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17 DE JULHO DE 2019

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Medida 3.12

TÍTULO: Promover a competitividade da silvicultura

ENQUADRAMENTO NOS DESAFIOS TERRITORIAIS: 1.1; 3.2

1. DESCRIÇÃO DA MEDIDA

JUSTIFICAÇÃO DA MEDIDA

A competitividade do setor florestal é fundamental para gerar valor para os territórios em que a floresta é

a opção de uso do solo e, numa política de desenvolvimento nacional e de ordenamento do território,

importa atender que as espécies madeireiras sustentam um setor da indústria nacional. A

internacionalização da economia à escala global tem consequências no setor florestal refletindo-se no

mercado dos produtos florestais, tanto na sua componente de consumo como sobretudo nos preços

praticados, e na competitividade das diferentes subfileiras florestais. É necessário assegurar racionalidade,

eficiência e profissionalismo na gestão e exploração florestal e na própria indústria transformadora, para

reduzir custos de produção e aumentar a qualidade dos produtos florestais nacionais, tornando-os mais

competitivos nos mercados internacionais. É importante reconhecer o papel da floresta de produção como

principal sumidouro de carbono a nível nacional e a relevância da sua gestão num quadro de racionalidade

económica, bem como o seu contributo para outras atividades económicas que, com maior ou menos

expressão lhe estão associadas como sejam a gestão dos subprodutos, a utilização da biomassa, a

produção de cogumelos, a caça e a pesca em áreas interiores. Um dos maiores entraves à modernização e

ao crescimento económico reside na fraca qualificação profissional dos recursos humanos, na reduzida

capacidade tecnológica e na insuficiente penetração de inovação. Fragilidades estas que atualmente

adquirem grande relevância face às alterações que têm vindo a ser introduzidas nos sistemas económicos e

nas organizações, decorrentes da evolução tecnológica e de novos processos produtivos e de gestão.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

A dinamização de formas de organização e gestão dos espaços florestais é fomentada através da

concessão de apoios e de priorização nos investimentos. O desenvolvimento do setor requer a execução da

agenda de investigação, definida em conjunto com os parceiros, incorporando a inovação desejável e as

preocupações identificadas no âmbito dos Centros de Competências, da Agenda Estratégica de

Investigação e Inovação Agroalimentar, Florestas e Biodiversidade e da Rede Nacional de Experimentação

e Investigação Agrária e Animal – REXIA 2. De igual forma, são considerados processos capazes de

apoiarem a formação, a capacitação e a qualificação dos agentes do sector, nomeadamente a revisão dos

perfis e das qualificações na área da silvicultura, ajustando os conteúdos formativos da formação inicial para

jovens, e da formação ao longo da vida para adultos, garantindo uma maior flexibilidade e adequação ao

exercício das profissões, numa lógica de reforço e aprofundamento de competências para os desafios da

competitividade e da melhoria da gestão nas vertentes ambiental, social e económica, por um lado, e da

incorporação da prevenção de riscos, por outro. É ainda fundamental promover a inovação, a transferência

do conhecimento e a adoção de práticas de gestão empresarial que reduzam custos, diversifiquem as fontes

de rendimento nas explorações e aumentem a produção para o mercado, ao mesmo tempo que se alarga

esse mesmo mercado, incluindo a nível internacional, pela promoção dos produtos florestais, enquanto

materiais ambientalmente amigáveis – renováveis, recicláveis, reutilizáveis, de elevado potencial para se

atingir os objetivos da Economia Circular, sem prejuízo da produção de produtos de cariz regional/local que,

pela sua diferenciação, poderão acrescentar maior valor e contribuir para o desenvolvimento local/ rural.

Finalmente interessará potenciar o papel sumidouro das florestas, assim como o papel dos produtos

florestais como substitutos de fontes fósseis de energia e de matérias-primas com maior intensidade

carbónica.