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Sessão de 22 de Julho de 1915 5

do concelho e à instalação de repartições públicas.

Art. 2.° Fica revogada a legislação em contrário. - António Cândido Pires de Vasconcelos.

Para a Secretaria.

Foi admitido.

Para a comissão de administração pública.

O Sr. Presidente: - Tendo chegado ao meu conhecimento a notícia do falecimento da irmã do Sr. Deputado António José de Almeida, julgo interpretar o sentimento de toda a Câmara, propondo que na acta da sessão de hoje se consigne um voto de profundo sentimento por êsse triste lance, e que dêsse voto se dê conhecimento a S. Exa. (Apoiados).

O orador não reviu.

O Sr. Correia Herédia: - Pedi a palavra para declarar, em nome dêste lado da Câmara, que nos associamos com muito sentimento ao voto que V. Exa., Sr. Presidente, acaba de propor, pelo falecimento duma irmã do Sr. Deputado António José de Almeida.

O orador não reviu.

O Sr. Aresta Branco: - Em nome da União Republicana, associo-me ao voto 4e sentimento proposto por V. Exa., pelo falecimento duma irmã do Sr. Deputado António José de Almeida.

O Sr. Mesquita Carvalho: - Sr. Presidente, é para declarar, era nome do Partido Evolucionista, que êste se associa ao voto de sentimento por V. Exa. apresentada pelo falecimento duma irmã do Sr. Deputado António José de Almeida, e V. Exa. compreende que, da nossa parte, estas palavras não traduzem apenas uma formalidade, mas um profundo sentimento pelo desgosto que feriu o nosso ilustre leader. (Apoiados).

O orador não reviu.

O Sr. Costa Júnior: - Em nome do Partido Socialista, associo-me tambêm ao voto de sentimento proposto por V. Exa.

O orador não reviu.

O Sr. Castro Meireles: - Pedi a palavra para me associar à dor que neste momento punge o coração do Sr. Deputado António José de Almeida.

O orador não reviu.

O Sr. Eduardo de Sousa:-Sr. Presidente: pedi a presença do Sr. Ministro das Colónias, para apresentar umas considerações, que faço em meu nome pessoal, pedindo a V. Exa. e á Câmara que não vejam nestas minhas palavras qualquer intuito de natureza política ou de preocupação partidária.

Sr. Ministro das Colónias, eu sou um velho amigo do Sr. José Borges (de Infias), pai de João Roby e Sebastião Roby, êsses ilustres oficiais tam gloriosamente mortos em territórios africanos. Há dois dias, cumprindo o dever duma velha amizade, fui apresentar os meus pezames ao Sr. José Borges, e com surpresa e desgosto soube então das circunstâncias em que êsse infeliz pai tivera notícia do triste acontecimento.

O Sr. José Borges estava despreocup-damente jantando como um amigo no Grémio Literário, quando, por intermédio dum jornal, recebeu a notícia do triste acontecimento, sentindo então uma comoção tamanha que ia tendo uma síncope.

Veja S. Exa. as dramáticas condições em que êste facto se deu.

Eu queria chamar a atenção de S. Exa. para a maneira, que não sei como deva classifica Ia, mas até certo ponto pouco cuidadosa, por que notícias desta natureza são lançadas à publicidade e fornecidas á imprensa, antes que as famílias tenham sido devidamente prevenidas dêsses lutuosos acontecimentos e que o Parlamento tenha dêsses factos prévio conhecimento. (Apoiados).

Eu conhecia Sebastião Roby desde criança; fui contemporâneo, nas escolas do Pôr-to, de João Roby, seu irmão, uma quási criança, e vi como êle tomou parte viva, febril, entusiástica, nesse célebre movimento do ultimatum, que tanto assignalou a acção da geração académica, que mais tarde havia de contribuir tam definitivamente para a implantação da República em Portugal. Estou mesmo convencido, saibam-no o Sr. Presidente, o Sr. Ministro e a Câmara, de que êsse movimento do ultimatum, impressionou tam profundamente o espírito juvenil dêsse futuro e valente oficial, que