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II SÉRIE-A — NÚMERO 36

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Previsões para 2020 e 2021 – para o PIB: OCDE, Economic Outlook (Interim), setembro de 2020 e para

Espanha:CE, Economic Forecast, julho de 2020; para as importações: OCDE, Economic Outlook, junho de

2020 e para a área do euro: BCE, setembro de 2020.

De acordo com as expectativas implícitas nos mercados de futuros, o preço do petróleo deverá situar-se

em torno de 45 USD/bbl (38€/bbl) em 2021, representando uma ligeira aceleração face ao registado em 2020,

em linha com a recuperação da economia mundial e a normalização da procura.

Num contexto de prosseguimento de uma política monetária muito acomodatícia, de regresso a estímulos

monetários não convencionais do BCE e ao lançamento de vários programas de injeções extraordinárias de

liquidez, não sendo, de excluir a oferta de mais estímulos monetários caso sejam necessários, prevê-se que

as taxas de juro de curto prazo se mantenham em valores historicamente reduzidos durante um período

prolongado.

Por outro lado, a ação robusta da Reserva Federal dos Estados Unidos da América e a incerteza em torno

do Brexit têm levado a uma apreciação progressiva do euro face ao dólar norte-americano e em relação à libra

esterlina.

Quadro I.2.2. Hipóteses externas

Nota: (p) previsão; (a) Os valores do Preço do Petróleo para 2020/21 baseiam-se nos futuros do brent; (b) Euribor a

três meses. Fontes: Ministério das Finanças; BCE, setembro de 2020.

2.2.2 – Cenário Macroeconómico

Para 2021 perspetiva-se uma recuperação da economia portuguesa, com um crescimento real do PIB de

5,4%, face à forte contração de 8,5% estimada para 2020.

A contração do PIB para 2020 prevista neste cenário é superior em 1,6 p.p. ao subjacente no Orçamento

do Estado Suplementar para 2020 (junho último), resultado de uma quebra mais acentuada, face ao então

estimado, nas componentes do consumo privado e exportações, assim como de uma contração do consumo

público1. Antecipa-se, contudo, uma menor redução do investimento e uma diminuição mais intensa das

importações face ao estimado em junho.

O crescimento previsto para 2021 está em linha com o crescimento esperado para a área do euro, que

deverá situar-se em 6,1% (-8,7% em 2020) de acordo com as últimas previsões da Comissão Europeia (julho

último).

O crescimento previsto de 5,4% para 2021 reflete um contributo positivo, tanto da procura interna (4,1 p.p.),

como da procura externa líquida (1,3 p.p.), por via de um maior dinamismo das componentes de consumo

privado, investimento e consumo público, e de um crescimento das exportações mais intenso que o esperado

para as importações.

Assim, para 2021, prevê-se um aumento do consumo privado em 3,9%, após uma redução esperada de

7,1% em 2020. A recuperação prevista pressupõe um menor nível de incerteza, face a 2020, e uma gradual

melhoria no mercado de trabalho, levando a um ligeiro aumento no rendimento disponível das famílias e a uma

redução da taxa de poupança. Antecipa-se ainda um crescimento do consumo público de 2,4% em 2021

(-0,3% em 2020).

A melhoria esperada para o mercado de trabalho deverá levar a um crescimento do emprego em 1%

(-3,8% em 2020), assim como, a uma redução da taxa de desemprego, a qual deverá diminuir de 8,7%, em

2020, para 8,2%, em 2021.

1 De realçar que as autoridades estatísticas trataram o encerramento de serviços públicos como uma diminuição da quantidade de horas

trabalhadas, independentemente da realidade do teletrabalho.