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2544 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 127

Francisco Correia das Neves.
Francisco João Caetano de Sousa Brás Gomes.
Francisco José Pereira Pinto Balsemão.
Francisco Manuel Lumbrales de Sá Gameiro.
Francisco de Moncada do Casal-Ribeiro de Carvalho.
Francisco de Nápoles Ferraz de Almeida e Sousa.
Gustavo Neto Miranda.
Henrique dos Santos Tenreiro.
Henrique Veiga de Macedo.
Humberto Cardoso de Carvalho.
João António Teixeira Canedo.
João Duarte de Oliveira.
João José Ferreira Forte.
João Lopes da Cruz.
João Nuno Pimenta Serras e Silva Pereira.
Joaquim Germano Pinto Machado Correia da Silva.
Joaquim Jorge Magalhães Saraiva da Mota.
Joaquim José Nunes de Oliveira.
Joaquim de Pinho Brandão.
Jorge Augusto Correia.
José Coelho de Almeida Cotta.
José da Costa Oliveira.
José Gabriel Mendonça Correia da Cunha.
José João Gonçalves de Proença.
José Maria de Castro Salazar
José de Mira Nunes Mexia.
José Vicente Cordeiro Malato Beliz.
Júlio Alberto da Costa Evangelista.
Júlio Dias das Neves.
Lopo de Carvalho Cancella de Abreu.
Luis António de Oliveira Ramos.
D. Luzia Neves Pemão Pereira Beija.
Manuel Artur Cotta Agostinho Dias.
Manuel Elias Trigo Pereira.
Manuel de Jesus Silva Mendes.
Manuel Joaquim Montanha Pinto.
Manuel Martins da Cruz.
Manuel Valente Sanches.
Miguel Pádua Rodrigues Bastos.
Olímpio da Conceição Pereira.
Pedro Baessa.
Prabacor Rau.
Rafael Ávila de Azevedo.
Ramiro Ferreira Marques de Queirós.
Raúl da Silva e Cunha Araújo.
Teodoro de Sousa Pedro.
Teófilo Lopes Frazão.
Ulisses Cruz de Aguiar Cortês.
Vasco Maria de Pereira Pinto Costa Ramos.
Victor Manuel Pires de Aguiar e Silva.

O Sr. Presidente: - Estão presentes 80 Srs. Deputados.
Está aberta a sessão.

Eram 15 horas e 45 minutos.

Antes da ordem do dia

O Sr. Presidente: -Não tenho ainda nenhum Diário das Sessões para submeter à reclamação de VV. Ex.ªs

Deu-se conta do seguinte

Expediente

Carta do P.e Joaquim de Sousa Ferreira e Silva sobre a proposta de lei de liberdade religiosa.
Exposição de João Vieira Santa Ana Júnior sobre a exploração de diamantes em Angola.

O Sr. Presidente:- Tem a palavra o Sr. Deputado Amílcar Mesquita.

O Sr. Amílcar Mesquita: - Sr. Presidente, Srs. Deputados: A principal dimensão do homem e a grande norma da sua conduta é o amor, que age e se exerce na justiça e na caridade.
Nobres e imorredouros são, por isso, os actos e obras daqueles que a essa luz os praticam e erguem.
Obra de amor è a Fundação Eugénio de Almeida, porque, instituída com sede em Évora, no ano de 1963, pelo ilustre eborense engenheiro Vasco Maria Eugénio de Almeida (conde de Vilalva), reflecte, a todo o momento, os elevados sentimentos de justiça e de caridade do seu fundador e da sua extremosa senhora.
Assim é, pois a generosidade dos seus corações acaba de enriquecer o património da Fundação, à qual está afecta grande parte da sua fortuna, com mais um imóvel, no valor de 16 000 contos, que passa, desta forma, a dispor de mais meios para prosseguir os fins instituídos.
Évora e o Alentejo - e não exagero se disser que o próprio País - muito têm beneficiado - e, também, por isso, muito lhe devem - nos domínios da beneficência, da cultura e da educação; pela sua acção se restaurou ou se tem enriquecido o. património espiritual, cultural e moral de Évora e seu Alentejo - o mesmo é dizer: o património espiritual, cultural e moral da Nação.
Mercê, efectivamente, da Fundação Eugénio de Almeida, passou a ter vida a Cartuxa de Évora, com o regresso dos monges cartuxos - restaurava-se, assim, parte do património espiritual da cidade; subsidia-se a escola de educação Oratório de São José, de Évora, dos padres salesianos - enriquecendo-se, portanto, o património moral e cultural de Évora; cria-se o Instituto Superior de Economia e Sociologia, sob a orientação da Companhia de Jesus - passo decisivo para a restauração da Universidade de Évora e valor incalculável no enriquecimento do património moral e cultural do País.
Mas, Deus seja louvado e os méritos desta nobre alma reconhecidos, mais actos da maior generosidade de espírito temos a agradecer: a criação da Fundação D. Maria do Patrocínio, que possibilita a construção, em Évora, do Hospital do Cancro, a existência do aeródromo de Évora e a doação de terrenos para construção de habitações económicas.
Sr. Presidente:
Como representante do círculo de Évora nesta Câmara, grato é ao meu espírito trazer ao conhecimento da Assembleia - o mesmo é dizer da Nação - actos do maior valor humano em favor do bem comum, cuja evocação pudesse, porventura, despertar, nessa mesma medida, a generosidade de tantas almas nobres de cidadãos portugueses.

Vozes: - Muito bem! Muito bem!

O orador foi cumprimentado.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Linhares de Andrade.

O Sr. Linhares de Andrade: - Sr. Presidente, Srs. Deputados: A despeito da simplicidade e rapidez dos actuais meios de transporte, poucos são ainda os Srs. Deputados a quem tenha já sido dada oportunidade de conhecerem todo o território nacional, tão dispersos se encontram as suas diversas parcelas e tão distantes estas se situam uma dos outras. E é óbvio que a Assembleia Nacional, órgão de soberania de representação nacional, tanto me-