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2932 I SÉRIE-NÚMERO 73

Manuel Filipe Correia de Jesus.
Maria Margarida Salema Moura Ribeiro.
Mário de Oliveira Mendes dos Santos.
Paulo Manuel Pacheco Silveira.
Pedro Miguel Santana Lopes.
Rui Manuel de Oliveira Costa.
Vasco Francisco Aguiar Miguel.

Partido Comunista Português (PCP):

Álvaro Favas Brasileiro.
António Anselmo Aníbal.
António Dias Lourenço.
António José Monteiro Vidigal Amaro.
António da Silva Mota.
Carlos Alfredo de Brito.
Custódio Jacinto Gingão.
Domingos Abrantes Ferreira.
Francisco Miguel Duarte.
Georgete de Oliveira Ferreira.
Jerónimo Carvalho de Sousa.
João António Torrinhas Paulo.
João António Gonçalves do Amaral.
Joaquim António Miranda da Silva.
Jorge Manuel Abreu de Lemos.
José Manuel Lampreia Patrício.
José Manuel Antunes Mendes.
José Manuel Maia Nunes de Almeida.
José Manuel Santos Magalhães.
José Rodrigues Vitoriano.
Manuel Gaspar Cardoso Martins.
Maria Luísa Mesquita Cachado.
Maria Margarida Tengarrinha.
Maria Ilda Costa Figueiredo.
Maria Odete Santos.
Mariana Grou Lanita.
Octávio Augusto Teixeira.
Octávio Floriano Rodrigues Pato.

Centro Democrático Social (CDS):

Abel Augusto Gomes Almeida.
Adriano José Alves Moreira.
Alexandre Carvalho Reigoto.
Alfredo Albano de Castro Azevedo Soares.
António Filipe Neiva Correia.
Basílio Adolfo Mendonça Horta Franca.
Henrique Manuel Soares Cruz.
Hernâni Torres Moutinho.
José Luís Nogueira de Brito.
Manuel António Almeida Vasconcelos.
Manuel Jorge Forte Góes.

Movimento Democrático Português (MDP/CDE):

Helena Cidade Moura.

Agrupamento Parlamentar da União da Esquerda para a Democracia Socialista (UEDS):

António César Gouveia de Oliveira.
Joel Eduardo Neves Hasse Ferreira.

Agrupamento Parlamentar da Acção Social-Democrata Independente (ASDI):

Manuel Cardoso Vilhena de Carvalho.
Ruben José de Almeida Raposo.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, antes de entrarmos propriamente na matéria da ordem do dia - e de acordo com o acordado com os representantes dos grupos e agrupamentos parlamentares -, a Mesa vai apresentar um voto de pesar à vossa consideração, para que ele possa merecer a votação do Parlamento Português.
O texto desse voto de pesar é o seguinte:

Se a morte de Tancredo Neves suscita no Brasil razão profunda para uma magoada tristeza, os Portugueses não deixam de sentir, de igual modo, o desaparecimento de um grande estadista, de um grande homem, de um grande amigo de Portugal. Portugal e o Brasil, que tantas vezes têm vivido, conjuntamente, a satisfação de glórias mútuas, são incapazes de se estranharem nos momentos de desventura. Por isso, vivemos hoje aquela tristeza com a profundidade de quem perde um dos seus entes queridos.

Portador de um projecto de conciliação, progresso e esperança para a grande nação irmã, para sulcar forte e com firmeza os caminhos da democracia, o Presidente eleito do Brasil deixa-nos a saudade de um grande construtor de ideias e a memória que irá servir de fundamento ao futuro que se deseja.
Nesta Assembleia, neste hemiciclo soam ainda, como eco admirável, as palavras que teve a oportunidade de nos dirigir.
Porque o temos presente, porque reconhecemos a força e o vigor do seu projecto, acompanhamos e vivemos a dor que o povo brasileiro está sofrendo pela perda do seu Presidente.
Por isso, considerando os passos históricos que têm irmanado Portugal e o Brasil, a Assembleia da República manifesta o seu mais profundo pesar ao povo brasileiro, ao Presidente da República do Brasil e às instituições que traduzem aquela grande nação pela perda de Tancredo Neves.
Este o voto de pesar da Assembleia da República de Portugal.
Vamos votar este voto de pesar, Srs. Deputados.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade, tendo-se registado a ausência do deputado independente António Gonzalez.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Vilhena de Carvalho.

O Sr. Vilhena de Carvalho (ASDI): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Faz pouco tempo ainda que festejámos, nesta Assembleia, a eleição que confirmou Tancredo Neves na Presidência da República do Brasil.
Faz menos tempo ainda que tivemos a honra de, pessoalmente, saudar o intrépido lutador pela liberdade, o democrata convicto e persistente que durante 50 anos ininterruptos de actividade parlamentar e política, se dedicou inteiramente ao serviço do povo brasileiro.
Nós todos que nesta Casa fizemos nossas as esperanças e a fé desse povo irmão, na sua acção em prol da instauração definitiva, no Brasil, de uma democracia plena, vemo-nos agora, tão pouco tempo volvido, constrangidos a chorar a sua partida deste mundo.
Nada pode o homem nem os povos, contra os desígnios da Providência. Certa está a morte de todos