20 DE JULHO DE 2019
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O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — Sr. Presidente, do que se trata é das votações na generalidade, que
podem, votando-se em pacote, precludir a necessidade da votação na especialidade e final global.
O Sr. João Oliveira (PCP): — Claro!
O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — Também suscito a questão de todos os grupos parlamentares estarem
de acordo, pelo que penso ser dispensável outro acordo com outros Deputados individuais.
O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Então, assim faremos.
Vamos, pois, proceder à votação conjunta, na generalidade, dos Projetos de Lei n.os 783/XIII/3.ª (CDS-PP)
— Sexta alteração ao Código de Processo Civil, aprovado pela Lei n.º 41/2013, de 26 de junho, 784/XIII/3.ª
(CDS-PP) — Segunda alteração à Lei n.º 78/2001, de 13 de julho (Julgados de Paz - Competência, Organização
e Funcionamento), 785/XIII/3.ª (CDS-PP) — Terceira alteração à Lei n.º 62/2013, de 26 de agosto (Lei da
Organização do Sistema Judiciário), 786/XIII/3.ª (CDS-PP) — Quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 10/2011, de
20 de janeiro, que aprova o Regime Jurídico da Arbitragem em Matéria Tributária, 787/XIII/3.ª (CDS-PP) —
Quadragésima quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 398/98, de 17 de dezembro, que aprova a Lei Geral Tributária
e trigésima segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 433/99, de 26 de outubro, que aprova o Código de
Procedimento e Processo Tributário e 788/XIII/3.ª (CDS-PP) — Décima segunda alteração à Lei n.º 13/2002, de
19 de fevereiro, que aprova o Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais – Criação de equipas
extraordinárias de juízes administrativos e tributários.
Submetidos à votação, foram rejeitados, com votos contra do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes, votos a
favor do CDS-PP e abstenções do PSD e do PAN.
O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Sr. Deputado Paulo Trigo Pereira, não manifestou o seu sentido
de voto…
O Sr. Paulo Trigo Pereira (N insc.): — Sr. Presidente, queria interpelar a Mesa sobre a condução dos
trabalhos.
O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. Paulo Trigo Pereira (N insc.): — Sr. Presidente, vou ser muito breve.
Há, se calhar, um equívoco na interpretação feita pelo Sr. Deputado Pedro Delgado Alves. É que, na Câmara,
há grupos parlamentares, há um Deputado único representante de um partido e há um Deputado não inscrito.
Portanto, não há «Deputados individuais».
Opus-me a que se votassem conjuntamente, na generalidade, os diplomas que acabaram de ser votados e
vou declarar o meu sentido de voto em relação a todos eles para que não tenha de repetir-se a votação.
Na generalidade, em relação ao Projeto de Lei n.º 784/XIII/3.ª, votei contra; em relação ao Projeto de Lei n.º
785/XIII/3.ª, abstive-me; e em relação aos Projetos de Lei n.os 786 e 787/XIII/3.ª votei contra.
Este é um direito que me assiste, não como Deputado «individualizado», mas como Deputado não inscrito.
Aplausos de Deputados do PSD e do CDS-PP.
O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Sr. Deputado Paulo Trigo Pereira, a Mesa respeita integralmente
o seu ponto de vista. Não há, da nossa parte, qualquer tentativa de o ostracizar e, portanto, trata-se de um
diálogo que, eventualmente, o Sr. Deputado tem que ter com o Sr. Deputado Pedro Delgado Alves.
Naturalmente, a Mesa não pode senão respeitar o seu ponto de vista e registamos o seu sentido de voto, que
não altera o sentido geral da votação nestas matérias.
Sr.as e Srs. Deputados, vamos prosseguir, com a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 1149/XIII/4.ª
(PSD) — Trigésima segunda alteração ao Código de Processo Penal, permitindo a aplicação da medida de