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Diário das Sessões do Senado-

Sei muito bem o papel que ele desempenhou na revolução do 31 do Janeiro. Já outro dia, a propósito do falecimento dje Alves da Veiga, fiz a apologia dôsso nome; hoje não> tenho mais quo fazer do que a segunda edição dessa apologia.

Associo-me portanto om meu nome pessoal e no do Partido Nacionalista ao voto proposto pelo Sr. Pereira Osório.

Tenho dito.

O Sr. Dias de Andrade: — Sr. Presidente: tomo a palavra para comovidamente me associar ao voto do sentimento pela morte do coronel Malheiro, que foi, realmente, um homem de bem e um brioso militar.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Procópio de Freitas: — Sr. Presidente: nestes últimos tempos, tem a República perdido alguns, dos seus vultos mais importantes.

Ainda há pouco tivemos que lamentar a morte do Boto Machado e Alves da Veiga, e hojo, infelizmente, temos quo lastimar a morte do ilustre oficial quo foi o coronel Malheiro.

É, portanto, com o maior sentimento que me associo às palavras do Sr. Pereira Osório e do Sr. Presidente.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Áragão e Brito:—Sr. Presidente: pedi a palavra para me associar ito voto de sentimento proposto pelo falecimento do coronel Malheiro que, como todos sabemos, foi um verdadeiro herói no 31 de Janeiro, um daqueles que cumpriram o seu dever o que souberam honrar o seu nome de verdadeiros republicanos. As qualidades por V. Ex.a, Sr. Presidente, enaltecidas o pelo Sr. Pereira Osório, honram sobremaneira o procedimento que esse homem tcvo, c do lastimar é que nos últimos tempos da sua vida não tivesse havido para com ele uni gesto bem merecido, promovondo-o ao posto de general. Mas a verdade é que nem sempre se têm honrado aqueles que "bem têm merecido da Pátria e da República.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Vicente Ramos:—Sr. Presidente: pedi a palavra para me associar ao voto» de sentimento proposto pelo Sr. Pereira Osório, e às palavras por V. Ex.a proferidas a respeito do falecimento do coronel Malheiro.

O orador não reviu.

O Sr. Silva Barreto: — Sr. Presidente: pedi a palavra para me associar, em nome deste lado da Câmara, ao voto de sentimento proposto pela morte do coronel Malheiro, entre os republicanos conhecido por «Alferes Malheiro». E pedi a palavra para este fim porque, embora o Sr. Pereira Osório o pudesse ter feito o devesse falar em nome deste lado da Câmara, S. Ex.a, porém, n&o o fez, falando apenas-como representante da cidade do Porto.

Sr. Presidente: o nome do alferes Malheiro simboliza um regime do moralidade e honestidade. Ainda há poucos dias-nos'associámos também ao voto de sentimento proposto pela perda dum homem que foi também um exemplo vivo dessa honestidade.

O alferes Malheiro foi sempre umt exemplo denodado do fé republicana, mesmo no Brasil, onde trabalhou para restabelecer as condições económicas da sua vida.

Estava já em idade de conhecer bem as cousas do seu país, quando se manifestou o foi uma alta figura de nobre conduta, como cidadão e como militar. '

Não teve dúvida em comprometer a sua, liberdade e a própria vida, para secundar um movimento combinado para o dia da revolução. Quando outros desertaram, ele-não hesitou em entregar "a guarda das cadeias civis a uma praça, para levar consigo outras e se associar a essa manifestação verdadeiramente republicana, levada a efeito om volta do palácio municipal, on-de infelizmente o nosso defeito de meridionais — a perda de tempo — deu porventura azo aos tímidos, aos cobardes, a voltarem-se para p outro regime, que diziam defender.

O orador não reviu.