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a palavra^ pajfr fazer vtmst eleelartçâo em men nome e em nome dos meus Collegas. O meu Antecessor tomou as medidas, que julgou convenientes, para fazer face ao déficit do próximo anno económico, e para este effeilo fez algumas Propostas, pelas quaes sem duvida alguma o meu Antecessor fez um serviço emineníe a este Paiz apontando os meios que em sua opinião julgou efficazes para satisfazer a este déficit. Porem, entre as proposições que apresentou, ha algumas em cuja redacção eu não tive pai te / e que não posso plenamente adoptar, e por isso em rneu nome, e dos mens Collegas venho dizer que alguns d'elles tem sido já meditados e carecem ainda de se-lo, e pedimos á Commissâo de Fazenda, que antes de dar os seus Pareceres, permitia a admissão das nossas emendas, ou substituições, para então podermos fazer aquillo que parecer mais conveniente: Refiro-me com muita especialidade ao Projecto sobre os Forass. O Projecto sobre os Foraes apresentou-se, como uma medida de Fazenda; no entretanto é bem conhecido que este Projecto é muito mais importante em relação ao resultado das reformas apresentadas pelo Senhor Dom Pedro, e em ie-laçào ao grande beneficio que fez ao Povo , do que em relação aos recursos do Thezouro.

E1 debaixo d'este ponto de vista importantíssimo, que considerando este Piòjecto de Lei, e sabendo eu por outra parte que está pendente d'esta Camará um Projecto do Sr. Bispo Eleito de Leiria, em que esta matéria e considerada em toda a sua extensão, julgo conveniente que se tracte antes aquelle Projecto, que está affècto a esta Camará, para o tomar em consideração pondo-se de parte o Projecto do Governo, o qual não tomo sobre rniiri deffender, porque conheço que não tenho forças para o sustentar nem para o desenvolver.

Os Srs. lerrer, e Seabra (conjunciameute) : — Então retira-o.

O Orador : — Eu entendo que o Governo eslá convencido de que é necesearia tractar d'esta matéria; mas não se propõe a sustenta-lo; porque na verdade isto e matéria em que sou leigo, e não teria eu a temeridade de arrostar uma matéria de tanta diífi-culdade, de tanta importância, e de tanta gravidade, onde os mais hábeis Jurisconsultos tem encontrado escolhos. (Apoiados)

O Sr. José Estevão: — Eu tinha pedido a palavra sobre a ordem ; porque ouvi dizer a V. Ex.a que a Camará deu para Ordem do dia de Segunda feira o Tractado com os Estados-Unidos. A Cansara certamente não teve culpa alguma na grandíssima demora que houve, em se apresentar este Tractado á discussão da Camará, e nós estamos também ern temos fataes para os discutir; porque é sabido quQ dentro eai muito pouco tempo as ratificações tem de ser trocadas nos Estados-Unidos ; mas Sr. Presidente, um assumpto d'eáta natureza não pode ser discutido semumasornma de esclarecimentos indispensáveis e necessários, aquelles que podemos ter, attento o máo estado de organisaçâo em que estamos a este respeito.....

O Sr. Co$íaCtíri>aMrôr.'~Mas já foi dicldídó pela Camará que se desse para Segunda feira, se o Sr. Deputado estivesse presente n'essa occasião , teria ouvido isto.

O Orador:'— Eu tenho vindo a muitas Sessões' a que o Sr. Deputado não tem vindo, e tenho votado em muitas couzas em que o Sr. Deputado não tem votado.

O Sr. Costa Carvalho: — Eu não lhe dirijo censura alguma , só quero dizer que isto se dicidiu na Sessão de hojo.

O Orador : —- O que se quiz foi que se discutisse este negocio sem esclarecimentos alguns; foi que se ratificasse o Tractado sem discussão, porque mui bem se sabia que para Abril se ha de concluir este negocio nos Esiados-Umdos. Não se tractou ha mais tempo deste negocio, porque o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros que governa o Paiz, não tinha dado ordem para áe discutir (vozes ordem, ordem— outras não ha numero, vamo-nos embora). O Orador: — Mas estivemos em namero para ouvir o Sr. Ministro da Fazenda. (O Sr. Presidente:—*' Eu devo advertir que para se discutir, não é preciso estar numero, mas para votar sim). O Orador: — Concluo Sr. Presidente, dizendo que estou maravilhado da letirada que se acaba de fazer. (Apoiado).

O Sr. Seabra: — Eu pedi a palavra unicamente para observar ao Sr. Ministro da Fazenda que a idéa em que está de apresentar por parte do Governo algumas Substituições, Emendas, e Additamen-tos na occasião da sua discussão; esta idéa não pode ter resultado; por isso que não é parlamentar que as Propostas do Governo, quaesquer que sejam, possam ser tractadas e discutidas sem piimeiro te-icm ido a uma Cornmissão, que as examine, e dê o seu Parecer. (Apoiado) , e por isso , para que S. Ex.* não esteja n'um falso presuposto , eu devo lembrar a S. Ex.a que sei ia melhor reduzir a Propostas as suas ideas. Agora, Sr, Presidente, devo dar 03 patabens a S, Ex.* pela retirada do Pró* jecto dos Foraes , nisso fez S. Ex.a um grande sei viço á Nação. (Apoiado apoiado) nem outra cousa era de esperar de S. Ex.a Agora desejaiia eu saber se os seus Collegas authores da Proposta a .acompanharam na sua retirada: se o não fizeram, a sua posição não será muito vantajosa, (dpoiado) (O Sr. Maia: — Não sei sé S. Ex.a retirou o Projecto dos Foraes proposto pelo Governo) ?

O Sr. Ministro da Fazenda:—'Sim Senhor, retirei-o por parte do Govemo (vozes, muito bem).

O Orador: —-Agora avista deste facto, a Nação fica habilitada para collocar cada um doa Ministros no logar que lhe compete.

O Sr. JRebelto Cabral: — Requéifo a V. Ex.* que termine-a Sessão, porque já passou a hora, e já não ha numero na Salla. (Sussurro).