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DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 108 170

suas responsabilidades e competência adquirida pela sua inteligência e pelo seu estudo, com invulgares qualidades de organizador e de realizador, surge na hora própria a perpetuar o seu nome na nossa cidade.
Engenheiro competentíssimo, ascendendo, pelas suas vastas aptidões de natureza técnica, às cadeiras da governação, a suas aptidões acham-se largamente demonstradas através das difíceis e delicadas missões em que tão brilhantemente se distinguiu. E na Escola de Guerra, no Instituto Superior Técnico, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, deixou profundamente vincada a sua forte personalidade de técnico detentor dos mais altos predicados que lhe conferiram essa magnifica reputação, assente na verdade e na justiça que é devida pela sua actividade. São pode negar-se o que é evidente.
O Sr. Ministro das Obras Públicas soube criar, lá cima, vivos sentimentos da mais alta consideração e do mais sincero e respeitoso apreço, aliados a uma atmosfera de confiança, alicerçada fortemente nas suas constantes e proveitosas visitas, nas suas claras e sinceras afirmações, em acordo pleno com as aspirações e os anseios do Porto, onde o bairrismo é manifestação de constante vitalidade.
O Porto deve ao Sr. Ministro das Obras Públicas agradecimento bem merecido e bem justo pela solução estudada, escolhida e dada a alguns dos seus problemas mais instantes, às "nas necessidades de maior utilidade e mais reclamadas, de capital importância para a vida das regiões que o servem.
Nós desejamos, Sr. Presidente da Assembleia Nacional, que seja V. Ex.ª o transmissor directo dos nossos sentimentos para com S. Ex.ª, que no desempenho das suas funções tem "ido um realizador de magníficos empreendimentos, deles resultando grande proveito económico e social para o aumento da riqueza do seu rendimento e, consequentemente, da valorização do património da Nação.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Mas, Sr. Presidente, o movimento renovador operado no País inteiro só poderia ter reais possibilidades depois do conjunto de medidas tomadas pelo Estudo na reforma da sua vida política, financeira, económica, administrativa e moral. E essa realizadora política de obras públicas, fomentadora e valorizadora da riqueza pública, de tão grande projecção na vida social da grei, esse notável programa material que se estende a todo o Império, foi projectado, planificado, executado, sob a disciplina e valiosa direcção do Sr. Presidente do Conselho, que não pode ser esquecido neste instante.
Ele é o grande obreiro do nosso renascimento, a quem Portugal inteiro deve justiça, homenagem, admiração e veneração. Deus lhe dê saúde e vida para continuar o -seu sacrifício pelo bem de todos.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - Sr. Presidente: quando da visita realizada, em 6 de Setembro, ao Porto pelo Sr. Ministro das Obras Públicas, a convite do Sr. Presidente da Câmara Municipal, engenheiro Tose Vaz, para presidir à inauguração da 2.º fase do Bairro Rainha D. Leonor, nas Sobreiras, teve S. Ex.ª ocasião de verificar mais uma vez quanta razão encerram algumas das reivindicações da laboriosa cidade do Porto, fazendo a seu respeito brilhante exposição, prometendo, mostrando o maior interesse em solucionar problemas que há largos anos aguardam o momento para serem resolvidos.

Evidentemente que não pretendemos analisar as afirmações prometedoras e realizadoras feitas por S. Ex.ª nesse -instante, que tão profundamente calaram na alma da população tripeira. Outras oportunidades se nos oferecerão para o fizermos. Hoje queremos tão-somente referir-nos às realizações em marcha, pelas quais o Sr. Ministro das Obras Públicas se tornou e é inteiramente responsável, passando a enumerá-las:
1.° Escolas industriais;
2.º Complexo rodoviário ponte da Arrábida-auto-estrada-Carvalhos (via norte);
3.º Obra de construção total do porto de Leixões, doca n.º 2 (1.ª fase); acessos locais respectivos, conforme previsão do Plano de Fomento.

O problema da construção e instalação das escolas técnicas, comerciais e industriais, cuja importância nunca será demasiado enaltecer, tem merecido ao Sr. Ministro das Obras Públicas o seu mais efectivo interesse.
O Porto, populosa cidade comercial e industrial, necessitava ver instaladas as suas escolas técnicas em edifícios próprios, satisfazendo às condições indispensáveis para, dentro dos preceitos da melhor eficiência, poder ser ministrado ensino à mocidade que as frequenta.
A adaptação de velhos edifícios não podia dar satisfação à tarefa dos professores e alunos em proveito do seu labor. E, assim, o Porto terá em funcionamento, em edifícios de moderna construção, as Escolas Ramalho Ortigão, Aurélia de Sousa, Filipa de Vilhena (esta já inaugurada) e Clara de Resende. Com este empreendimento despenderá o Estado a soma aproximada de 30000 contos.
O complexo rodoviário ponte da Arrábida-auto-estrada-Carvalhos (via norte) é empreendimento do mais alto valor, que deixará na história da engenharia uma página de extraordinário brilho, honrando quem a concebeu e quem a realizou.
Será uma das maiores realizações do Estado Novo, de incalculável proveito e valor económico e social nas relações do Norte com o Sul do País que abrirá vastos e novos horizontes ao progresso da região nortenha.
Dentro de um período relativamente curto será posto o concurso o levantamento de tão grandiosa obra, tudo se congregando para que em 1959 seja uma realidade. E justos louvores são devidos, aos técnicos que conceberam e vão realizar empreendimento de tão extraordinária valia.
Como complemento da ponte construir-se-á a auto-estrada Carvalhos-ponte da Arrábida, continuada depois pela via norte, em grande progresso já. Estes empreendimentos estão orçados, respectivamente, em 30000, 75000 e 65000 contos, perfazendo na sua totalidade 170000 contos.
E, finalmente, as obras a executar da construção da doca n.º 2 (1.ª fase), para alargamento do porto de Leixões e respectivos acessos locais, empreendimentos da maior projecção na economia regional e nacional, de enorme valorização sob o aspecto comercial, industrial e social.
As vantagens que resultarão da ampliação portuária de Leixões, de excepcional volume, dar-lhe-ão facilidades no seu movimento, com um aumento de capacidade para um tráfego compatível com a vastidão das suas novas instalações, destinadas a futuras e importantes tarefas. Neste empreendimento gastar-se-ão 175000 contos.
O montante total das grandes obras projectadas, e que deverão estar concluídas em 1959, é de 375000 contos. Mas não pára aqui a acção do Governo. Outras,