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I SÉRIE — NÚMERO 50

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‘buraco’ de que não vão sair. Vamos ter sempre cada vez maios desemprego, a economia está afundar-se

cada vez mais…».

Como dizia o Sr. Deputado Jerónimo de Sousa (permita-me que o cite agora), era aquele fundo de verdade

para a mentira ter profundidade, não é verdade, Sr. Deputado? A Sr.ª Deputada parece estar a cair na

armadilha em que o Sr. Deputado achava que eu caía, mas a verdade é que a Sr.ª Deputada esquece-se

justamente que esse caminho está a ser invertido.

Portanto, não podemos estar pior, Sr.ª Deputada, estamos melhor porque estamos a poder dizer às

pessoas, aos contribuintes, aos reformados, aos desempregados, que, apesar de demorar tempo, apesar de

ser difícil, apesar de ainda temos um caminho estreito para fazer, vamos fazê-lo e percorrê-lo com outro

ânimo. É o ânimo de saber que a nossa economia está a crescer, está a gerar emprego, está a recuperar em

termos de procura interna, sustentada num padrão que não é alimentado por crédito mas pela poupança

gerada. É que, Sr. Deputada, também é muito importante que possamos recuperar a procura interna não à

custa de crédito fácil mas à custa da própria poupança e é esse o caminho que o País está a fazer.

Gostaria que a Sr.ª Deputada pudesse ser sensível não apenas a esses resultados mas ao caminho de

recuperação que ainda precisamos de fazer, que mereceria por parte da oposição um contributo mais positivo

do que aquele que tem sido oferecido a cada debate quinzenal.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Catarina Martins.

A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Sr.ª Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, o País está a produzir menos, o

País tem mais desemprego, os juros estão mais altos, a economia está mais frágil, a dívida pública está maior.

Se tudo correr bem, vamos demorar mais de sete anos a recuperar aquilo que o seu Governo destruiu em três

anos e diz-nos que fez isto tudo porque não havia dinheiro para salários ou pensões, mas bem sabemos que,

nestes três anos, houve dinheiro para o BPN, que houve dinheiro para os swaps, que houve dinheiro para as

PPP!

Aplausos do BE.

Sr. Primeiro-Ministro, quero trazer outro tema a este debate.

Ontem, em Conselho de Ministros, o Governo aprovou novos critérios para o despedimento, que ouvimos

com preocupação. O primeiro é o da avaliação de desempenho.

Sabemos que a avaliação de desempenho é um critério arbitrário, discricionário, que, em relação à função

pública, já permitiu, aliás, que o Tribunal Constitucional dissesse isso mesmo, e que é o caminho para o

despedimento sem justa causa.

Não é esse o único critério, há mais, mas, na verdade, o Governo pôs este à cabeça. Antes de mais, quero

perguntar-lhe em quantas empresas privadas, em Portugal, existe avaliação do desempenho, ou qual a sua

percentagem.

Aplausos do BE.

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro,

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr.ª Presidente, Sr.ª Deputada, em primeiro lugar, quero dizer que, de facto, o

desemprego não é um desastre gerado por este Governo, é um desastre gerado por políticas que foram

seguidas durante muitos anos e que conduziram o País à bancarrota.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A bancarrota, de facto, foi evitada em cima da linha, mas essa era a nossa situação de partida.

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