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2816 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 111

da geração que sobe para a vida. O Mundo e nós próprios estamos recebendo uma magnífica lição com o comportamento admirável da nossa gente moça. E eu, que já tenho bastantes anos, quereria lembrar, o que nunca se apagou da minha memória, a partida triste dos nossos soldados para a França em 1916.
Lembrar e comparar.
Quereria, referir aqui a reacção das nossas populações rurais perante a ida das nossas tropas para a França, que, aliás, o foram e, quanto a mim, muito bem, e o que se passa agora. Quereria dizer do desprendimento e entusiasmo com as nossas populações rurais estão dando o seu tributo de sangue em defesa do ultramar. Mais uma vez verificamos que o Exército é escola de disciplina, devoção cívica e amor pela Pátria. E, portanto, mais do que justa a homenagem que aqui quero deixar às forças armadas, que nos estão dando um magnífico exemplo.

O Orador: - Agradeço a V. Ex.ª o reforço da sua abalizada intervenção, que vem pôr em destaque a autenticidade, brilho e veracidade que costuma evidenciar em todos os debates em que intervém.
Com rara perspicácia e evidência matemática vem traçando o rumo do travejamento da nossa ordenação histórica, com a segurança de quem não ignora o sentido «dos futuros condicionais e contingentes». Rumo onde as velas dos nossos anseios continuam pandas; move-as a esperança que não se extingue; impele-as a fé que não quebra; atrai-as, irremediavelmente, o nosso destino de Nação de povos, de Nação de nações!
Assim, o País não esquece a sorte que a Providência lho reservou quando o fez encontrado com Salazar; por isso ele o tomou nos braços, na imponente manifestação de 27 de Agosto, para lhe afirmar o sim da Nação à sua política ultramarina, a política do Governo, plenamente identificado com o sentir e o querer nacional!
Abdicar das províncias ultramarinas seria perder mais que a Fazenda, a honra nacional - seria perder o património espiritual a que nós rios devemos e a missão a que no? propusemos! Missão ocidental que prodigiosamente se defende com o denodo de quem se bate, mais do que por si próprio, pela fé, num ideal de cruzada, que só se apagará quando desaparecer da face da Terra o último português!

Sr. Presidente e Srs. Deputados: Portugal, através da sua história, tem perdido algumas batalhas; o que ainda não perdeu em todo o seu destino de Nação, foi a última! A batalha da Índia Portuguesa, que mal começou. travámo-la recentemente no campo eleitoral.
A estrondosa vitória do partido português da nossa Índia -, a mais sólida- comunidade lusíada na Ásia -, com «Goa farol do cristianismo no Oriente», no dizer do Sr. Patriarca das índias, não será II expressão mais forte de um povo plenamente autodeterminado, cujo forte, irreprimível querer é propositada- e criminosamente ignorado pela O. N. U.?

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Não é nas interpretações sofisticadas de uma maioria- primária das Nações Unidas que se encontra o sentido exacto da nossa verdadeira- autodeterminação.
Ela precisou-se, desenvolveu-se, radicou-se, na comunhão de um mesmo ideal, na síntese mais feliz de uma experiência sociológica que produziu uma comunidade
plurirracial sem par - comunidade cujos elementos se ligaram entre si pelo orgulho inapagável de serem portugueses!
A voz perene da Pátria, grito inolvidável do nosso devir histórico, esse leva-nos para diante; indiferentes aos ecos desencontrados dos que pretendem aturdir a nossa razão; às tibiezas macabras, que são arremedos de traição; aos murmúrios musicais de sereias, que intentam perder a nossa inteligência nos recifes do comodismo - terreno propício ao aviltamento dos caracteres.
O grito que é toda a razão do nosso persistir histórico, esse berro de alerta que vem do fundo de oito séculos de um povo que nunca se atraiçoou a si próprio, mesmo quando foi atraiçoado; esse clamor leva-nos a todos para a frente, como força ciclópica de um querer nacional que não se demove, perante a luta, em frente do sacrifício ou da morte, porque sabe, de sua experiência, que nunca viveu quem se maculou com a nódoa do temor ou do opróbrio.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - O remédio para os nossos males, a dobragem do cabo das nossas dificuldades, o porto seguro das nossas esperanças; não está na O. N. U. ou nos frágeis laços de algumas amizades ou alianças - esse abrigo calmo, que é bálsamo para os nossos sofrimentos, vamos nós encontrá-lo no reforço da nossa unidade, no fortalecimento da nossa coesão.
Hoje essa Organização, como força de equilíbrio entre as nações, como entidade suprema de defesa dos valores jurídicos, espirituais e morais da humanidade, não é mais do que um fracasso, uma burla! Ela, no seu verdadeiro espírito, já só existe numa escassa minoria, que, cheia de pavor, observa a derruição progressiva dos seus alicerces.
Desta sorte, mais que na casa alheia, é no lar próprio que devemos encontrar a energia, a força, o vigor que fará superar todas as dificuldades que ora se nos levantam!
Por isso, a alma nacional vibrou no Terreiro do Paço, frente ao Sr. Doutor Oliveira Salazar, numa manifestação que foi a maior de todos os tempos; ...

O Sr. António Santos da Cunha: - Muito bem!

O Orador: - ... estremeceu com igual sentimento durante a triunfal viagem do Sr. Presidente da República - de tão nobre simpatia e expoente das mais altas virtudes cívicas - à terra sagrada de Angola, marco milenar em que se apoia a glória e a imortalidade da Pátria Lusa!

O Sr. António Santos da Cunha: - Muito bem!

O Orador: - Mas, se a Salazar deve a Nação a dita de o ter encontrado, quando ela o procurava, em 27 de Agosto, como antes na manifestação das forças armadas, como depois na afirmação de portuguesismo das províncias visitadas pelo Sr. Almirante Américo Tomás, e hoje aqui, nesta veneranda Assembleia, está a determinação de todo um povo que, fiel e grato ao Chefe do Governo, quer viver a sua vida sem vergonha!
Nesse povo encontrou o Sr. Presidente do Conselho II Nação na sua fisionomia exacta, na sua integridade total.

O Sr. António Santos da Cunha: - Muito bem!

O Orador: - Assim, esta Câmara, escrínio das melhores virtualidade da grei, símbolo das mais altas virtudes rácicas, não pode deixar de exprimir ao Governo a afirmação inequívoca e solene de que, «devendo-se» por in-