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94 | II Série A - Número: 009S2 | 13 de Outubro de 2007

empresas estar relacionada com actividades direccionadas para o mercado nacional. De acordo com estimativas do Banco de Portugal, efectuadas com dados das Contas Nacionais de 2002, apenas cerca de 25% do investimento empresarial estava directamente relacionado com as exportações.

Após o forte crescimento verificado em 2006 e início de 2007, as exportações de bens abrandaram no 2.º trimestre de 2007 (Quadro II.2.1), período em que a conjuntura internacional se mostrou menos favorável à economia portuguesa. Pela positiva, destacam-se as exportações de máquinas e material de transporte. Inversamente, as exportações de combustíveis e lubrificantes, que em 2006 registaram crescimentos muito significativos, apresentam agora uma evolução negativa. As exportações de serviços mantiveram, no 1.º semestre de 2007, o elevado dinamismo evidenciado ao longo de 2006.

Gráfico II.2.8. Exportações de Serviços (Taxa de Variação Homóloga Nominal, Janeiro-Julho 2007) 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0
Viagens e Turismo (45%)
Transportes (23%)
Total
Out.Ser.pres.Emp.(18%)
Serv.Comunicação (4%)
Construção (3%) Fonte: Banco de Portugal.
Nota: entre parêntesis, peso no total das exportações de serviços de 2006.

Os dados do comércio internacional referentes a Julho revelam uma aceleração das exportações (crescimento nominal homóloga de 9,3%). As importações apresentaram, nos primeiros sete meses de 2007, um comportamento muito moderado mas em aceleração, em linha com a recuperação da procura interna. No entanto, como o crescimento tem sido inferior aos das exportações, espera-se que o contributo das exportações líquidas para o crescimento do PIB seja novamente positivo em 2007.

II.2.2. Sectores de Actividade A actividade sectorial, medida pelo Valor Acrescentado Bruto (VAB), acelerou ao longo de 2006 e início de 2007, beneficiando de uma evolução positiva na generalidade dos sectores, com particular destaque para o VAB da indústria. Todavia, e ao contrário do verificado em 2006, a aceleração da actividade na indústria e nos serviços (estes dois sectores representavam em 2006 cerca de 91% do VAB total e 78% do emprego total) no 1.º semestre de 2007, não foi acompanhada por um aumento do emprego, tendo a produtividade do trabalho registado uma melhoria.