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0188 | II Série A - Número 024S1 | 17 de Junho de 2005

 

- não exista uma camada de isolante térmico entre ele e o exterior;
- as aberturas existentes não permitam a circulação de ar no interior do espaço de ar;
- a relação s/L seja igual ou inferior a 500 mm2/m, no caso de paredes;
- a relação s/A seja igual ou inferior a 500 mm2/m2, no caso de elementos horizontais (coberturas ou pavimentos) ou inclinados.

1.2.2 - Resistência térmica de espaços de ar ventilados
Quando o elemento de construção incluir espaços de ar ventilados, o valor do seu coeficiente de transmissão térmica dependerá do grau de ventilação desses espaços.
i) Espaços de ar fracamente ventilados
Um espaço de ar considera-se fracamente ventilado, desde que:
- a relação s/L seja superior a 500 mm2/m e igual ou inferior a 1500 mm2/m, no caso de paredes;
- a relação s/A seja superior a 500 mm2/m2 e igual ou inferior a 1500 mm2/m2, no caso de elementos horizontais ou inclinados.
Nestes casos a resistência térmica do espaço de ar fracamente ventilado é metade do valor correspondente indicado na tabela VII.2.
Todavia se a resistência térmica do elemento construtivo localizado entre o espaço de ar e o ambiente exterior for superior a 0,15 m2. C/W a resistência térmica do espaço de ar deve tomar o valor de 0,15 m2. C/W.
ii) Espaços de ar fortemente ventilados
Um espaço de ar considera-se fortemente ventilado, desde que:
- a relação s/L seja superior a 1500 mm2/m, no caso de paredes;
- a relação s/A seja superior a 1500 mm2/m2, no caso de elementos horizontais, ou inclinados.
Nestes casos a resistência térmica do espaço de ar considera-se nula.
Para além disso, no cálculo do coeficiente de transmissão térmica, U, do elemento com um espaço de ar fortemente ventilado adoptam-se as seguintes convenções:
- não se considera a resistência térmica das camadas que se localizam entre o espaço de ar e o ambiente exterior;
- a resistência térmica superficial exterior, Rse, toma o valor correspondente da resistência térmica superficial interior, Rsi, indicado na tabela VII.1.
1.3 - Coeficiente de transmissão térmica de coberturas inclinadas sobre desvão
No caso de coberturas inclinadas sobre desvão o cálculo é efectuado como se indica a seguir, consoante o desvão é habitado ou não.
i) desvão habitado
Neste caso o desvão habitado é considerado um espaço útil aquecido. A determinação das perdas térmicas correspondentes à cobertura é efectuada com base no coeficiente de transmissão térmica do elemento inclinado (vertentes) da cobertura, calculado como referido em 1.1
ii) desvão não habitado (acessível ou não)
No caso dos desvãos não-habitados, acessíveis ou não, eventualmente utilizados como zonas de arrecadação, técnicas ou similares, o desvão é considerado um espaço não-aquecido, com uma temperatura interior de referência nas condições descritas na secção 2.1 do anexo IV.
Para a determinação das perdas térmicas nestas situações procede-se ao cálculo, como referido em 1.1, apenas do coeficiente de transmissão térmica do elemento que separa o espaço interior aquecido do desvão não-habitado e tem-se em consideração o valor correspondente do coeficiente ?? indicado na Tabela IV.1 (ver anexo IV).
2 - Quantificação da inércia térmica interior - It
2.1 - Princípio de cálculo. - A inércia térmica interior de uma fracção autónoma é função da capacidade de armazenamento de calor que os locais apresentam e depende da massa superficial útil de cada um dos elementos da construção.
A massa superficial útil, Msi, de cada elemento de construção interveniente na inércia térmica, é função da sua localização no edifício e da sua constituição, nomeadamente do posicionamento e das características das soluções de isolamento térmico e de revestimento superficial. Podem ser definidos os casos genéricos representados na fig. VII.1.