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II SÉRIE-B — NÚMERO 45

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VOTO N.º 115/XIII (1.ª)

DE SAUDAÇÃO À SELEÇÃO NACIONAL DE FUTEBOL, POR SE TER SAGRADO

CAMPEÃ DA EUROPA

No passado dia 10 de julho, no Estádio de Saint-Denis, em Paris, a Seleção Nacional de Futebol sagrou-se

Campeã da Europa.

A Seleção Nacional havia chegado às meias-finais de dois Mundiais e de quatro Europeus. Em 2004, em

Lisboa, Portugal perdeu o jogo da final frente à Grécia.

Agora, pela primeira vez, a Seleção venceu mesmo a final e trouxe para Portugal a Taça Henri Delaunay.

É o maior feito de Portugal no desporto que mais apaixona os portugueses, o futebol.

O escritor Albert Camus disse um dia que era ao futebol que devia tudo o que tinha como mais certo acerca

da moral e dos deveres de uma pessoa. Depois daquilo que vimos na Final do Campeonato da Europa, em

Paris, a frase ganha para nós, portugueses, um novo sentido.

Aquele jogo teve, de facto, um pouco de tudo: o dramatismo da lesão do capitão de equipa, Cristiano Ronaldo

— o sacrifício e a entreajuda que revelaram os que ficaram em campo — a sorte que acompanha os campeões

— e já no prolongamento, a inspiração de Éder, que ainda não tinha jogado um único minuto neste campeonato.

Um jogo épico. Uma grande lição de vida.

Esta Seleção Nacional do Euro 2016 já reunia à partida uma das melhores gerações de sempre do futebol

português.

É português um dos melhores jogadores do mundo e o melhor europeu da atualidade.

Os jogadores da Seleção jogam ao mais alto nível em vários campeonatos europeus, e são bem o exemplo

cimeiro da excelência profissional alcançada pela formação e organização dos clubes de futebol nacionais e da

Federação Portuguesa de Futebol.

De resto, a avaliar pelo recente título europeu da seleção Sub-17 e pela qualificação dos Sub-21 para as

Olimpíadas, há razões para acreditar que este sucesso vai ter continuidade num futuro próximo.

Mas o que vimos ao longo deste Campeonato, e em particular no jogo da Final, foi mais do que o valor das

individualidades. Foi mesmo a força de um coletivo.

O todo falou mais alto do que a soma das partes.

O Selecionador Fernando Santos e os 23 jogadores convocados escreveram uma página de glória que vai

perdurar na memória de todos portugueses.

Um exemplo e uma inspiração para enfrentarmos, com coesão social e dedicação patriótica, os desafios que

temos enquanto comunidade nacional.

Uma Seleção Nacional de Futebol é sempre muito mais do que os 11 jogadores em campo.

Já dizia o grande cronista brasileiro, Nelson Rodrigues: a seleção é a Pátria em Chuteiras.

A Seleção Nacional representa em campo os milhões de portugueses que, em Portugal e nos quatro cantos

do mundo, formam a nossa comunidade nacional de valores e cultura.

Se dúvidas houvesse, bastaria testemunhar as impressionantes manifestações de júbilo que se seguiram na

noite da vitória e no dia da chegada da Seleção Nacional a Lisboa.

A Assembleia da República, reunida em Sessão Plenária, homenageia assim a Direção da Federação

Portuguesa de Futebol, o Selecionador Nacional e restante equipa técnica e todos os 23 jogadores convocados,

por esta inesquecível vitória no Campeonato Europeu de Futebol de 2016 em França.

Palácio de São Bento, 20 de julho de 2016.

As Deputadas e os Deputados: Eduardo Ferro Rodrigues (PS) — Hugo Lopes Soares (PSD) — Luís

Montenegro (PSD) — Pedro Filipe Soares (BE) — André Silva (PAN) — Duarte Pacheco (PSD) — Sandra

Pontedeira (PS) — Carlos César (PS) — Heloísa Apolónia (PEV) — José Silvano (PSD) — João Oliveira (PCP)