18 DE JUNHO DE 2021
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O Sr. Carlos Peixoto (PSD): — E, na da eletricidade, em 70 cêntimos, só 50 cêntimos é que correspondem ao custo da eletricidade.
Nós, de facto, tínhamos esperança de que, com o PRR, tudo ficava resolvido, mas, Srs. Deputados, a notícia
é esta: Portugal é dos mais lentos a executar fundos do PRR.
Protestos do PS.
Em 2021, somos os piores; em 2022, vamos ser os piores; e só em 2023 é que os senhores vão tentar
emendar a mão.
Protestos do PS.
Mas, já agora, e para terminar, Sr. Presidente…
O Sr. Presidente (António Filipe): — Sr. Deputado, tem de concluir. Ainda vai ser feita a intervenção do PSD de encerramento…
O Sr. Carlos Peixoto (PSD): — Para terminar, Sr. Presidente, a União Europeia diz que, com o PRR, o nosso País vai crescer entre 1,5% e 2,4%. É, talvez, dos piores crescimentos da Europa. A Grécia prevê um
crescimento entre 7% e 18%.
Olhem para isto e, daqui a uns anos, vejam se esta é uma governação que vos orgulha ou se é uma
governação que vai envergonhar o País.
Aplausos do PSD.
O Sr. Presidente (António Filipe): — Srs. Deputados, presumo que os grupos parlamentares que ainda dispõem de tempo não o queiram utilizar, pelo que vamos passar ao encerramento do debate.
Pelo PSD, tem a palavra a Sr.ª Deputada Clara Marques Mendes.
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Secretários de Estado, Srs. Deputados: Hoje, o Grupo Parlamentar do PSD trouxe a debate a competitividade, porque é urgente e fundamental que a aposta
seja na competitividade, porque é urgente e fundamental recuperar a economia e tornar Portugal um país mais
competitivo, porque é urgente e fundamental fazer de Portugal um dos países mais competitivos da zona euro,
porque a competitividade é um fator absolutamente decisivo para o crescimento económico.
O Sr. Afonso Oliveira (PSD): — Muito bem!
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Srs. Deputados, sem competitividade não há crescimento económico e sem crescimento económico não conseguimos melhorar a vida das famílias, dos trabalhadores e
das empresas. Sem políticas públicas assentes nestas preocupações todas essas dimensões da vida ficam
comprometidas.
Srs. Deputados, já no final deste debate, importa deixar algumas notas, sendo a primeira de lamento.
Lamento que o Governo e o Partido Socialista, que apoia o Governo, achem que está tudo bem. Achar que
está tudo bem, enfiando a cabeça na areia, é o primeiro passo para que nada mude. E nada mudar, Srs.
Deputados, é não cuidar da nossa economia, não cuidar das pessoas, não cuidar das famílias, não cuidar dos
trabalhadores e não cuidar das empresas.
O Sr. Afonso Oliveira (PSD): — Muito bem!
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Não reconhecer que temos feito pouco, muito pouco, é o primeiro passo para continuar a errar e para continuar a fazer pouco, muito pouco, sobretudo quando os factos e a
realidade nos mostram, como aqui hoje ficou bem evidente, que há um outro caminho a seguir.