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I SÉRIE - NOVEMBRO 47

Eu não me quero desligar dos meus camaradas militares que foram acusados no relatório de sevícias, mas tenho de dizer - e o Sr. Deputado sabe isso muito bem - que nesse relatório o meu nome praticamente nem sequer é citado. Nesse relatório não existia sequer -uma acusação a mm próprio, isto é, não me foi afeita uma única acusação.
Portanto, as afirmações feitas pelo Sr, Deputado Amadeu dos Santos têm que ser aqui comprovadas, comprovação que peço e exijo seja feita .pela forma regimental.

O Sr. Amadeu dos Santos (PSD): - Eu provo

O Orador:- Em relação a esta questão nada mais tenho a dizer, pois tudo o que ultrapassa o que acabei de afirmar constitui uma calúnia.

O Sr. Presidente: -Pediram para usar da .palavra os Srs. Deputados Carlos Robalo, Jaime Ramos, Silva Marques e António Arnaut. Peço aos Srs. Deputado que, um por um, me informem das razões por que pedem a palavra.

O Sr. Carlos Robalo (CDS): --- Pedi a palavra para formular um protesto Sr. Presidente.

O Sr. Jaime Ramos (PSD): - Eu para protestar
contra a forma como o Sr. Presidente dirigiu os
nossos trabalhos. -

Vozes do PCP: --Oh!

O Sr. Silva Marques (PSD): - Eu para usar o di
reito de defesa, Sr. Presidente
O Sr. António Arnaut (PS):.-.E eu, 5r. Presidente,
para invocar o Regimento, se for caso .disso, quando
chegar a minha vez.
O Sr. Presidente:- Com certeza, Srs. Deputados.
Darei primeiro a palavra ao Sr. Deputado Carlos
Robalo para formular um protesto.

O Sr. Carlos Robalo (CDS): -- Sr. Presidente,
Srs. Deputados: O meu primeiro protesto dirige-se
efectivamente contra a posição da Mesa, que disse
desconhecer a atitude do Sr. Deputado Mário Tomé,
alegando que qualquer deputado se pode deslocar :t
qualquer outro lugar do Hemiciclo.
Penso tratar-se de um entendimento com justifi
cação demasiado fraca, tendo em conta que se estava
perante uma discussão em que intervinha um
Sr. Deputado depois de uma intervenção feita pelo
Sr. Deputado Mário Tomé.
Lamento que a Mesa assim tenha procedido!
Protesto também contra a intervenção do Sr. Depu
tado Luís Filipe Madeira, porque ele não foi capaz
de reconhecer que o início da provocação foi proveniente .
da intervenção do Sr. Deputado Mário
Tomé e que naturalmente os outros deputados têm
o direito de reagir.
Ainda queria protestar contra a última intervenção
do Sr. Deputado Mário Tomé em que ofendeu des-
carada e claramente um outro órgão de soberania na
pessoa do Presidente da República...

O Sr. João Liana (PS): -Eanes, para a Sibéria, não é?!... ..

Risos do PS e do PCP,

O Orador: -Quero dizer aos Srs. Deputados que se riem que não tenho dúvidas em discutir nem comportamento civil nem comportamento moral com nenhum de VV. Ex.ª e que não necessito de me refugiar nessas posições, num riso que não classifico! ...
Sr. Presidente, entendo que a esse órgão de soberania não deve deixar de ser dado conhecimento da última intervenção do Sr. Deputado Mário Tomé, porque não é impunemente que se ofendem outros órgãos de soberania.

Aplausos do CDS, do PSD e do PPM.

O Sr. Presidente: - Também para protestar, tem a palavra o Sr. Deputado Jaime Ramos.

O Sr. Jaime Ramos (,PSD): -- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Em primeiro lugar quero protestar pela maneira discriminatória como o Sr. Presidente dirigiu os trabalhos, nomeadamente quando não proeurou ver a acção nitidamente provocatória, e quase diria de pré-agressão ...

O Sr. Joaquim Miranda (PCP): -O que é isso de quase pré-agressão?

O Orador: - ..., do Sr. Deputado Mário Tomé ...

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Orador. - ... e de ter concedido a palavra ao Sr. Deputado Luís Filipe Madeira quando tanto 0 Sr. Deputado Carlos Robalo como eu próprio também tínhamos pedido para interpelar a Mesa.
Em segundo lugar, quero explicar que se houve reacções que não se podem considerar de calmas, por apartes da minha bancada, isso deveu-se à atitude de quase pré-agressão que o Sr. Deputado Mário Tomé aqui tomou.

O Sr. Joaquim Miranda (PCP): - Mas o que é isso de atitude de pré-agressão?

O Orador: -Quero ainda protestar contra parte da intervenção do Sr. Deputado Mário Tomé, esclarecendo-o de que é muito diferente ser-se antifascista e democrata: antifascistas podem ser -e há alguns- criminosos, e por isso nem todos são sempre democratas.

Neste momento, deputados do PS e do PCP batem com os punhos no tampo das carteiras.

O Sr. Presidente:- Peço silêncio na Sala, Srs. Deputados.

Pausa.

Faça favor de concluir o seu protesto, Sr. Deputado Jaime Ramos.

O Orador: - O Sr. Deputado Mário Tomé disse também na sua intervenção que os regimes reaccio-