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89 | II Série A - Número: 009S2 | 13 de Outubro de 2007

Gráfico II.1.3. Preço Spot do Petróleo Brent (USD/barril) 0,0
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1977 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005
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007* Legenda: (*) estimativa da Comissão Europeia, Setembro de 2007.
Fontes: FMI, Direcção-Geral de Geologia e Energia.

Em suma, as perspectivas de curto prazo para a conjuntura internacional permanecem globalmente favoráveis, não obstante o acréscimo dos riscos no sentido descendente para o crescimento económico, resultantes da incerteza quanto à duração das tensões no mercado hipotecário subprime dos EUA e quanto à magnitude de uma eventual repercussão noutros segmentos do mercado e na economia mundial. Os riscos também se encontram relacionados com a persistência de desequilíbrios globais e com a possibilidade de novos aumentos dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
Apesar de o actual período se caracterizar por incerteza acrescida, o sentimento prevalecente, em termos gerais, é de que a solidez da actual fase de expansão da economia mundial deverá permitir atenuar os efeitos adversos da deterioração do mercado hipotecário subprime dos EUA. Em particular, os dados macroeconómicos disponíveis confirmam os fundamentos sólidos da economia da área do euro e apoiam uma perspectiva de curto prazo favorável para o crescimento real do PIB e, por conseguinte, para a procura externa relevante para a economia portuguesa. Ainda assim, é de esperar que um sentimento generalizado de risco acrescido tenha repercussões, embora limitadas, sobre as perspectivas de crescimento do PIB português.

II.2. A Economia Portuguesa em 2007 Em 2007, a economia portuguesa deverá registar um crescimento de 1,8%, acelerando face ao observado no ano anterior (1,3%). O aumento do ritmo de crescimento observado no 1.º semestre beneficiou do elevado dinamismo das exportações e da recuperação do investimento (FBCF), que chegou a registar no 2.º trimestre uma variação homóloga marginalmente positiva, o que não se verificava desde o 3.º trimestre de 2004. O consumo privado manteve, no 1.º semestre, um crescimento bastante moderado (1,3%, em termos homólogos reais), num contexto de subida de taxas de juro, limitado pela recuperação do mercado de trabalho. O consumo público, à semelhança do ocorrido em 2006, e reflectindo o processo de consolidação orçamental em curso, registou um crescimento real negativo.
Este padrão de crescimento, suportado pelas exportações e pela recuperação do investimento empresarial, reflecte uma melhoria progressiva dos fundamentos da economia portuguesa, para a qual