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27 DE NOVEMBRO DE 1956 6-(105)

QUADRO III

(ver tabela na imagem)

QUADRO IV

(ver tabela na imagem)

Analisando os quadros I e II verifica-se que, à excepção de animais vivos, em todas as outras classes se verificam diferenças para mais no valor das importações, enquanto que nas exportações se nota diminuição no valor correspondente às classes de matérias-primas e máquinas, embarcações e veículos.

Em 1955 - no comércio importador - manufacturas diversas, substâncias alimentícias e máquinas, embarcações e veículos e - no comércio de exportação - as matérias-primas constituem maiores percentagens de valores movimentados. Dada a circunstância de que na exportação só à classe de matérias-primas coube a percentagem de 94,6 por cento, pertencendo a restante parte - 5.4 por cento - a todas as outras classes pautais, quase se pode dizer que o comércio de exportação foi todo constituído por matérias-primas.
Analisando agora os quadros III e IV verificamos o seguinte:
Ao arroz sem casca coube a maior tonelagem em 1955, sendo superior a 100 por cento o aumento em relação a 1954 (9 223 t em 1954 para 21 777 t em 1955). Todavia, embora houvesse aumento de valor, este não foi tão importante como a tonelagem, estando em desproporção com esta. devido a uma baixa de cotações em 1955 na procedência deste género, que, aliás, constitui a base de alimentação da população.
Em quantidade e valor o trigo também acusa uma diferença para menos. E de 17 por cento a diminuição em quantidade - 3 870 t em 1954 para 3 206 t em 1950 - e de 36 por cento em valor, donde se infere que igualmente houve com este produto uma baixa de cotações em 1953. A farinha de trigo, açúcar e chá sofreram um aumento de valor. Aliás aumentou também a sua quantidade.
Os tecidos de algodão e de seda apresentam diferença para mais em quantidade - 298 t em 1954 para 403 t em 1955 e 142 t em 1954 para 189 t em 1955, respectivamente. Pelo que respeita aos tecidos de algodão, nota-se que, concomitantemente com o aumento em quantidade, diminuiu o seu valor, o que leva a presumir uma descida no preço ou uma cotação média relativamente baixa nos mercados fornecedores.
A gasolina, os óleos para iluminação e os óleos combustíveis e lubrificantes acusam aumentos tanto em quantidade como em valor.
Calculamos que tais aumentos sejam devidos, em grande parte, ao aumento do número de viaturas com motor para transporte do minério, consequente do incremento que se tem verificado na indústria mineira.
Registou-se um acréscimo considerável na importação de cimento e pozolanas, que foi superior ao triplo da do ano anterior. Há, no entanto, a considerar que a importação de 1954 não atingiu metade da de 1953, e isto porque a mercadoria que devia ter chegado nos últimos meses de 1954 ficou retida nos portos estrangeiros pelos motivos já expostos a p. 104 do presente relatório. Assim, a quantidade total de 1953 compreende propriamente uma parte de 1954. Parece-nos que o aumento na importação deve atribuir-se ao desenvolvimento que têm tido ultimamente as obras de fomento e outras construções.
Em relação à madeira é insignificante a importação de 1955, que foi de 118 t apenas. Comparada com as importações dos anos anteriores - 3050 t em 1952, 4700 t em 1953 e 2061 t em 1954 -, poder-se-á até mesmo dizer que é simplesmente de nenhuma valia.
Quanto ao tabaco em folhas e em rolo o volume de importação em 195'5 representa mais do triplo da do ano anterior - 114 t em 1954 e 379 t em 1955.
Os números constantes do quadro IV põem em evidência u posição predominante no comércio de exportação dos minérios de ferro e de manganês, que têm constituído e continuam a constituir importante contribuição para s melhoria da balança comercial e consequente desafogo da balança de pagamentos, fornecendo cambiais com que se pagam, sem dificuldades, as importações da província.
Em virtude das providências tomadas pelo Governo relativamente à indústria de secagem de peixe em Diu, a exportação de peixe seco e salgado em 1955 excedeu o triplo da do ano anterior - 184 t em 1954 e 618 t em 1955 -, sendo portanto notável o aumento que se verificou na sua exportação.
Com respeito aos produtos agrícolas e florestais, segundo comunicação da província, sabemos não ter sido possível a exportação de alguns deles no ano de 1955, por dificuldades criadas pela actuação hostil da União Indiana, para cujos mercados eles se destinavam desde tempos remotos. Todavia, sabemos que, por diligências que continuam a ser feitas através dos organismos competentes do Governo, a quem o assunto tem merecido o maior interesse, serão esses produtos colocados em novos mercados.
Finalizando, damos a seguir um quadro sobre o movimento das divisas transaccionadas em cada um dos quatro últimos anos, quadro este elaborado segundo informação do Banco Nacional Ultramarino - o banco emissor da província.