29 DE MARÇO DE 2012
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presença nos movimentos sindicais e sociais, com quadros determinantes na definição e concretização do
projeto e com uma juventude social-democrata ativa e atenta, tão mobilizadora como criativa;
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
Um Congresso aberto e participado, a dar notícia de que o PSD, apesar de estar no Governo, tem vida
própria e quer ter vida própria.
Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: O Governo sabe que, do PSD, espera apoio, mas também espera
que seja a voz de um povo.
O Governo sabe que, do PSD, pode esperar a crítica construtiva e propostas responsáveis.
Neste Congresso, o PSD demonstrou um grande sentido de responsabilidade.
Neste Congresso, o PSD reafirmou ser um partido com coragem, determinação e sentido patriótico.
Vozes do PSD: — Muito bem!
O Sr. José de Matos Rosa (PSD): — Nem o líder, nem a estrutura partidária, nem os congressistas,
descaíram para a demagogia. Ninguém optou pela promessa fácil. Ficou bem patente que o partido tem a
clara noção do momento que o País atravessa e, por isso, o Congresso foi um exemplo de responsabilidade
coletiva.
Foi um Congresso de balanço, de reafirmação programática, de expressão de valores e causas, de debate
de ideias e propostas, onde ficou claro o nosso ponto de partida.
A nossa vontade é a de que todos possam contribuir com as suas propostas; a nossa vontade é a de que
todos possam assumir as suas responsabilidades, colocando-se ao lado dos portugueses na consolidação
orçamental e nas reformas estruturais. Isto aplica-se, em especial, ao Partido Socialista, cujo Governo
negociou o Memorando de Entendimento com o FMI, a Comissão Europeia e o BCE.
Infelizmente, o PS parece querer esquecer que é o responsável pela situação da crise a que chegámos,
dado o despesismo e a ausência de reformas. E o PS também parece esquecer que é o responsável pelo
Memorando de Entendimento. Fazemos votos para que o PS e a oposição estejam à altura das suas
responsabilidades, num momento tão difícil para Portugal.
Vozes do PSD: — Muito bem!
O Sr. José de Matos Rosa (PSD): — Valorizamos o debate político, o pluralismo, queremos alcançar o
maior consenso possível, quer no Parlamento, quer na sociedade, respeitamos o Sr. Presidente da República
e esperamos sempre o melhor contributo do poder local.
Foi um Congresso no qual ficou patente que há uma coligação, mas um só Governo, que há dois partidos,
mas um só projeto.
Não somos o partido do Governo, somos o partido que apoia o Governo, porque o interesse nacional
prevalece, porque Portugal está primeiro, porque os portugueses precisam.
Os portugueses, que são os verdadeiros autores desta mudança, os obreiros destas reformas, serão os
heróis desta vitória, que é a de recuperar o País;
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
Portugueses, a quem o Congresso explicou as causas do problema que vivem, a quem apontou e
reconfirmou as soluções para a saída da crise e a quem o Congresso homenageou, pela voz do seu líder;
Portugueses, a quem o PSD deixou uma palavra de esperança.
Portugueses, que continuam a acreditar no PSD e no Governo.
Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Pedro Passos Coelho, o seu Governo e o nosso partido vão ficar
na história não apenas como um Governo que governou bem, mas como um Governo que salvou Portugal da
crise económica, financeira e social que herdámos.