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16 DE MARÇO DE 2022

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Poucos de nós acreditavam, antes da nossa reunião de Viena, que esta guerra seria possível. Talvez porque

esta guerra não seja racional.

Desde então, governos de todo o mundo aprovaram várias medidas de apoio direto à Ucrânia, incluindo

apoio militar, e aplicaram sanções à Federação Russa e aos apoiantes do presidente Putin.

Mas se os governos têm a iniciativa diplomática e executiva, os parlamentos são a expressão da vontade

popular. Construímos pontes entre os cidadãos.

Mobilizar a opinião pública em todo o mundo é a melhor maneira de acabar com esta guerra e impedir a

morte de pessoas inocentes na Ucrânia.

A primeira urgência é parar a guerra e responder às necessidades humanitárias, mas há uma pergunta que

devemos começar a colocar e que é: «Quando podemos começar a reconfigurar um novo e duradouro plano de

paz para toda a Europa?» – porque aquele que temos – com a Rússia – desde a segunda guerra mundial está

infelizmente morto.

Talvez o presidente Putin e a Federação Russa ainda não estejam disponíveis para responder às

conversações de paz, porque precisam entender primeiro que nunca vencerão esta guerra: o mundo livre nunca

aceitará que a força da lei seja substituída pela lei da força.

Mas o povo europeu, incluindo, creio, o povo russo, quer acabar com esta guerra ilegal e restabelecer as

bases de um novo manifesto pela paz na Europa.

Para isso, a APOSCE e os parlamentos podem e devem desempenhar um papel na promoção do diálogo.

É por isso que considero muito útil a visita desta delegação da APOSCE à fronteira polaca – desejo que

ainda se possa ir a Lviv.

Tolstoi escreveu no final do seu livro Guerra e Paz: «A liberdade do homem distingue-se de qualquer outra

força, porque é reconhecida pela nossa consciência».

Precisamos falar à consciência dos cidadãos e mobilizar o mundo livre para a paz.

Gostaria de terminar com uma palavra de total condenação da invasão russa e uma palavra de força e

solidariedade para com o povo da Ucrânia.

Vocês não estão sozinhos.

Em Portugal, como em todo o mundo, o povo ergueu a sua voz condenando a Rússia e a sua guerra ilegal

e exigindo a paz».

A intervenção do Deputado Luís Graça foi realçada pelo Deputado Michael Creed, da Irlanda, que voltou a

indicar a necessidade de uma deslocação a Lviv de uma Delegação de Alto Nível da APOSCE para reunir com

Deputados ucranianos.

De destacar também a intervenção dos parlamentares da Ucrânia, Nikyta

Poturaiev que disse que «Achamos que a Rússia não tem lugar em nenhuma

organização europeia ou internacional» e apelou veementemente para que os

países deixem de importar bens da Rússia e para que as empresas terminem de

vez com os seus negócios naquele país. Enumerou muitas empresas

internacionais que ainda mantêm os seus negócios intactos, bem assim como os

Bancos da Áustria, Suíça e Alemanha. Apelou também a que a Rússia seja

considerada um Estado terrorista, tal como os seus ministérios da defesa e

negócios estrangeiros.

E de Yevheniia Kravchuk, membro da delegação ucraniana à APOSCE e vice-presidente da Comissão de

Política Humanitária e de Informação Verkhovna Rada, informou a Comissão Permanente sobre o impacto da

invasão sobre os civis, dizendo que até agora resultou na morte de 78 crianças. As forças russas atacaram

escolas, jardins de infância, hospitais e maternidades, observando que o número de civis mortos aumenta a

cada dia. Salientou que a Ucrânia precisa de ajuda dos governos e parlamentos nacionais e expressou gratidão

a todos os países que fazem fronteira com a Ucrânia que ofereceram apoio aos refugiados.

Com exceção da Bielorrússia que disse que os países estão mal informados sobre este conflito e acusou os

Estados Unidos da América de ter laboratórios de armas biológicas na Ucrânia.

Todos os países que intervieram condenaram veementemente a guerra na Ucrânia e expressaram

preocupação pelos desenvolvimentos e ocupações da Rússia que se podem alargar.