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ANEXO C

Intervenção do Senhor Professor Doutor Pedro Gomes Barbosa na VII Conferência dos Organismos de Fiscalização Parlamentar dos Serviços de Informações e Segurança dos Estados membros da União Europeia realizada em Berlim de 26 a 28 de Outubro de 2011

OS SERVIÇOS DE INFORMAÇÕES VINTE ANOS DEPOIS DO FINAL DA “GUERRA FRIA” Passaram cerca de vinte anos desde que terminou o período a que se convencionou chamar “Guerra Fria”. De um mundo razoavelmente previsível, em que o equilíbrio do terror (nuclear) e a clara delimitação de esferas de influência permitiam determinar, com alguma clareza, quem era o “inimigo”, passámos para uma situação geopolítica e geoestratégica na qual as “frentes” se tornaram mais fluidas e sem um efectivo controlo, que permitia minimizar os riscos, desaparecendo aquilo a que poderíamos chamar uma certa “çtica de confronto”.
A desagregação da União Soviética e a dissolução do Pacto de Varsóvia levou alguns teóricos a pensar, se não no “fim da História”, como defendeu Francis Fukuyama, pelo menos num mundo unipolar, com o domínio da única potência restante, os Estados Unidos da América, e de uma (organização militar sem concorrência, a OTAN).
Mas a realidade mostrou que esse mundo previsto não correspondia ao que realmente se estava a passar, embora de início tudo apontasse para esse cenário.
A falta de controlo da potência cessante levou a que muitos países e organizações seguissem um caminho difícil de controlar. E, se tal aconteceu nos primeiros anos após o desaparecimento do “Bloco Soviçtico”, a situação agravou-se com o fenómeno da “globalização”. É certo que o gçrmen deste estado de coisas pode ser encontrado ainda antes do fim da bipolarização, quando o enfraquecimento da União Soviética levou a que se criassem em vários teatros grupos de combate, que se julgava controláveis, para acelerar a desagregação do inimigo. Foi o que aconteceu no Afeganistão, com o apoio a grupos islamistas. Hoje, novos desafios 2 DE JULHO DE 2012
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