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6 Diário da Câmara dos Deputados

e alguns dêles, há pouco regressados ainda, já se encontram em condições de, dentro em breve, virem a ser nomeados para novas expedições, e ainda. Sr. Presidente, que a percentagem de oficiais superiores para capitães e subalternos veterinários é sensivelmente inferior em relação â que existe nos demais quadros de oficiais do exército.

Dêste estado de cousas resultam graves inconvenientes para o serviço, como seja o péssimo tratamento dos solípedes, pois que, os poucos veterinários militares, andam em constantes viagens, sem poderem tratar convenientemente dos animais. E, não obstante a grande despesa feita com pessoal técnico contratado, os serviços ressentem se imenso. Dos 35:500 solípedes, tratados de 1910 a 1914, morreram 1:135 e foram julgados incapazes 2:812, isto é, perderam-se 3:947.

Pela importância do assunto, e porque muito urge resolvê-lo definitivamente, eu aguardo que o Sr. Ministro da Guerra, brevemente, apresente as medidas necessárias para o solucionar.

Tenho dito.

O Sr. Ministro da Guerra (Norton de Matos): - Acha perfeitamente razoáveis e judiciosas as considerações do Sr. Cruz e Sousa relativamente à falta de oficiais veterinários no exército, não havendo dúvida de que uma das causas dessa faltei está nas expedições exigirem grande número dêsses oficiais.

Há, portanto, necessidade de modificar êsse estado de cousas, e espera que êle se modificará com a organização do exército colonial, que está em estudo no Ministério das Colónias, e que, segundo crê, será brevemente trazida à Câmara e com o aumento do quadro. Embora essa medida acarrete aumento de despesa, julga-a inteiramente necessária, porque o efectivo dos solípedes tem de ser numeroso e exige tratamento conveniente. Pensa, tambêm, na conveniência de aproveitar os veterinários milicianos, sendo estas as três formas de solução que tem merecido o estudo do Govêrno e que possivelmente remediarão o mal ainda dentro da actual sessão legislativa.

O discurso será publicado na íntegra guando o orador restituir as notas taquigráficas.

O Sr. Sá Cardoso: - Sr. Presidente: tenho a honra de mandai para a Mesa um projecto de lei que altera a situação dos sargentos promovidos por distinção.

Pela forma como hoje se procede, êstes sargentos vem ocupar lugares nos quadros, de forma que nos quadros de artilharia, por exemplo, demoram e prejudicam a promoção dos outros sargentos, o que é inconveniente.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O projecto vai adiante por extracto.

O Sr. Abílio Marçal: - Sr. Presidente: Não estando presente o Sr. Ministro do Fomento, peço ao Sr. Ministro da Guerra que se digne transmitir a S. Exa. as minhas reclamações, tendentes a chamar a sua atenção para o Estado anárquico em que se encontra a Direcção de Obras Públicas de Castelo Branco, absolutamente deserta de funcionários, que andam por Lisboa a passear. Daí resulta que os serviços estão atrasadíssimos e não foi ainda passível pôr em praça a construção de estradas, para as quais já foram concedidos subsídios. Isto é um abuso, a que eu espero S. Exa. ponha cobro, fazendo entrar em regularidade os serviços daquela repartição. (Apoiados).

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro da Guerra (Norton de Matos): - Só quero dizer ao Sr. Deputado Abílio Marçal, que darei conhecimento ao Sr. Ministro do Fomento das reclamações que acaba de formular.

O orador não reviu.

O Sr. Costa Júnior: - Peço a V. Exa. Sr. Presidente, que consulte a Câmara sôbre se permite que entre desde já em discussão um parecer que está sôbre a Mesa e que diz respeito a emendas do Senado ao projecto que concede pensões a pescadores.

Consultada a Câmara,, resolve afirmativamente.

O Sr. Presidente: - Vai ler-se o parecer para entrarem discussão.

Leu-se. É o seguinte:

Parecer

Senhores Deputados. - Foram enviadas à vossa comissão de finanças as alterações