O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

306 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 115

período curto de altura boa de matança corresponde um preço médio abaixo da tabela e a uma subida para além dela de gado depois da perda de quilos e qualidade que já tinha. Podemos ser deficitários, mas somos sobretudo mal arrumados na distribuirão.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - E este é sem dúvida nutro dos dados do problema que temos de corrigir se, o quisermos resolver. Porque aqui, com melhor arrumo, largos quilogramas de carne podemos ir buscar.
Antes de analisar o que se passa com o gado suíno, que de propósito deixei para o fim, vejamos qual a quota que nos trazem ao abastecimento público os caprinos e equídeos.
É de pouca importância a quota que os caprinos vêm trazer e pode-se considerar em franco declínio, embora o não acuse a observação dos números que consegui e que são os seguintes:

(Ver quadro na imagem)

É certo, porém, que, referindo-se estes números, a matança controlada a qual se pode calcular que seja apenas de 50 a 60 por cento da efectiva, podemos contar aqui com uma quota anual de cerca de 3 000 000 kg. O mesmo pensamento pode levar-nos a calcular a quota real do gado ovino em cerca de 10 000 000 kg.
Não tem, contudo, expressão mensal de peso o contingente fornecido por esta espécie e não modifica o quadro, quanto a, esse aspecto, o aumento agora considerado quanto ao ovino. Têm estes dados, pois, apenas valor relativo para cálculo de capitação.
A carne fornecida, pelos equídeos quase que só tem interessado ao mercado do Lisboa, que dela absorveu 98,15 por cento em 1942, baixando essa percentagem para o consumo total, até se fixar em 80,55 em 1953 em trinta e um talhos especiais.
O seu consumo vem, contudo, aumentando desde 1914, em que apenas' existia um talho, com a venda de Mi 000 kg. para o actual, fixado em trinta e um talhos na capital e dezassete no resto do 1'aís, acusando uni consumo total de cerca de 900 000 kg.
Não se lhe pode prever, porém, um largo futuro, pois que, desacompanhada a nossa criação cavalar de preocupações de defesa, è fácil pensar que a uma maior aceitação pelo consumidor, que os números apontam, corresponderá dentro de pouco uma diminuição das reservas nacionais.
Não tem, contudo, como acontece com o caprino, expressão que interesse quanto ao arrumo do consumo mensal e não altera, assim, as condições do abastecimento.
Como disse, foi de propósito que deixei para o fim a observação da quota fornecida pelo gado suíno, que tem especial relevo, não só pela parte efectiva que já leni no consumo público, como pela posição que lhe pode ser destinada, em correcção das nossas épocas de carência de carne.
O que é necessário é dar-lhe esse destino e, para tal, dar-lhe as qualidades indispensáveis para que possa fornecer larga quota para o consumo em verde.
Pelo seu poder de proliferidade e por ser o animal que melhor transforma, o que come, que menos unidades forraginosas precisa para produzir l kg de carne, é,
sem dúvida, uma alavanca de especial importância para a resolução do nosso problema de cárnea, encarado este na sua generalidade.
O que teremos é de fazer dele, e isso é inteiramente possível, um animal a morrer novo, quando a carne é boi, e sem aquela gordura, que o consumidor já não quer e fax dele muita vez um proscrito da nossa mesa.
Adaptando-se a todos os regimes e regiões, pode aparecer em Iodas as épocas do ano. Temos todas as condições para estender a sua, produção, pois admite todas as correcções na alimentação. Temos de sobra o necessário pura o produzir, se não em condições óptimas, pelo menos nas satisfatórias, pois que aquelas só virão quando se modifique a nossa produção de leite, de manteiga e de prados, destinando-lhe grande parte do leito desnatado e forragens verdes, condições em que se firma em qualidade e preço a criação em muitos países, Jazendo dos seus porcos produto desejado em muitos mercados.
Se é certo que as próprias facilidades de multiplicação o de adaptação estão na base das suas grandes crises, também não posso deixar do pensar que a culpa não é dele, mas da falta de uma organização da modificação do porco que criamos, de forma que ele possa concorrer no consumo interno de carnes em fresco e tomar posição no mercado internacional um condições de igualdade, ou sequer de semelhança, o que nos virá a permitir decerto uma correcção bem menos custosa pura as nossas crises de subreprodução.
Quando falo na falta de uma organização penso no exemplo que podemos ir colher nos países que se debruçam a sério sobre estes problemas.
Em todos existe uma Associação .Central de Criadores, com a filiação das associações regionais e das de raças diferenciadas.
Como neles se não admite já a reprodução senão através de reprodutores conscientemente seleccionados, e como essa condição prevê um registo, é fácil saber com antecedência o que se pode esperar em produção, o que acompanhado com o estudo das tendências do merendo, permite corrigir nas origens o motivo das grandes catástrofes, diminuindo-lhes os efeitos, visto que tão difícil é evitá-las de todo. em razão das grandes variações de produção que a sua prolificidade permite.
São essas associações, em colaboração com os serviços oficiais, órgãos de expansão de conhecimentos e do acompanhamento na melhoria, verdadeiras alavancas de progresso, fomento e defesa.
Entro aqui, desculpem, no caminho do sonho e vou voltar à nossa terra o no seu espírito. Volto aos números.
A posição do suíno no abastecimento público nestes cinco anos que procuro estudar, embora os números controlados incluam o destinado à indústria, que lhe absorveu o maior número, o que não deixa contudo de ser considerado dentro do nosso consumo de carne, e, portanto, de fonte de calorias ou de proteínas indispensáveis à nossa alimentação, é a seguinte:

(Ver quadro na imagem)

Uma média anual de 400 000 porcos, com um fornecimento médio também de 33 500 000 kg.
Mas aqui, mais ainda que no ovino a caprino, a matança registada em muito se afasta da efectiva, pois