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976 ACTAS DA CÂMARA CORPORATIVA N.º 82

QUADRO II

Em percentagem do valor total das construções

[Ver Quadro na Imagem]

Fonte: «Bulletin Annuel de Statistiques du logement et de la construction pour l'Europe» - NU, Genève, 1963 (Relatório do grupo de trabalho n.º 7, já citado).
É especialmente notável o esforço da Irlanda (cujo sector público financia integralmente 33,6 por cento das edificações e comparticipa nos restantes 66,4 por cento), da França (com 34,3 por cento a cargo exclusivo do sector público, que ainda comparticipa em mais 55,8 por cento), da Inglaterra (43,7 por cento financiado pelo sector público), da Suécia (31,1 por cento), da Espanha (cujo sector público constrói 24,3 por cento das habitações e comparticipa ainda nos outros 75,7 por cento), etc.

10. E Portugal?
Pelo quadro II verifica-se que os organismos públicos financiaram, no período em causa, apenas 6,7 por cento do volume das contruções, devendo-se os restantes 93,3 por cento, inteira e exclusivamente, ao sector privado.
Uma análise rigorosa do investimento habitacional no período de 1953 a 1962 conduz, todavia, aos seguintes resultados, mais precisos (quadro III):

QUADRO III

[Ver Quadro na Imagem]

Fonte: Instituto Nacional de Estatística. - Estatística Industrial, 1953-1962.

Apura-se, pois, que o contributo do sector público para a solução do problema habitacional se limitou a 5 por cento do número total de fogos construídos, cabendo ao sector privado o encargo e o mérito de haver promovido a edificação de 95 por cento.
E note-se que, se as percentagens se deslocassem do número de fogos para o volume do investimento, mais reduzido ficaria ainda o papel do sector público, atenta, a circunstância de os fogos a cuja construção este procede serem, em regra, de custo médio muito inferior ao dos edificados por, iniciativa particular.

11. Mas o quadro do número antecedente, se nos demonstra situar-se Portugal, em tudo quanto respeita