O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

3319 | I Série - Número 070 | 21 de Dezembro de 2005

 

Em segundo lugar, quanto à riqueza nacional, Sr. Primeiro-Ministro, quem o ouvisse aqui diria que tudo estava bem: a riqueza nacional a crescer, o investimento a aumentar e as exportações a subir, só o desemprego a baixar. Não, Sr. Primeiro-Ministro, é exactamente o contrário!
De facto, no terceiro trimestre - os números não mentem -, houve uma queda de 0,9% na criação de riqueza, de quase 1%!, no espaço de um mês.
O que me impressiona em si é que o senhor é um Primeiro-Ministro socialista, e é difícil encontrar um Primeiro-Ministro, ainda por cima socialista, com tamanha insensibilidade social!

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Orador: - É muito difícil, muito difícil!

Aplausos do PSD.

Protestos do PS.

Em relação ao desemprego, o Sr. Primeiro-Ministro tem uma dificuldade imensa em ter uma palavra sobre esta matéria. O problema, Sr. Primeiro-Ministro, é que está confrontado com as suas promessas e, em todas as principais promessas, o senhor falhou! Foi o senhor que prometeu criar 150 000 novos postos de trabalho,…

O Sr. Hermínio Loureiro (PSD): - Lembra-se?

O Orador: - … mas a sua política de aumento dos impostos está a contribuir para destruir postos de trabalho. Esta é que é a verdade!

O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): - Muito bem!

O Orador: - E não vale a pena o Sr. Primeiro-Ministro vir invocar o passado, porque se falarmos do passado, então também lhe recordo o seu: o senhor fez parte daquele "fantástico" governo do Eng.º Guterres,…

O Sr. Hermínio Loureiro (PSD): - Exactamente!

O Orador: - … que foi o campeão do despesismo, do laxismo, das oportunidades perdidas, da crise das finanças públicas e do "pântano"! E o senhor era tão responsável como os outros - estava lá!
Fugiram todos, e o senhor também.

Protestos do PS.

Agora, no passado recente, faz as promessas que faz…
O Sr. Primeiro-Ministro pode descrever um "oásis"! Pior cego é aquele que não quer ver o número de desempregados a aumentar, a falta de confiança e a queda de todos os indicadores importantes para a recuperação. Só dois sobem: o desemprego e os impostos.
Nos impostos, o ponto fundamental é este: ao fazer um dos maiores aumentos de impostos da nossa história recente - 5000 milhões de euros -, entre o Orçamento rectificativo e o Orçamento do Estado para 2006, a sua política está a afectar profundamente as empresas e a penalizar e a destruir empregos, e vai conduzir a muito mais!
Por isso lhe digo, Sr. Primeiro-Ministro, ou arrepia caminho nesta política (que já tem estes resultados hoje) ou, daqui a alguns anos, infelizmente para o País, ainda vai ter resultados muito mais graves e muito mais preocupantes. Isto é obra sua, da responsabilidade da sua política e do seu Governo. Quanto a isto, não há volta a dar-lhe!

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sr. Deputado Marques Mendes, sim, efectivamente, V. Ex.ª foi parco nas palavras, relativamente ao acordo que Portugal conseguiu na Europa. Mas eu não fui e disse aquilo que devia ter dito, ao afirmar que foi um bom acordo para Portugal, o que honra a diplomacia portuguesa, este Governo e também o anterior.