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604-(90) DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 166

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A única mancha clara no comércio externo de Moçambique, no que diz respeito às suas relações com o exterior, parece ser a índia, embora o não seja. A província leni com aquele país activas trocas, que fecham com o saldo positivo de 218 000 contos, números redondos.
Mas a exportação de Moçambique para a União Indiana é formada quase toda por castanha de caju, que ali é descascada e reexportada para os Estados Unidos e Europa, mas principalmente para o primeiro país, com grande lucro. A transformação da castanha de caju e sua exportação directa para os países consumidores traria grandes benefícios. Reduziria os deficits de alguns; ou até os anularia.
Com quase todos os outros países há deficits, alguns avultados, como os do Reino Unido e Alemanha, com mais de 200 000 contos.
A comparação do comércio externo nos dois últimos anos, no que diz respeito à sua distribuição geográfica e aos saldos negativos com os diversos países, consta do quadro que segue, em contos.

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Ainda se agravou este ano o resultado das trocas com a Alemanha, embora este país tivesse comprado um pouco mais do que em 1907.
A União Sul-Africana diminuiu as suas importações de Moçambique, estando agora em segundo lugar, depois da índia. Embora a Inglaterra reforçasse a importação, o déficit da província ainda é muito alto.
As cifras para os dois últimos anos constam do quadro a seguir:

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Não se deve atribuir a culpa da pequena exportação para alguns países apenas a esses próprios países. A produção moçambicana é baixa e pouco variada. Se fosse possível aumentá-la em géneros próprios para consumo nesses países, é natural que a procura aumentasse.

Balança de Pagamento

12. O déficit volumoso do comércio tem efeitos perniciosos na balança de pagamentos, que novamente fechou em 1958 com um saldo negativo. Já em 1957 se assinalara o aparecimento de déficit na balança de pagamentos, que tradicionalmente apresentava saldos positivos. Era de crer que o saldo se mantivesse se continuasse o aumento das importações, como continuou, sem contrapartida adequada na exportação, como na verdade aconteceu.
O sinal negativo não desaparecerá enquanto se mantiver o actual estado de coisas, a despeito das elevadas receitas de cambiais provenientes da prestação de serviços aos países vizinhos.
As reservas do Fundo Cambial cresceram muito desde 1945. A seguir publicam-se os números desde esse ano:
Milhares
de contos
1945 ................................. 307,3
1946 ................................. 405,2
1947 ................................. 385,3
1948 ................................. 404,3
1949 ................................. 468,1
1950 ................................. 653,8
1951 ................................. 763,3