I SÉRIE — NÚMERO 21
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A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Nuno Magalhães.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, o caso que estamos aqui a discutir é,
evidentemente, uma questão de consenso, de bom senso e política.
Discutimos, de facto, esta matéria na Conferência de Líderes, ninguém pretende, como disse o Sr.
Deputado Duarte Pacheco, apresentar propostas à socapa nem atropelar o Regimento, de resto, dissemo-lo,
de forma franca, aquilo que temos de perceber é da disponibilidade ou não — creio que posso antecipar o
«não», pelo menos por algumas intervenções — para algumas retificações a algumas propostas que deram
entrada dentro do prazo.
Protestos do PCP e do BE.
Estou a falar das propostas que estamos a discutir agora, daquelas que foram, agora, suscitadas.
Se se trata de questões de pura retificação, nomeadamente de acrescentos — o acrescento, por exemplo,
de uma força no serviço de segurança, que, por lapso notório, não consta do articulado onde constam as
restantes forças e serviços de segurança —, é uma questão não regimental, não legal, mas política e de bom
senso, que requer o consenso.
Portanto, Sr.ª Presidente, respeitaremos, obviamente, a sua decisão, respeitaremos o consenso, ou a falta
dele, por parte dos restantes grupos parlamentares.
É evidente que sabemos que há hipótese de, pós-Orçamento do Estado, via projeto de lei ou projeto de
resolução, apresentado pela maioria, poder retificar essas situações, mas, aqui chegados, não posso deixar de
dizer o seguinte, e termino como comecei: esta é uma questão política e, portanto, quanto às propostas de
alteração que são uma retificação, que são acrescentos, que incluem apoios a micro, pequenas e médias
empresas, que incluem um serviço de segurança num regime em que todos os outros já são abrangidos, os
grupos parlamentares que não dão o consenso que assumam o ónus político de não serem abrangidos nem
os apoios às micro e pequenas empresas nem essa força no serviço de segurança. Assumam, claramente,
essa responsabilidade, porque essa responsabilidade é vossa! Podem escudar-se, dizendo que se trata de
uma questão formal. Formalmente, têm razão, substancialmente, assumam as vossas responsabilidades.
Aplausos do CDS-PP.
A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, este debate está a prolongar-se excessivamente.
Tem a palavra o Sr. Deputado Luís Menezes.
O Sr. Luís Menezes (PSD): — Sr.ª Presidente, formalismos à parte, que são altamente relevantes para o
normal funcionamento desta Casa, gostaria de falar apenas do que está aqui em causa.
São cinco propostas de alteração…
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Cinco?!
O Sr. Pedro Jesus Marques (PS): — Já são cinco?!
O Sr. Luís Menezes (PSD): — … e ninguém compreende que esta Casa não esteja disponível para aceitar
que se introduza no Orçamento uma norma que quer apurar quantos observatórios temos e se são a mais ou
a menos, para os fecharmos e pouparmos.
O Sr. Honório Novo (PCP): — Ah! Essa é a grande proposta!
O Sr. Luís Menezes (PSD): — Ninguém compreende que não se aceite fazer a alteração de uma palavra
na lei do Orçamento, para permitir que as micro empresas possam aceder, sem qualquer margem para dúvida,
ao fundo de garantia mútua.