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de tal despacho não são - i-.em podiam ser - os traba)liadores da Junta Autóiiomi. Os destjilatários, como é evideiite, erani os pr)prios Deputados, o Deputado Ludovico Costa, do Partido Socialista, e eu próprio.

Se o presidente da Junta Autónonia tivesse o mínimo de boa fé em todo este processo, se quisesse explicar razoavelmeiite quais os motivo.% por que eiitendia que Deputados à Assembleia da República não poderiam ter acesso à% iiiqtalações de ser-iço, se tivesse o rníiiimo de re,;peito pelos -Deputados e pela Assembleia da República, então, naturilmente, nem teria exara

Se os Deputados participaram na sessão - como fizeram- foi porque, confrontados na altura de entrarem com a informação de que se pretendia impedir a sua entrada, não encontraram motivos para aceitarem uma tal imposíção, que lhes era transmitida sem ex.plicações e por quem não era seu autor rnatería,1 e moral.

Os Deputados que -participaram na reunião fizeram-no pela sua inteira responsabilidade de representantes do povo português, não lhes tendo faltado, por isso mesmo, o apoio caloroso e unánime dos numerosos trabalhadores presente.g.

Nem de outra for-ma poderia ser.
É que, par.ª o sentir claro dos trabalhadores, a presença dos dois Deputados era a presença víva de uma acção continuada e firme das liberdade, desigtiadamente da liberdade de expressão e de reunião e da liberdade sindical. 0 processo levantado ao delegado sindical é ilegal, imoral e injusto, porque, sabe-o bem o Sr. Presidente da Junta Autónoma, não é cle, delegado sindical, que pode ser acusado dos factos que os Deputados presentes à sessão assumirani como seus, responsavelmente como seus.

A prepotência e o desmando não podem campear e fazer vencimento no Portugal de Abril. É preciso sublinhar que o exercício do direito de actividade sindical não é julgado pelos enipregadores neni pode, em caso algum, ser objecto de sanções disciplinare-,. Os representaiites dos trabalhadores só perante estes têm dc responder, porque só estes Ilies podem pedir contas do modo como exercem o seu mandato.

Da rninha parte, e profundamente convencido de que o Deputado Ludovico Cesta estará de acordo comigo, declaro desde já que, a não ser imediatameiite, cai,celado o processo disciplinar como se impõe que seja, me proponho a ir depor para defesa do direito ao trabalho do delegado sindical e para defesa das l:tijerdades.

Seja como for, estou absolutamente certo de q.ue, neste indígno processo disciplinar, o jo:vem aprendiz e delegado sindical Paulo Jorge, e com ele todos os que estão com o 25 de Abril, passarão de acusados a acusadores.

Aplausos do PCP.

O Sr. F>residente: -Para pedr esclarecimentos tem a palavra o Sr. Deputado Carlos Robalo.

I SÉRIE - NÚMERO W

0' Sr. Carlos Robalo (CDS) : - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Queria perguntar ao Sr. Deputado Severiano Éalcão se para essa reunião coiiieniorativzi do 25 de Abril foi convidado -pessoalmente, isto é, <_:orno referiu='referiu' que='que' de='de' foi='foi' grupo='grupo' parlanientar='parlanientar' falcão='falcão' pessoalmente='pessoalmente' dç.='dç.' nie='nie' desta='desta' socialista='socialista' se='se' um='um' também='também' esclarece.sse='esclarece.sse' partido='partido' _='_' como='como' convidado='convidado' ou='ou' gostaria='gostaria' asseinbleia.='asseinbleia.' deputado='deputado' sr.='sr.' o='o' severiano='severiano' representante='representante'>u em nome de um grupo parlamentar desta Assenibleia.
A razão deta minha pergunta é porque não consíderam<_- que='que' função='função' de='de' tipo='tipo' parianiento.='parianiento.' uma='uma' coiivikir='coiivikir' se='se' parlinientares='parlinientares' para='para' representados='representados' democrática='democrática' pública='pública' a='a' trabalhadores='trabalhadores' os='os' segregar='segregar' e='e' tag0:termiiiado='dt:termiiiado' grupos='grupos' p='p' neste='neste' atrev.im='atrev.im' atitude='atitude' comeniorações='comeniorações' le='le' da='da' xmlns:tag0='urn:x-prefix:dt'>

Os grupos parlamentares que estão neste Parlamento representam todos eles, de per si, o povo português.

O Sr. Rui Pena (,CDS): - Muito bem!

O Orador: - Se o Sr. Doputado foi convidado como Deputado represejitujido ;um grupo parlanieiitar e se o Sr. Deputado do Partido Socialista foi convidado como Deputado representando tambéni um grupo parlanientar, única e siniplesmente, quero lanientar a segregação em que se deixaram envolver.

O Sr. Manuel Gomes (.PCP): - Mas não larnenta a re-pressaol

O Orador: -Sr. Deputado, digo-lhe qtic a verdadeira repressão a conheço do partido de V. Ex.º- e do regime anterior ao 25 de Abril. São essas efectivamente as verdadeiras repressões que conheço.

O Sr. Presidente: -Tem a palavra o Sr. Deputado Severiano Falcão.

O Sr. Severiano Falcão (PCP",: - Sr. Deputado Carlos Robalo, passo por cima das suas últimas considerações, tanto mais que -foram proferidas em consequencia de um aparte,
No entanto. em primeiro lugar, digc>-lhe que, se quaisquer outros grupos pirlametitares além doq que mencionei - o Grupo Parlanientar do PCP e o Grupo Parlamentar do PS - não foram convi(lados, isso é -um problema que não me cliz respeito, é um problema que diz respeito aos trabalhadores e só eles poderão responder por que é que procederam assim,

Em segundo lugar, esclareço-o de que o convite não foi pessoal. 0 convite foi na verdade dirigido ao nosso grupo parlamentar.

O Sr. Carlos Robaio (CDS): - Ah!

O Orador: -Em relação ao Partido Sociili.ta, ele dirá se o convite teve a mesma forma do nosso.
Já aqui foi dito num apirte, que me pareceu oportuno e correcto e coi-n o qual tanto se indignou, que o Sr. Deputado não fez a mínima alusàç) a e,,tc ucio que, no fundo, quer o CDS teiiha sido convidado ou não. representa um insu:lto ao,, Deptiti(loN e de alguma formi à Assembleia da República, l,,to porque partimos do princípio de que, se o ca,;o tives.;c acoritecido com um Deputado, fosse ele de que grupo parlamentar