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90 | II Série A - Número: 009S2 | 13 de Outubro de 2007

tem contribuído a estratégia de desenvolvimento que tem sido seguida, baseada na aposta da qualificação do capital humano, da modernização tecnológica, da redução dos custos administrativos e de contexto, em especial para as PME, da modernização da Administração Pública e da consolidação das finanças públicas, condições essenciais para a criação de um ambiente propício ao investimento e à competitividade da economia.
Apesar da aceleração da economia, o diferencial de crescimento face à área do euro deverá manter-se negativo em 2007 – facto que se regista desde 2002 –, mas deverá estreitar-se passando de 1,5 p.p.
para um valor estimado de 0,7 p.p..
A situação no mercado de trabalho tarda a recuperar, denotando algum desfasamento temporal relativamente à recuperação da actividade económica. No conjunto do ano, a taxa de desemprego deverá ficar ainda ligeiramente acima do verificado em 2006.
Ao longo de 2007, a taxa de inflação, medida pela variação média anual do Índice de Preços no Consumidor, apresentou uma tendência de redução, devendo fixar-se no final do ano num valor em torno de 2,3% (3,1% em 2006). O abrandamento dos preços resultou do comportamento dos bens, destacando-se a redução do contributo dos energéticos para a formação da taxa de inflação média anual (a taxa de inflação média anual dos bens energéticos diminuiu de 8%, em Dezembro de 2006, para 1,8%, em Agosto de 2007), enquanto a taxa de inflação dos serviços permaneceu sensivelmente idêntica à observada em 2006 (2,9%).
As necessidades de financiamento externo da economia portuguesa diminuíram de 9,4% e 8,2% do PIB, respectivamente no 1.º e 2.º semestres de 2006, para 7,2% do PIB no 1.º semestre de 2007, de acordo com os últimos dados publicados pelo INE. Para este comportamento contribuíram a redução do défice da balança comercial, beneficiando de efeitos volume e termos de troca positivos, e o aumento dos excedentes das balanças de serviços e de capital. Em sentido contrário evoluiu o défice da balança de rendimentos, cuja deterioração resulta da subida das taxas de juro e do agravamento da posição de investimento internacional da economia portuguesa.

II.2.1. Procura Prolongando o perfil intra-anual de crescimento iniciado em 2005, o 1.º semestre de 2007 caracterizou-se por uma aceleração moderada do PIB para 1,8%, em termos homólogos reais (1,6%, no 2.º semestre de 2006), em resultado da manutenção do andamento das exportações, a componente mais dinâmica da procura global, e da recuperação do investimento, o qual concorreu de forma significativa para aumentar o contributo da procura interna para o crescimento real do PIB (Quadro II.1.1).
Não obstante a instabilidade vivida nos mercados financeiros mundiais nos meses mais recentes representar riscos acrescidos para as perspectivas de crescimento no curto prazo, as expectativas para o 2.º semestre permanecem positivas, ancoradas principalmente na manutenção do dinamismo das exportações, ainda que venham a registar um ritmo de crescimento inferior ao observado no 1.º semestre, e na continuação da recuperação do investimento. No conjunto do ano, estima-se que o PIB cresça 1,8%, em termos reais, mais 0,5 p.p. do que em 2006 (ver Quadro II.3.2).