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DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 53 5

altos méritos da política do Estado Novo, que merece a concordância unânime dos portugueses e se poderá concretizar na constante preocupação que anima o Governo de fortalecer, tanto quanto possível, a unidade da Nação e de revalorizar e dar cada vez mais incremento ao progresso de todos os cantos da terra portuguesa:

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Estas visitas do Chefe do Estado ao ultramar, por serem altamente proveitosas à Nação, fazem parte da política do Estado Novo, que principiou a dar-lhe execução em 1938, com a visita do nosso saudoso marechal Carmona, acompanhado pelo Ministro Dr. Vieira Machado. Tais visitas contribuem para engrandecer o nome de Portugal no conceito das outras
nações, intensificar as relações entre os portugueses de aquém e além-mar, fazer vibrar a alma nacional, dar solução a problemas, acalentar e encorajar no amor ao trabalho e ao progresso.
Já os homens do regime monárquico pensavam do mesmo modo nas vantagens das visitas ao ultramar feitas pelos príncipes. Em Julho de 1907 partia de
Lisboa em visita a S. Tomé, Angola e Moçambique o príncipe real D. Luís Filipe, acompanhado pelo conselheiro Aires de Orneias, Ministro da Marinha e do Ultramar.
Nesse tempo o Governo de Angola estava confiado ao grande militar e colonialista que foi o capitão de artilharia Henrique de Paiva Couceiro, mas o destino de Angola merecia atenção e cuidados especiais, pois muito nos preocupava a solução do problema da campanha do Cuamato, que então começava.
E, relativamente a S. Tomé e Príncipe, lavrava então a campanha das acusações que Cadbury levantara contra aquela província ultramarina.
E assim D. Luís Filipe visitou S. Tomé, que soube encorajar-se e reagir contra a campanha dos chocolateiros, e visitou a grande província de Angola, que,
devido ao esforço heróico e ao patriotismo dos pioneiros e dos soldados e marinheiros, nenhum inimigo foi capaz de vencer.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - O nosso querido e saudoso Presidente Carmona visitou S. Tomé e Príncipe, que já então se livrara do perigo da falência financeira em quê tinha caído e orgulhosamente, à custa do seu próprio esforço, se equilibrara e restaurara a sua autonomia administrativa; e, ao visitar a grande e progressiva Angola, foi aclamado pelos seus colonos, por essa gente que é exemplo extraordinário de tenacidade no trabalho e de portuguesismo e que nenhuma crise conseguiu desanimar.
O nosso Presidente Craveiro Lopes, mantendo a tradição e seguindo a política do Estado Novo, visitou S. Tomé e Príncipe, reconhecendo o patriotismo dos nativos, o esforço que se desenvolveu na capital da província, na assistência ao trabalhador e na técnica da agricultura; e na visita longa e exaustiva que fez à província de Angola, onde inaugurou e admirou grandes empreendimentos económicos e de colonização, encontrou por toda a parte uma Angola nova, que triunfou, pelo trabalho e onde Portugal é uma realidade concreta e gloriosa. Na sua visita ao ultramar o Chefe do Estado teve oportunidade de observar o enorme progresso alcançado em S. Tomé e em Angola e como ele é o reflexo da grandeza da obra de Salazar, pois, sem o superior esforço e orientação do Sr. Presidente do Conselho, não seria possível o progresso verificado naquelas duas províncias ultramarinas.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador: - É do conhecimento de todos nós, Sr. Presidente e Srs. Deputados, que tudo quanto nos últimos anos se tem feito de grande e progressivo nas províncias ultramarinas, tanto no campo material como no espiritual, e que se deve certamente aos Ministros e aos governadores, não se poderia ter realizado se o Sr. Prof. Dr. António de Oliveira Salazar não estivesse, há um quarto de século, à frente da governação pública do País.
A esta extraordinária figura de estadista se deve fundamentalmente o impulso e a transformação progressiva que hoje se verificam nas províncias de além-mar.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador: - É impressionante, Sr. Presidente, o progresso atingido nos territórios ultramarinos e o ritmo acelerado em que presentemente se caminha.
E é curioso notar quê a visita ao ultramar português realizada pelo Sr. Presidente da República, general Francisco Higino Craveiro Lopes, teve o aspecto interessante de coincidir com a abertura das obras do Plano de Fomento no seu primeiro ano de realização.
A visita presidencial de Craveiro Lopes fui, por assim dizer, a confirmação dos empreendimentos reprodutivos e de povoamento incluídos no Plano de Fomento Nacional na parte que diz respeito aos territórios de além-mar.
E, tendo em atenção a experiência do Sr. General Craveiro Lopes, como obreiro do Estado Novo e fiel executor da sua política, de renovação nacional, além de conhecer e amar o nosso ultramar, onde prestou altos serviços, nomeadamente dando em Moçambique o seu sangue generoso pela defesa e integridade da Pátria e tendo no Estado da Índia a honra de dirigir com notável proficiência o seu governo, fácil será compreender como o seu coração de português e militar teria exultado de contentamento ao observar o progresso espantoso das províncias visitadas.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador: - O Sr. General Craveiro Lopes estava, pois, naturalmente indicado para ir triunfalmente abrir caminho à realização das grandes obras previstas no Plano de Fomento para o ultramar.
Mas o Chefe do Estado ia, também com a alta missão de levar consigo a mensagem sagrada da unidade nacional, o abraço fraterno dos portugueses da metrópole aos portugueses que vivem no ultramar.
E tão bem se desempenhou desta missão que a viagem decorreu, por toda a parte, com entusiasmo e grandeza, revelando-se mais uma vez o interesse do Governo pelo ultramar e reafirmando-se a existência da unidade nacional em grandes e extraordinárias manifestações de exaltação patriótica.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Tanto em S. Tomé e Príncipe como em Angola o patriotismo dos colonos e das populações nativas foi exuberantemente exposto com visível espontaneidade em manifestações do maior entusiasmo pela presença do Chefe do Estado.
Causa espanto no Mundo como a Nação Portuguesa é a mesma cm qualquer das suas parcelas componentes.