3317 | I Série - Número 070 | 21 de Dezembro de 2005
O Sr. Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.
O Sr. Primeiro-Ministro: - Sr. Presidente, Sr. Deputado Luís Marques Mendes, comecemos pela Europa, para dizer apenas o seguinte: o Governo português também gostaria que estas perspectivas financeiras dessem um sinal mais evidente, de mais ambição, e que a Europa estivesse mais compenetrada das novas tarefas que tem pela frente. O mundo precisa de uma Europa mais forte - não apenas a economia europeia, não apenas os europeus, mas todo o mundo.
O pior que podia acontecer em Bruxelas seria não decidir. É por isso que esta decisão, apesar de tudo, é uma boa notícia para a Europa.
Vozes do PS: - Muito bem!
O Orador: - É uma boa notícia para a Europa e um bom resultado para Portugal - não seja parco nas palavras, Sr. Deputado. O resultado que obtivemos é uma das maiores vitórias da diplomacia portuguesa.
Vozes do PS: - Muito bem!
O Orador: - Digo e repito: uma das maiores vitórias da diplomacia portuguesa.
Vários governos empenharam-se nesta negociação e obtivemos um bom resultado, muito acima do que todos esperavam. Isto honra a nossa diplomacia e honra, também, a continuidade na nossa política externa.
Aplausos do PS.
Mas noto que o Sr. Deputado, mais uma vez, nestes debates mensais, relativamente ao tema proposto nada tem a dizer.
O Sr. José Junqueiro (PS): - É minimalista!
O Orador: - Não falei apenas do que significa para Portugal este acordo, do bom resultado; falei da responsabilidade (que nos toca a todos) de uma boa utilização desses fundos nos próximos anos.
Vozes do PS: - Muito bem!
O Orador: - E verifico que o Sr. Deputado nada tem a dizer sobre isso. Lamento.
Com franqueza, percebo que Sr. Deputado tenha outra agenda, mas podia tirar uma "manhãzinha" para se preparar para este debate e para apresentar, também, umas propostas por forma a que pudéssemos beneficiar do ponto de vista do PSD relativamente a um aspecto central para o nosso desenvolvimento.
Protestos do PSD.
Contudo, não quero deixar de responder-lhe, Sr. Deputado.
Já alguém, na política portuguesa, um dia disse que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava. Não é o seu caso, Sr. Deputado, porque reparo que fala a maior parte das vezes como se não tivesse dúvidas, mas raramente acerta uma!
Risos e aplausos do PS.
Comecemos pelos números que adiantou.
Diz o Sr. Deputado que a riqueza nacional, no terceiro trimestre, recuou em vez de progredir. Erro, Sr. Deputado! A riqueza nacional, no terceiro trimestre, progrediu 0,2% relativamente à riqueza nacional do trimestre homólogo.
O Sr. Honório Novo (PCP): - Está enganado, Sr. Primeiro-Ministro!
O Orador: - Por amor de Deus! Confirme os números, é preciso estudar um pouco!
Protestos do PSD e do CDS-PP.
Os Srs. Deputados têm de compreender que não é pelo facto de tentarem distorcer os números que criam uma realidade diferente do que ela é!