O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

1 DE OUTUBRO DE 1964 735

mento nos últimos anos e contando actualmente uma população superior a 40000 habitantes. É ainda o primeiro porto da província, caracterizando-se pelas suas excelentes condições naturais e pela sua situação de ponto terminal do caminho de ferro que constitui a via normal de escoamento das exportações de toda a área centro-sul e de uma grande parte das riquezas mineiras dos territórios vizinhos.
No conjunto, o pólo apresenta potencialidades industriais que o assemelham ao de Luanda, embora distribuídas por uma maior área, o que faz prever a continuidade de uma elevada taxa de consumos de energia eléctrica.
O Alto Catumbela constitui um centro industrial importante, que tem na fabrica de pasta de celulose e de papel, cuja laboração se iniciou em 1961, a boa principal unidade produtora, com a maior concentração de energia eléctrica de toda a zona (cerca de 35 GWh anuais).
Nova Lisboa, capital do distrito de Huambo, é hoje a segunda cidade da província em população, com cerca de 48 000 habitantes em 1960 e um crescimento demográfico que fez triplicar o número de habitantes nos últimos vinte anos (taxa média anual de 5,6 por cento) O facto deve-se à sua situação numa das regiões mais densamente povoadas da província e ao efeito de atracção que têm exercido sobre a população branca o seu clima e a riqueza agrícola da região
Nova Lisboa não tem características de pólo industrial, sendo as fábricas existentes ligadas essencialmente à transformação de produtos agrícolas Regista-se ainda em Nova Lisboa a instalação das grandes oficinas do caminho de ferro
Os principais subpólos de desenvolvimento dentro da área centro-sul são Silva Porto e Luso.
Silva Porto é uma cidade capital de distrito, um pouco menos populosa do que Malanje e tendo crescido praticamente no mesmo ritmo.
À sua economia está centrada no aproveitamento dos produtos agrícolas, existindo algumas unidades de moagem, extracção de óleo e curtumes, além de fábricas de cerâmica Situada no limite da zona de desenvolvimento considerada, com cujos pólos se encontra ligada por estrada, caminho de ferro e via aérea, a cidade de Silva Porto aguarda também que se realize a sua ligação eléctrica a Nova Lisboa por linha aérea
Finalmente, conta-se a cidade de Luso, capital do distrito do Moxico, situada já fora da zona de desenvolvimento estudada, mas a qual se faz referência pela sua função de pólo de apoio para a propagação do desenvolvimento económico à vasta zona oriental da área centro-sul A natureza das suas actividades futuras virá a ser definida pela necessidade de valorização dos recursos agrícolas e minerais do distrito e das regiões situados nas suas proximidades, entre os quais se incluem a mandioca, as madeiras, a lignite e a bauxite.
Concentrando-se na área centro-sul de Angola as origens dos principais rios da província, são relativamente pouco abundantes os recursos da zona em energia hidroeléctrica. Numa primeira estimativa foram fixadas em 7500 GWh as possibilidades de produção da bacia do no Catumbela, estando já em funcionamento no curso deste no o aproveitamento do Biópio e em vias de conclusão ai" fase do aproveitamento de Lomaum.
Além deste rio conhecem-se ainda boas perspectivas de aproveitamento hidroeléctrico no Alto Cuanza, no rio Cuvo (a partir das quedas de Lombe-Lombe), no Cunje e nas quedas de Luena, próximo da cidade.

31. Moçâmcedes-Sá da Bandeira-Cunene - Caracterização económica e social da zona - A zona de desenvolvimento que se estende ao longo do caminho de ferro -Moçâmedes ao rio Cunene, no colonato, com uma extensão superior a 300 km e que tem em Sá da Bandeira e Moçâmedes os seus pólos de maior importância, fica situada na área sul de Angola constituída pelos distritos de Moçâmedes, Huíla e Cuando-Cubando.
A população total da área é de 750 000 habitantes (censo de 1960), dos quais cerca de 80 por cento estão concentrados no distrito de Huíla. Na sua distribuição predomina a população rural (95 por cento do total), sendo praticamente inexistente o fenómeno do urbanismo, com excepção de Sá da Bandeira e dos centros piscatórios no distrito de Moçâmedes A população branca é muito reduzida e, em termos demográficos pouco excede 8 por cento da população total, sendo praticamente nula na extensa área do distrito de Cuando-Cubando e muito concentrada nas regiões do litoral e do planalto central & volta respectivamente de Moçâmedes e Sá da Bandeira, onde se registam densidades das mais elevadas da

Os autóctones vivem em grande parte da pastorícia transumante, o que conduz a um tipo de povoamento disperso, e outra parte dedica-se à agricultura, vivendo na sua maioria numa economia de subsistência.
Toda a área -e, principalmente, a zona considerada, com excepção de alguns pontos do litoral - apresenta boas condições para o desenvolvimento da pecuária, que constitui já hoje uma das suais maiores riquezas.
A pesca constitui a riqueza principal de toda a região litoral da zona de desenvolvimento.
A exploração agrícola, baseada quase unicamente em culturas pobres e exercida por agricultores de pequenos recursos, sem as grandes empresas agrícolas de outras zonas da província, concentra-se, sobretudo, no planalto de (milho, trigo, feijão, frutas)
Não existem grandes conjuntos florestais que tornem possível uma exploração económica, resumindo-se esta ao corte de lenha e fabrico de carvão para abastecimento do caminho de ferro e principais centros populacionais.
A actividade no sector das indústrias extractivas resume-se, praticamente, às minas de ferro de Cassmga, cuja exportação tem aumentado nos últimos anos, devendo atingir num futuro próximo 3 milhões de toneladas anuais, e à exploração dos mármores de Moçâmedes.
A via de comunicação de maior importância económica é o caminho de ferro de Moçâmedes, que se prolonga para o interior da província até Serpa Pinto, numa penetração de 752 km, existe ainda um ramal de Sá da Bandeira a Chiange, mas de tráfego muito reduzido.
A rede rodoviária é deficiente, com trânsito difícil na maior parte das estrados durante o período das chuvas
A zona em estudo possui no pólo litoral um porto de mar, que é o seu centro natural de trocas com o exterior, tendo registado em 1962 um movimento de 150 0001. valor que o coloca em terceiro lugar entre os portos da província, depois de Luanda e Lobito, e que deverá aumentar logo que o caminho de ferro possa atingir as regiões de sul e sueste e se intensifique a exploração das minas
As ligações aéreas com outros pontos da província estão asseguradas pela existência de alguns aeroportos e pistas, havendo ainda uma rede razoável de telecomunicações
Sá da Bandeira, capital do distrito de Huíla, é uma cidade com um crescimento muito moderado de população autóctone e em que o aumento populacional se tem processado quase unicamente pelo afluxo de brancos e mestiços que ali constituem o maioria étnica (9000 em 15 000 habitantes pelo censo de 1955), o que faz de Sá