 35 anos, espera-o uma reforma de 40 % do seu último salário.

E o que é que o Chega propõe? Carregar ainda mais a base desta pirâmide demográfica e condená-la a

pagar, durante toda a sua vida, uma fatura pesada de medidas eleitoralistas e sem qualquer adesão à realidade.

Portugal tem um desemprego jovem de quase 20 % e 73 % dos jovens entre os 8 e os 24 anos dizem

equacionar emigrar.

E o que é que o Chega faz? Junta-se aos sindicatos para manter o País amarrado a um dos modelos laborais

mais rígidos da Europa.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem!

O Sr. Miguel Rangel (IL): — A proposta do Chega é irresponsável e promete levar os portugueses para um

conflito intergeracional e para uma inevitável fuga de mais quadros qualificados, que estão fartos de pagar a

irresponsabilidade dos políticos, os populismos e os jogos partidários.

Aplausos da IL.

O Sr. Rui Tavares (L): — Tem poucos! Muito poucos!

O Sr. Miguel Rangel (IL): — Mas temos de ser justos, para quem está mais atento, nada disto é novidade.

Nas suas promessas eleitorais, o Chega já tinha prometido equiparar a reforma mínima ao salário mínimo.

Era um buraco de 9 a 11 mil milhões de euros, 30 % de aumento direto da despesa do País com pensões.

Seria o fim do sistema de pensões tal como o conhecemos e um convite direto a mais um resgate financeiro.

A receita do Chega é receita socialista — indignação pelas injustiças e promessas falsas de que tudo se

resolve com uma riqueza que não existe e que nada fazem para inverter, restando apenas a solução do Estado:

confiscar os mesmos de sempre, a classe média e os jovens, que são cada vez menos e que têm cada vez

menos poder político para influenciar a política portuguesa.

Srs. Deputados, o Chega não tem um discurso para as empresas; o Chega não tem um discurso para os

jovens; o Chega não tem, certamente, um discurso para a classe média. O discurso do Chega vai para onde o

voto vulnerável estiver mais disponível, e esse discurso altera-se no primeiro momento que lhe for conveniente.

Podemos, no entanto, ter duas certezas. A primeira é que, das políticas do Chega, vem sempre um brutal

aumento de despesa, A segunda é que ninguém engana toda a gente durante muito tempo.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado André Ventura.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente: Chegados a esta fase do debate, era importante darmos

algumas notas sobre o que aqui foi dito.

Vou começar pela Deputada Isabel Moreira, que já não está aqui. Em qualquer caso, terá a oportunidade de

ouvir depois, quando voltar. Disse a Sr.ª Deputada Isabel Moreira que era uma arenga contra a democracia, e