O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

2390 I SÉRIE -NÚMERO 59

eu julgo que o embelezam e que até impedem que os Srs. Deputados venham dizer que eu estou a usar a cassette. Acho, por isso, que o Sr. Deputado foi infeliz.
O Sr. Deputado pega em algumas considerações políticas que eu incluo na minha declaração, mas o importante não é a minha declaração política. O importante da intervenção que, em nome do meu grupo parlamentar, eu fiz aqui hoje é a nossa manifestação de solidariedade com os trabalhadores da função pública; é a nossa denúncia da política não apenas deste governo AD mas de todos os governos da AD nesta matéria; é a nossa denúncia daquilo que os governos da AD - e este Governo concretamente - têm feito e aquilo que este Governo, se conseguir continuar a ser governo vai continuar a fazer em relação aos trabalhadores da função* pública e que é de todos conhecido. A nossa atitude, é essa: uma atitude de denúncia clara dessas posições.
Mas o Sr. Deputado Portugal da Silveira ainda não nos entende - julgo que se as eleições fossem na próxima semana o Sr. Deputado ainda votava na AD. Não sei se u problema é de inteligência ou não, o que eu sei, Sr. Deputado, é que uma frase que está incluída na nossa declaração é a de que nós estamos cada vez mais acompanhados e somos cada vez mais numerosos. E essa frase é profundamente sentida e compreendida por esta bancada.
Nós não tememos a realização de eleições antecipadas. Nós não tememos colocar-nos face a face ao eleitorado português, apresentando as nossas propostas, as nossas críticas em relação à desgraçada política do governo da AD. Não tememos absolutamente nada disso e os resultados das eleições locais têm demonstrado que estamos no caminho certo. Lamentavelmente, Sr. Deputado Portugal da Silveira, julgo que o senhor esta semana talvez ainda votasse na AD, mas tenho um laivo de esperança de que antes das próximas eleições antecipadas, que se vão realizar dentro de algum tempo, o Sr. Deputado mude de opinião, se bem que se possa arrepender e possa entrar nu campo daqueles que o senhor diz que nos quisemos iludir. É que nós não quisemos iludir ninguém!
Relativamente à questão de o Sr. Prof. Freitas do Amaral ser a supersombra da Reforma Administrativa, o facto de os deputados do CDS estavam tão caladinhos é significativo de que enfiaram a carapuça e preferiram calar-se. O Sr. Deputado Portugal da Silveira nesse aspecto prestou um mau serviço.

O Sr. Presidente:-Para um protesto, tem a palavra o Sr. Deputado Carlos Robalo.

O Sr. Carlos Robalo (CDS) -- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Só queria dizer que o Prof. Freitas do Amaral não é ofendido por quem quer, mas sim por quem pode ofendê-lo. À bancada do CDS igualmente a não ofende quem quer mas quem pode, e a bancada do Partido Comunista não tem capacidade para nos ofender. Especialmente o Sr. Deputado Sousa Marques não tem nem capacidade para nos bulir e muito menos para nos ofender.
O problema é de falta de capacidade vossa e, em especial, de falta de capacidade do Sr. Deputado.

Aplausos do CDS.

O Sr. Presidente: - Para contraprotestar, tem a palavra o Sr. Deputado Sousa Marques.

O Sr. Sousa Marques (PGP): - O Sr. Deputado Carlos Robalo acabou por se contradizer. Se tivesse ficado calado eu estava de acordo consigo ...

Aplausos e risos do PCP.

... mas como picou o anzol foi pescado! o que significa que eu, durante este debate, acabei de pescar o Sr. Deputado Carlos Robalo! A culpa não é minha, Sr. Deputado! Por que é que ingenuamente caiu na esparrela que eu lhe estendi!?

Risos do PCP.

Quanto às observações que o1 Sr. Deputado fez, gostaria de lhe dizer o seguinte: o Sr. Deputado é dos deputados da AD que está em melhores condições para apreciar a minha declaração política. Estou convencido de que V. Ex. fez esse juízo aquando da minha intervenção e de que, fora desta Assembleia e deste Plenário, até podemos, embora discordando em alguns aspectos, estar de acordo em algumas das questões que aqui trouxe a esta Assembleia.
Julgo que o Sr. Deputado Carlos Robalo está a perceber perfeitamente aquilo que eu estou a dizer... Ora o que eu lamento profundamente, Sr. Deputado, é que uma pessoa que tendo tido responsabilidades a nível governamental nesta matéria não tenha contribuído para enriquecer este debate e, pelo contrário, se tenha refugiado no silêncio e tenha por fim agarrado de uma forma bastante ingénua o anzol que eu lhe lancei.

O Sr. Carlos Robalo (CDS): - Dá-me licença. Sr. Presidente?

O Sr. Presidente: - Para que efeito?

O Sr. Carlos Robalo (CDS): - Sr. Presidente, é natural que eu tenha de usar de um subterfúgio para responder. Quando me dizem que eu peguei o anzol tenho de me defender.
Sei que regimentalmente não será muito correcto, mas, tendo em conta que ainda me prezo de ser dos deputados desta Casa a que mais respeitam o Regimento, admito que um pequeno desvio ao mesmo me não vai fazer mal.

O Sr. Presidente: - Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Carlos Robalo (CDS): -Sr. Deputado Sousa Marques, eu só quero dizer-lhe que está muito enganado. Em primeiro lugar, a sua intervenção carecia de montes de informação e, como calcula, eu até reparei que o senhor teve o cuidado de não referir o período em que eu fui responsável pela Secretaria de Estado da Reforma Administrativa, quando é certo, que, em termos de governos AD, a pessoa que esteve mais tempo aí esteve fui eu.
E até lhe quero dizer mais alguma coisa: se o senhor tivesse de facto, agarrado alguns aspectos substanciais, que agarrou, usando aspectos formais que dessem dignidade a esta Casa, eu até era capaz de os discutir consigo. Mas com esses aspectos formais não é o senhor que tem capacidade para me