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II SÉRIE-D — NÚMERO 7

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próprios metas climáticas, na medida em que a União Europeia representa apenas 9% do total das emissões

globais.

Urgente mesmo é iniciar uma mudança global agora, sendo disso revelador a crise pandémica mundial, a

revolução industrial mundial já iniciada e a crise mundial da biodiversidade e do clima, que já originaram uma

rápida transformação das relações globais, disse.

É crucial investir agora, reformar agora, aumentar a resistência agora, recorrendo à inovação tecnológica

limpa, digitalização e produção ecológica das indústrias, produção agrícola de precisão, banda larga nas zonas

rurais, e conhecimentos científicos inovadores na área da produção, concluiu.

Michał Kurtyka, sublinhou que está em curso a transição de uma economia intensiva de trabalho e do uso

de recursos naturais, para uma economia capital intensiva. Será por isso importante perceber como é que os

países rentabilizam a sua própria riqueza. Considera que o capital tem de ser canalizado para assegurar a

competitividade das indústrias da União Europeia com o maior potencial para gerar crescimento e promover as

exportações, dando como exemplo o setor dos transportes. Terminou dizendo que a União Europeia tem de ser

um modelo industrial e social para o resto do mundo, no que diz respeito à proteção do clima e do ambiente.

Parte II – Mobilidade sustentável e inteligente

Assegurar que os transportes europeus são sustentáveis, acessíveis e seguros e estão aptos a contribuir e

fazer parte de uma economia limpa, digital e moderna, requer o desenvolvimento de uma estratégia direcionada

para a mobilidade sustentável e em que as novas tecnologias têm um importante contributo a dar para a tornar

mais eficiente e mais limpa. Foi este o mote da segunda parte da primeira sessão da conferência.

Cem Özdemir, Presidente da Comissão de Transportes e Infraestruturas Digitais do Bundestag, foi o

primeiro orador a abordar a temática.

Iniciou a sua intervenção recordando que a mobilidade transfronteiriça dos cidadãos e dos bens da União

Europeia constitui como que o cartão de identidade do projeto europeu. Contudo, relembrou que os transportes

são responsáveis por 30% do total das emissões de GEE na União Europeia, pelo que este é um setor que tem

necessidade de políticas fortes por parte das instituições europeias rumo a uma mobilidade ecológica,

sustentável e acessível, capaz de assegurar que as suas metas climáticas sejam atingidas. Uma estratégia

europeia para a mobilidade sustentável e inteligente é por isso fundamental, devendo contemplar todos os meios

de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, bem como o uso de combustíveis sustentáveis e

alternativos.

A inter e multimodalidade, o uso de transportes públicos e privados mais limpos, seguros, acessíveis e que

cheguem a todos, uma rede ferroviária europeia operacional e interoperável que constitua uma opção

preferencial para o transporte de mercadorias, uma ciclovia europeia, o desenvolvimento de aplicações

inteligentes e de soluções de mobilidade como serviço tais como carsharing e o desenvolvimento de aplicações

que permitam uma gestão inteligente do tráfego são, entre outros, os temas a serem explorados nesta parte da

sessão, disse o orador.

Seguiu-se a intervenção de Herald Ruijters, Diretor da DG MOVE, Diretoria B – Investimento, Inovação

e Transporte Sustentável, da Comissão Europeia.

Disse que até ao final do ano a CE se preparava para apresentar a sua estratégia para a mobilidade

sustentável e inteligente, à qual estará associado um pacote de medidas legislativas destinado a dar-lhe corpo

e a ajudar à concretização da nova meta climática fixada para 2030. De entre estas medidas destacou a

descarbonização e digitalização de todos os meios de transporte, rumo a uma mobilidade amiga do ambiente e

da segurança rodoviária, que permitirá melhorar significativamente a qualidade do ar e auxiliar no

descongestionamento do tráfego rodoviário nas cidades.

Em concreto, referiu que até junho de 2021 seriam adotadas iniciativas legislativas nos seguintes domínios:

1. Refuel (Renewable Fuels for Europe) para o transporte marítimo e aéreo;

2. A implementação de infraestruturas para combustíveis alternativos, designadamente eletricidade,