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11 DE JULHO DE 2020

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VOTO N.º 56/2020 DE SAUDAÇÃO PELO DIA NACIONAL DAS PESSOAS CIGANAS

A Assembleia da República assinala o Dia Nacional das Pessoas Ciganas prestando a justa homenagem às pessoas ciganas, reiterando o compromisso com a luta intransigente contra o preconceito e discriminação de que são alvo.

Apreciado e votado na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias em 8 de

julho de 2020.

Nota: Aprovado, por unanimidade, tendo-se registado a ausência do PCP, do CDS-PP, do CH e da Deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

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PROJETO DE VOTO N.º 275/XIV/1.ª DE PESAR PELO FALECIMENTO DO MAESTRO MÁRIO COELHO

Faleceu a 5 de julho o Maestro Mário Coelho, com 84 anos. De nome completo Mário Coelho Luís, nasceu em Vila Franca de Xira, a 25 de março de 1936, e foi um dos mais emblemáticos matadores de toiros de Portugal.

Nas décadas de 50 e 60 do século XX atingiu prestígio internacional como bandarilheiro das principais figuras portuguesas do toureio a pé, conquistando os prémios nacionais mais importantes, e integrou as quadrilhas de matadores espanhóis, alcançando então o estatuto de Melhor Bandarilheiro do Mundo e o que mais prémios conquistou a nível mundial.

Apresentou-se na Monumental de Las Ventas, em Madrid, como novilheiro debutante, a 4 de maio de 1967, e a 25 de julho desse ano tomou a alternativa como matador em Badajoz, confirmando-a em 1975 na Monumental do México e em 1980 em Las Ventas, Madrid.

Mário Coelho foi um toureiro admirado e aclamado por muitos, privando ao longo da sua vida com Pablo Picasso, Hemingway, Orson Welles, Ava Gardner ou Audrey Hepburn, entre outros.

Em 1990 despediu-se das arenas, cortando a coleta no Campo Pequeno, em Lisboa. Nesse mesmo ano, foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural, pelo então Secretário de Estado da

Cultura Pedro Santana Lopes, e em 2005 com a Ordem do Mérito, pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.

Em outubro de 2001, na casa onde nasceu, em Vila Franca de Xira, abriu ao público a Casa Museu Mário Coelho. Em 2005, assinalando 50 anos de toureio, publicou o livro autobiográfico «Da Prata ao Ouro», com prefácio de Agustina Bessa-Luís. Em outubro de 2019 foi homenageado na sua terra natal com a inauguração de um busto do escultor Paulo Moura, e já em fevereiro deste ano Manuel Alegre apresentou, no Campo Pequeno, a sua biografia «Mário Coelho – Um Homem Inteiro», da autoria de António de Sousa Duarte.

Disse, recentemente, que gostaria de ser recordado como «um homem digno, um homem que traçou um caminho direito e que nunca saiu dele». E assim será.

Pelo exposto, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, decide demonstrar o seu profundo pesar e consternação pelo falecimento do Maestro Mário Coelho e apresentar à família as suas sentidas condolências.

Assembleia da República, 6 de julho de 2020.

Os Deputados do CDS-PP: Telmo Correia — Ana Rita Bessa — Cecília Meireles — João Gonçalves

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