I SÉRIE — NÚMERO 27
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a libertação do Koweit, ao abrigo de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ainda a
permanência da Alemanha unificada na OTAN.
Antes de se tornar Presidente, George H. W. Bush teve uma longa e notável carreira de dedicação ao serviço
público. Serviu na II Guerra Mundial, enquanto oficial da marinha, foi diretor da CIA (Central Intelligence Agency),
congressista pelo Texas, por dois mandatos, embaixador nas Nações Unidas, enviado especial dos EUA à
China, e líder do Partido Republicano. O seu patriotismo, devoção à causa pública e a solidez do caráter marcam
a memória que dele ficará.
Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, assinala o falecimento de George H. W.
Bush, transmitindo à sua família e ao seu país a sua tristeza e pesar e recordando-o como um amigo de
Portugal».
O Sr. Presidente: — Vamos proceder à votação do voto.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS, do CDS-PP e do PAN e votos contra
do BE, do PCP e de Os Verdes.
Srs. Deputados, na sequência dos votos que acabámos de aprovar, vamos guardar 1 minuto de silêncio.
A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.
Srs. Deputados, passamos ao Voto n.º 682/XIII/4.ª (apresentado pelo CDS-PP e subscrito por Deputados do
PS) — De congratulação pela absolvição de Asia Bibi, que vai ser lido pelo Sr. Secretário, Deputado António
Carlos Monteiro.
O Sr. Secretário (António Carlos Monteiro): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o voto é do seguinte
teor:
«No passado dia 30 de outubro, o Supremo Tribunal da República Islâmica do Paquistão determinou a
absolvição de Asia Bibi, condenada à morte, em 2010, por blasfémia contra o profeta Maomé, quando, na
verdade, afirmou uma fé diferente da religião oficial do Estado paquistanês.
Todos e cada um têm direito a professar a religião ou crença que escolherem. Esse direito está consagrado
na Declaração Universal dos Direitos Humanos e protegido pelo direito internacional. Nesse sentido, a
revogação da sentença de Asia Bibi representa uma vitória do direito pela liberdade, contra a perseguição e
contra a intolerância religiosa.
Contudo, é com apreensão que a Assembleia da República regista o alastrar de indignação e protestos, entre
as franjas mais radicais da sociedade paquistanesa, contra a decisão judicial proferida, o que motivou a família
de Asia Bibi a requerer asilo a um conjunto de países, pelo sentimento de insegurança gerado.
O caso Asia Bibi foi alvo das mais diversas manifestações de apoio à sua libertação e de repúdio à sua
condenação. A Assembleia da República, através de várias iniciativas, apelou às autoridades paquistanesas
que usassem todos os poderes no quadro do sistema legal, no sentido de, como era de justiça e de humanidade,
reverter a situação de Asia Bibi. Neste momento, justifica-se um acompanhamento vigilante e permanente, por
parte da comunidade internacional, insistindo para que as autoridades paquistanesas tomem as medidas
necessárias para a libertação de Asia Bibi em segurança e que todos os envolvidos neste caso possam exercer
livremente os seus direitos sem assédio judicial ou outras represálias.
Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, congratula-se com a decisão judicial adotada
pelo Supremo Tribunal da República Islâmica do Paquistão, que determinou a absolvição de Asia Bibi, apela a
um acompanhamento vigilante e permanente da comunidade internacional a este caso, e sublinha a importância
e atualidade da defesa da liberdade religiosa, bem como de assegurar a proteção de todos aqueles que
professem uma fé diferente da religião oficial do Estado paquistanês».
O Sr. Presidente: — Vamos proceder à votação do voto.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.