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210.

ACTAS DA CÂMARA CORPORATIVA N.º 18.

QUADRO IV

(Ver quadro na imagem)

Extracção de carvões

(Unidade, toneladas)

14. Os resultados observados no conjunto da indústria extractiva são influenciados pela diminuição do ritmo de extracção de alguns minérios.
Esta diminuição é devida quer à flexão de procura externa, quer a medidas do Governo, em boa hora tomadas, pura defesa das reservas nacionais desses minérios.

Assim, a comparação das extracções dos principais minérios e minerais revela variações positivas entre os anos de 1952 e 1953, com excepção das pirites e volframite, e um decréscimo sensível no ano de 1954 para o conjunto.

QUADRO V

(Ver quadro na imagem)

Extracção de alguns minérios

(Unidades e toneladas)

Contràriamente ao que se passa com a cassiterite no ano de 1954, o volume da produção de estanho metal manteve a tendência crescente que se tem registado desde 1953.
Esta tendência não se verifica, infelizmente, nos demais produtos obtidos pelo tratamento de minérios - para estes os resultados são desfavoráveis no ano corrente.

15. A situação das diversas indústrias de transformação difere também sensivelmente entre si.

16. No conjunto das indústrias alimentares, essencialmente destinadas ao mercado interno, o volume de produção, com raras excepções, aumentou entre os anos de 1952 e 1953. Em 1954 essa tendência mantém-se apenas, para o açúcar refinado e as massas alimentícias, ao mesmo tempo que se aponta a recuperação da indústria de bolachas e biscoitos.
17. Quanto à produção de conservas de peixe, orientada sobretudo para os mercados externos, a situação difere entre as principais espécies: o volume de produção de conservas de sardinha, decrescente em 1953, relativamente ao ano anterior, teve uma recuperação nítida no 1.º semestre deste ano, observando-se simultaneamente uma variação oposta, nesses mesmos períodos, para os respectivos similares.
A produção de conservas de atum e similares, em 1953 maior do que em 1952, sofreu uma queda acentuada nos primeiros seis meses de 1954.
No conjunto, a indústria de conservas de peixe, embora se apresente com indicadores desfavoráveis no 1.º semestre do ano corrente, deve apresentar ao final do ano melhoria sobre 1953. A pesca excepcional de sardinha, ultimamente verificada, conduz-nos a esta previsão. Previsão tão mais optimista quanto é certo não estarem os centros conserveiros nossos concorrentes (Norte de África) a beneficiar de condições favoráveis de pesca.
A nossa produção, boa em volume, deverá encontrar, por isso, mercado fácil e compensador.