I SÉRIE — NÚMERO 108
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reforma devido ao desgaste e à penosidade deste tipo de prestação de trabalho; a obrigatoriedade da realização
de exames médicos com periodicidade semestral.
Srs. Deputados, em relação a todas estas propostas, a disponibilidade do PS foi zero! A disponibilidade do
PS para reforçar os direitos dos trabalhadores foi encontrar no PSD e no CDS o «colinho» de que precisava
para eliminar todas as propostas do PCP.
A Sr.ª Ana Mesquita (PCP): — Muito bem!
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Por isso, Srs. Deputados, estas propostas foram rejeitadas hoje, em 2019, mas
podem contar com a continuação da luta dos trabalhadores. As propostas foram rejeitadas, mas, em tantos
outros momentos da história da humanidade, os direitos não foram oferecidos aos trabalhadores,…
A Sr.ª Ana Mesquita (PCP): — Isso mesmo!
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — … foram conquistados com a sua coragem, com a sua resistência e com a sua
luta. Cá estaremos para viver num País mais justo, em que o desenvolvimento dos direitos dos trabalhadores
faça parte do dia a dia desta sociedade.
Aplausos do PCP e de Deputados do BE.
O Sr. Presidente: — Para uma declaração de voto, em nome do Grupo Parlamentar do CDS-PP, tem a
palavra o Sr. Deputado António Carlos Monteiro.
O Sr. António Carlos Monteiro (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O CDS foi sempre
muito claro, ao longo deste processo legislativo. Entendemos que foi a lei atualmente em vigor que permitiu a
recuperação do emprego e, por isso, considerámos esta proposta de lei, agora aprovada, desnecessária.
No CDS, respeitámos o acordo de concertação social e aquilo que resultou de uma negociação tripartida
entre trabalhadores, empregadores e Governo. Sabemos respeitar a concertação social e, para nós, esse é um
princípio fundamental.
É certo que a legislação laboral confrontou a maioria que sustenta o atual Governo com as suas próprias
contradições. Há partidos que apoiam o Governo que são contra a concertação social e o diálogo social e essas
contradições ficaram por demais evidentes neste mesmo processo legislativo.
O CDS foi exigente com o Governo e o Partido Socialista. Não aceitámos que o acordo de concertação social
fosse desvirtuado, na proposta do Governo ou nas propostas do Partido Socialista, e recusámos sempre todas
as tentativas do Bloco de Esquerda e do PCP de destruir, na Assembleia da República, o consenso e o acordo
alcançados em concertação social.
O CDS, com a sua abstenção, sai deste processo de consciência tranquila. Não deixámos desvirtuar esse
mesmo acordo, estivemos na primeira linha de defesa da concertação social e garantimos o princípio básico da
boa-fé de qualquer negociação, que é o de que os acordos são para cumprir. Exigimos isso mesmo ao Governo
e ao Partido Socialista e ainda bem que foi possível alcançar esse mesmo fim.
Aplausos do CDS-PP.
O Sr. Presidente: — Para uma declaração de voto, em nome do Grupo Parlamentar do PSD, tem a palavra
a Sr.ª Deputada Susana Lamas.
A Sr.ª Susana Lamas (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O PSD disse e reitera que a
legislação laboral em vigor tem permitido uma recuperação do mundo do trabalho,…
O Sr. Adão Silva (PSD): — Exatamente!