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Viário das Sessões do Senado

tom conhecido e um dos homens mais ilustres nesse ramo de sciência.

No tempo da monarquia desempenhou lugares importantíssimos e, vindo o regi-jjie republicano, não contrariou, nem sequer ao de leve, a acção dos sens filhos, que, como o Senado sabe, são dignos cie todo o elogio pela maneira distinta como tom desempenhado altas funções adentro da República.

Ainda agora um dos seus filhos é nosso representante em Paris, e é escusado encarecer a maneira elevada como tem representado o seu País.

Assim, este lado da Câmara associa-so ao voto de sentimento proposto pelo Sr. Hibeiro de Melo, assim como também se associa ao pedido leito por S. Ex.a para quo seja transmitida à família esta reso-ção do Senado.

O orador não reviu.

O Sr. Procópio de Freitas: — Pedi a palavra para me associar ao voto de sen-' timento proposto pelo Sr. Ribeiro de Melo.

O Sr. Ferraz Chaves: —Sr. Presidente: em meu nome individual associo-me ao voto de sentimento propo"sto pelo Sr. Ribeiro de Melo.

O Sr. Artur Costa: — Sr. Presidente: em nome deste lado da Câmara já se associou ao voto de sentimento proposto pelo Sr. Ribeiro de Melo o nosso colega Sr, Catanho de Meneses.

Mas quero em meu nome pessoal associar-me a essa manifestação do Senado pelo falecimento do Sr. Dr. João Abel da Silva Fonseca, advogado dos mais distintos da Beira, antigo governador civil do distrito da Guarda, que eu represento nesta Câmara, um homem de bem em toda a acepção da palavra: ele é realmente bem merecedor das homenagens que o Senado lhe prestar.

O Dr. João Abel da Silva Fonseca foi monárquico até ao fim da Monarquia e foi monárquico filiado num dos partidos daquele regime; mas nunca fez perseguições a quem quer que fosse, nem praticou violências, pois êlé assim entendia que melhor servia os interesses do seu distrito que ele muito amava.

Proclamada a República, o Sr. João Abel da Silva Fonseca depôs os seus

princípios monárquicos e abraçou a República sem todavia militar activamonto dentro do arraial republicano, dando como fiadores do seu espírito liberal os seus filhos que todos eles desde crianças não foram senão republicanos.

Entro eles está o nosso antigo camarada, actualmente Deputado e nosso Ministro em Paris, outro ó director geral de serviços hidráulicos e outro um distinto oficial do exército, todos rejublica-nos, amigos da sua Pátria, pnfunda-xnente democráticos e liberais.

Para demonstrar o espírito do Er. João Abel da Silva Fonseca, vou nairar um facto pelo qual o Senado pode aTaliar o seu sentimento.do justiça.

Um velho republicano daquele distrito lembrou se um dia, no tempo daMonar-quia, de oferecer uma casa e moblia para criar uma escola na sna ír.eguesh, natal, sendo feito o respectivo requerinento ao Estado. Passaram meses o o requerimento não era deferido. Esse bciernórito da instrução, que .felizmente aima c vivo, insistia sobre o assunto mas a resposta era sempre negativa, siinplesnante porque ele era republicano.

Por último, dirigiu-se ele pesoalmente ao governador civil da íjriiardí, que era o Dr. João Abel da Silva Foneca, e expôs-lhe a sua pretensão. Sa-endo que estava falando com um repiòlicano intransigente o Dr. João Abe da Silva Fonseca tratou o com todas s deferên-ciase prometeu-lhe empregar idos os esforços para conseguir a autoização para a criação da escola.

Oficiou para o então Maistério do Reino, mas a resposta foi o ílêncio.

O Dr. João Abel da Sfra Fonseca marchou então para Lisba, a fim de fazer autorizar a criação daiscola, o que ele conseguiu.

Esse facto produziu uncefeito retumbante, e causou um princíio de desconfiança nos princípios moníquicos do falecido.

Era iasapaz de atraiçoa os seus princípios. iNo trato com os seus amigos, clientes e políticos, ele pJcedeu sempre com a me?ma-nobreza, enção e espírito de lih( rdade.-

Por isso os povos de .lancoso choram a sua per< a.